Allium sativum L.

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Foto detalhada da planta medicinal Allium sativum

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Resumo:

Allium sativum é uma planta medicinal da família Liliaceae. Seu uso terapêutico é amplo, incluindo gripe, quadros febris, asma brônquica, bronquite crônica, infecções das vias aéreas, parasitoses intestinais, hipertensão arterial, hipercolestorlemia, diabetes mellitus, como regularizador das funções intestinais (flatulência e como antiespasmódico), para cólicas menstruais, dores de origem reumática, nas afecções hepáticas e biliares e na ansiedade. Seu uso principal é por via de administração: Oral.. Suas contraindicações são: O uso é contraindicado para pessoas que apresentam hipersensibilidade aos componentes da formulação.O uso não é recomendado durante a lactação.As preparações na forma de tintura ou alcoolatura são especialmente contraindicadas para gestantes, lactantes, pessoas com alcoolismo e diabéticos, em razão do teor alcoólico da formulação.O consumo de alho pode aumentar o risco de sangramentos durante e após procedimentos cirúrgicos, sendo recomendado suspender seu uso pelo menos sete dias antes de cirurgias.O uso concomitante com medicamentos antiagregantes plaquetários ou anticoagulantes, como ácido acetilsalicílico e varfarina, pode prolongar o tempo de sangramento, exigindo acompanhamento médico.O uso concomitante com antirretrovirais inibidores da protease, como o saquinavir, pode reduzir a eficácia do tratamento, favorecendo falhas terapêuticas e o desenvolvimento de resistência viral.Ao persistirem ou se agravarem os sintomas durante o uso do fitoterápico, deve-se interromper o tratamento e procurar orientação médica.Não utilizar em doses superiores às recomendadas.
Especificações Técnicas da Planta
Família Botânica Liliaceae
Parte Utilizada Bulbilho (dentes).
Marcador Químico Alicina
Via de Administração Oral.
Indicação de Uso Adulto e Pediátrico acima de 12 anos.

Quais os nomes populares da planta Allium sativum?

Alho, alho-bravo, alho-comum, alho-hortense, alho-manso, alho-ordinário, alho-do-reino.

Descrição Botânica:

Erva bulbosa, pequena, de cheiro forte e característico, perene, com bulbo formado de 8-12 bulbilhos (dentes). Folhas lineares e longas. Flores brancas ou avermelhadas, dispostas em umbela longo-penduculada. O fruto, é uma cápsula loculicida com 1 a 2 sementes em cada loja.


Quais são os principais compostos químicos da planta Allium sativum?

Óleo essencial obtido do bulbo (0,1 a 0,2%), contém cerca de 53 constituintes voláteis instáveis, quase todos derivados orgânicos do enxofre principalmente, ajoeno, alicina e aliina.


Para que serve a planta Allium sativum?

Seu uso terapêutico é amplo, incluindo gripe, quadros febris, asma brônquica, bronquite crônica, infecções das vias aéreas, parasitoses intestinais, hipertensão arterial, hipercolestorlemia, diabetes mellitus, como regularizador das funções intestinais (flatulência e como antiespasmódico), para cólicas menstruais, dores de origem reumática, nas afecções hepáticas e biliares e na ansiedade.


Como preparar e utilizar a planta Allium sativum?

Retenção de líquidos como diurético. Estimulante, expectorante, antisséptico, auxiliar na redução do colesterol (RDC 10/2010);

  • Maceração: 0,5 g (1 colher de café) em 30 mL (cálice).
    Utilizar 1 cálice 2 vezes ao dia antes das refeições.

Pressão alta; dilatador de artérias e capilares; formigamento das partes terminais; diurético: amasse um dente de alho em 1/2 copo de água potável. Deixe em maceração durante a noite. Tome em jejum, de manhã ao levantar.

