Anacardium occidentale L

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Foto detalhada da planta medicinal Anacardium occidentale

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Resumo:

Anacardium occidentale é uma planta medicinal da família Anacardiaceae. Indicada para o tratamento da diarreia não infecciosa, em lesões como anti-séptico e cicatrizante. Seu uso principal é por via de administração: Oral e Tópico.. Suas contraindicações são: Não deve ser utilizado por período superior ao recomendado.
Especificações Técnicas da Planta
Família Botânica Anacardiaceae
Parte Utilizada Entrecasca
Marcador Químico Informação não encontrada na literatura consultada.
Via de Administração Oral e Tópico.
Indicação de Uso Adulto.

Quais os nomes populares da planta Anacardium occidentale?

Acajaíba, acaju, acaju-açu, acajuba, acajuíba, acaju-pokoba, acaju-piranga, cacaju, caju, caju-banana, caju-da-praia, caju-de-casa, caju-manso, canju-manteiga, casca-antidiabética, salsaparrilha-dos-pobres, cajueiro.

Descrição Botânica:

Árvore de copa baixa, 5 a 10 m de altura. Folhas simples, de 8 a 14 cm de comprimento. Flores pequenas, perfumadas, de cor vermelha a púrpura, dispostas em panículas terminais. Fruto reniforme do tipo aquênio, vulgarmente conhecido como castanha, cujo mesocarpo contém um óleo-resina cáustica, conhecido como LCC (líquido da castanha do caju); no seu interior se encontra uma amêndoa oleaginosa, comestível. O caju, é o pedúnculo floral que se desenvolveu formando um pseudofruto carnoso.

Quais são os principais compostos químicos da planta Anacardium occidentale?

Folhas e casca do caule: taninos; gomas; resinas; material corante; saponinas. Pseudofruto: taninos; vitamina C, açúcares; fibras; água. Fruto (castanha): ácido anacárdico; anacardol; cardol; taninos. Amêndoa (semente): óleo fixo; proteínas; sais minerais.

Para que serve a planta Anacardium occidentale?

Indicada para o tratamento da diarreia não infecciosa, em lesões como anti-séptico e cicatrizante.

Como preparar e utilizar a planta Anacardium occidentale?

Diabetes: coloque 1 colher (chá) do pó da casca do caule do caju vermelho, em 1 xícara (chá) de água em fervura. Desligue o fogo, espere esfriar e coe em uma peneira. Tome 1 xícara (chá), 2 vezes ao dia. Feridas; infecção da garganta: coloque 1 colher (sopa) do pó da casca do caule em 1 copo de água em fervura. Desligue o fogo, deixe em repouso por 24 horas e coe em uma peneira. Use para fazer bochechos, gargarejos ou para lavar feridas infeccionadas. Diarreias; disenterias: coloque 3 colheres (sopa) de folhas novas e frescas, cortadas em pedaços bem pequenos em 1/2 litro de água em fervura. Deixe ferver por 10 minutos e coe. Tome 1 copo toda vez que for evacuar. No caso de crianças deve ser dada metade da dose. Suplemento nutritivo (regime de emagrecimento): a semente torrada pode ser consumida, 1 hora antes das principais refeições. Alimento nutritivo: ingerir o pseudofruto ao natural, como sobremesa ou entre as refeições, e em sucos. Frieiras: coloque 1 colher (chá) de casca do caule em 1 litro de água em fervura. Deixe ferver por 15 minutos e coe em uma peneira. Despeje em uma bacia e acrescente mais 2 litros de água quente. Mergulhe o local afetado (pés ou mãos), por 10 a 15 minutos. Repetir a aplicação até a melhora.

Quais as contraindicações e efeitos adversos da planta Anacardium occidentale?

Contraindicações:
Não deve ser utilizado por período superior ao recomendado.
Efeitos Adversos Possíveis:
Informação não encontrada na literatura citada.

Notas do Especialista:

Não utilizar junto com anticoagulantes, corticóides e antiinflamatórios.

Referências Bibliográficas:

MAIA, Eduardo. Chás medicinais: utilização segura e eficaz. 2. ed. Maringá: UICLAP, 2024. 400 p.

BRASIL. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Resolução da Diretoria Colegiada – RDC n° 10, de 9 de março de 2010, dispõe sobre a notificação de drogas vegetais junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e dá outras providências. Diário Oficial da União, Poder Executivo, Brasília, DF, 10 de mar. 2010.

LORENZI, H. & MATOS, FJA. Plantas medicinais no Brasil. Nativas e exóticas. 2 ed. Nova Odessa: Instituto Plantarum, 2008.

PANIZZA S, S. Plantas que curam (cheiro de mato). 4ª ed. São Paulo: IBRASA, 1998. 279p.


Farmacêutico Fitoterapeuta Eduardo Maia
Esta monografia foi revisada por:
EDUARDO MAIA
Farmacêutico Fitoterapeuta

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