Aesculus hippocastanum L.

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Foto detalhada da planta medicinal Aesculus hippocastanum

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Resumo:

Aesculus hippocastanum é uma planta medicinal da família Hippocastanaceae. Indicada para fragilidade capilar, insuficiência venosa (hemorroidas e varizes). Seu uso principal é por via de administração: Oral.. Suas contraindicações são: Não utilizar na gravidez, lactação, insuficiência hepática e renal, como também em casos de lesões da mucosa digestiva em atividade.
Especificações Técnicas da Planta
Família Botânica Hippocastanaceae
Parte Utilizada Casca e sementes.
Marcador Químico <p>Aescina.</p>
Via de Administração Oral.
Indicação de Uso Adulto.

Quais os nomes populares da planta Aesculus hippocastanum?

Castanha-da-índia, castanheiro-da-índia, castanha-indiana, baumann horse chestnut, castaño de índias.

Descrição Botânica:

O castanheiro-da-índia é uma árvore robusta até 25 metros de altura, com copa enorme e abobadada. O seu fruto designa-se como castanha-da-índia, é usado pela medicina popular contra problemas de circulação sanguínea. Ritidoma fissurado em grandes placas destacáveis. Folhas com 5-7 folíolos. Folíolos obovados, acunheados na base, duplamente serrados, glabros por cima, tomentosos por baixo. Flores em panículos cilíndricas ou cónicas. Fruto espinhoso, globoso, com uma só semente arredondada ou com 2-3 achatadas.


Quais são os principais compostos químicos da planta Aesculus hippocastanum?

Escina; outras saponinas (afrodescina, argirescina, criptoescina); taninos (ácido esculitânico, epicatequina, leucocianidina, leucodelfinina); pectina; leuceantocianina; potássio; óleo volátil; cálcio; fósforo; flavonóides (canferol, quercetina, rutina, astragalin e quercetina); heterosídeos cumarínicos (fraxina, escopolina, aesculetina, esculosídeo e esculina); óleos fixos (ácidos oléico, linoléico, palmítico, esteárico, e linolênico), bases nitrogenadas (guanina, adenina, e adenosina); alcalóides imidazólicos (alantoína); aminoácidos (arginina); ácidos orgânicos (cítrico, úrico); resina; vitaminas (B, K1, C, caroteno e pró-vitamina D); proteínas e açúcares.


Para que serve a planta Aesculus hippocastanum?

Indicada para fragilidade capilar, insuficiência venosa (hemorroidas e varizes).


Como preparar e utilizar a planta Aesculus hippocastanum?

Fragilidade capilar, insuficiência venosa (hemorroidas e varizes) - (RDC 10/2010).

  • Decocção: 1,5 g (1/2 colher de sopa) em 150 mL (xícara de chá).
    Utilizar 1 xícara de chá 2 vezes ao dia, logo após as refeições.

Fragilidade capilar; circulação venosa deficiente; fragilidade venosa (flebites, varizes e tromboflebites); hemorroidas externas e internas; fissuras ou fístulas anais:
RECEITA 1; em 1 xícara (chá), coloque 1 colher (café) do pó e adicione água fervente. Abafe por 10 minutos e coe. Tome 1 xícara (chá), 2 vezes ao dia.
RECEITA 2; coloque 1 colher (sopa) do pó em 1 xícara (chá) de álcool de cereais a 60%. Deixe em maceração por 5 dias e coe. Tome 1 colher (café), diluído em um pouco de água, de 2 a 3 vezes ao dia.

Hemorroidas externas e internas fissuras ou fístulas anais; oxiúros (prurido anal e vaginal): coloque 1 colher (sopa) do pó e 3 colheres (sopa) de folha da carrapateira (mamona) fatiada em 1/2 litro de água em fervura. Desligue o fogo, espere amornar e coe. Faça banhos de assento, 2 vezes ao dia.

Fragilidade venosa (flebites, varizes e tromboflebites); úlceras varicosas: coloque 1 colher (sopa) do pó e 2 colheres (sopa) de folhas de hamamélis fatiadas em 1/2 litro de água em fervura. Desligue o fogo e coe. Aplique no local afetado, em forma de cataplasma, de 2 a 3 vezes ao dia.


Quais as contraindicações e efeitos adversos da planta Aesculus hippocastanum?

Contraindicações:

Não utilizar na gravidez, lactação, insuficiência hepática e renal, como também em casos de lesões da mucosa digestiva em atividade.

Efeitos Adversos Possíveis:

Altas doses podem causar irritação do trato digestivo, náusea e vômito.


Notas do Especialista:

Não utilizar junto com anticoagulantes.


Referências Bibliográficas:

  • BLUMENTHAL, M.; GOLDBERG, A.; BRINCKMANN, J. Herbal Medicine: Expanded Commission E Monographs. 1. ed. Newton, MA: American Botanical Council, 2000. 519 p.
  • ALONSO, J. R. Tratado de fitofármacos y nutracéuticos. Buenos Aires: Corpus, 2004.
  • CARDOSO, C. M. Z. Manual de controle de qualidade de matérias-primas vegetais para farmácia magistral. São Paulo: Pharmabooks, 2009.
  • PANIZZA, S. Plantas que curam: cheiro de mato. 28. ed. São Paulo: IBRASA, 1998.
  • MAIA, Eduardo. Chás medicinais: utilização segura e eficaz. 2. ed. Maringá: UICLAP, 2024. 400 p.
  • BRASIL. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Resolução da Diretoria Colegiada – RDC nº 10, de 9 de março de 2010. Dispõe sobre a notificação de drogas vegetais junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e dá outras providências. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 10 mar. 2010.
  • FLORIEN. Castanha-da-Índia (Aesculus hippocastanum L.). Disponível em: https://florien.com.br/wp-content/uploads/2016/06/CASTANHA-DA-INDIA.pdf. Acesso em: 17 jun. 2026.

Farmacêutico Fitoterapeuta Eduardo Maia
Esta monografia foi revisada por:
EDUARDO MAIA
Farmacêutico Fitoterapeuta

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