Afecções pulmonares (bronquite, gripe e tosse); normalizador da pressão arterial: triture 2 a 3 dentes de alho em 1 xícara (café) de água potável. Deixe em maceração durante 1 noite, em temperatura ambiente. Junte, após a maceração, 1 xícara (chá) de álcool de cereais. Coe, utilizando um tecido fino e esprema o resíduo. Tome 15 gotas em um copo de água, 2 vezes ao dia. Tome muito cuidado em não aumentar a dose estabelecida.

Suplemento na nutrição; antigripal; afecções pulmonares (bronquite e tosse): em um recipiente de porcelana ou vidro, coloque 3 dentes de alho e adicione 1 xícara (café) de óleo de girassol. Amasse bem e leve ao fogo em banho maria, durante 1 hora. Deixe esfriar e coe em uma peneira. Tome 1 colher (sobremesa), 2 vezes ao dia, 30 minutos antes das principais refeições.

Vermes intestinais: em um pilão, coloque 1 dente de alho e 3 folhas frescas de hortelã (menta). Amasse bem e adicione 1 xícara (café) de água potável. Misture e coe em um pano, espremendo o resíduo. Tome 1 colher (sopa) de manhã, em jejum, e outra à noite. Para crianças dar somente 1 colher (sobremesa).


Quais as contraindicações e efeitos adversos da planta Allium sativum?

Contraindicações:

O uso é contraindicado para pessoas que apresentam hipersensibilidade aos componentes da formulação.
O uso não é recomendado durante a lactação.
As preparações na forma de tintura ou alcoolatura são especialmente contraindicadas para gestantes, lactantes, pessoas com alcoolismo e diabéticos, em razão do teor alcoólico da formulação.
O consumo de alho pode aumentar o risco de sangramentos durante e após procedimentos cirúrgicos, sendo recomendado suspender seu uso pelo menos sete dias antes de cirurgias.
O uso concomitante com medicamentos antiagregantes plaquetários ou anticoagulantes, como ácido acetilsalicílico e varfarina, pode prolongar o tempo de sangramento, exigindo acompanhamento médico.
O uso concomitante com antirretrovirais inibidores da protease, como o saquinavir, pode reduzir a eficácia do tratamento, favorecendo falhas terapêuticas e o desenvolvimento de resistência viral.
Ao persistirem ou se agravarem os sintomas durante o uso do fitoterápico, deve-se interromper o tratamento e procurar orientação médica.
Não utilizar em doses superiores às recomendadas.

Efeitos Adversos Possíveis:

A ingestão de Allium sativum em jejum pode ocasionar pirose, náuseas, vômitos e diarreia.
Em doses elevadas, podem ocorrer náuseas, desconforto gástrico e desconforto esofágico.
Pode provocar hipotensão arterial, especialmente em indivíduos que utilizam medicamentos anti-hipertensivos.
Foram descritas reações alérgicas, principalmente dermatite de contato e erupções cutâneas.
O uso crônico de doses excessivas pode ocasionar diminuição da produção de hemoglobina e hemólise (lise de eritrócitos).
Em caso de aparecimento de reações adversas, recomenda-se suspender o uso do produto e consultar um médico.


Notas do Especialista:

Descontinuar o uso 10 dias antes de qualquer cirurgia. Deixar a droga seca rasurada por cerca de uma hora em maceração.


Referências Bibliográficas:

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BRASIL. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Resolução da Diretoria Colegiada – RDC n° 10, de 9 de março de 2010, dispõe sobre a notificação de drogas vegetais junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e dá outras providências. Diário Oficial da União, Poder Executivo, Brasília, DF, 10 de mar. 2010.
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PANIZZA S, S. Plantas que curam (cheiro de mato). 4ª ed. São Paulo: IBRASA, 1998. 279p.
MAIA, E. Chás Medicinais: Utilização Segura e Eficaz. 2ª Edição. Maringá - PR: UICLAP, 2024. 400p.


Farmacêutico Fitoterapeuta Eduardo Maia
Esta monografia foi revisada por:
EDUARDO MAIA
Farmacêutico Fitoterapeuta

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