Baccharis trimera (Less.) DC.

153 visualizações
Foto detalhada da planta medicinal Baccharis trimera

Compartilhe este guia

Resumo:

Baccharis trimera é uma planta medicinal da família Asteraceae. É recomendada para afecções estomacais, intestinais e hepáticas Dispepsia (Distúrbios da digestão). Seu uso principal é por via de administração: Oral. Suas contraindicações são: Uso contraindicado para pessoas com hipersensibilidade aos componentes da formulação ou às espécies da família Asteraceae.Ao persistirem os sintomas, deve-se procurar orientação médica.O uso é contraindicado durante a gestação.O uso é contraindicado durante a lactação.O uso é contraindicado para menores de 18 anos, devido à ausência de dados suficientes que comprovem sua segurança.A preparação na forma de tintura é especialmente contraindicada para:menores de 18 anos;gestantes;lactantes;pessoas com alcoolismo;diabéticos, devido ao teor alcoólico da formulação.O uso deve ser interrompido pelo menos duas semanas antes de procedimentos cirúrgicos.Não utilizar em doses superiores às recomendadas.Em caso de aparecimento de eventos adversos, suspender o uso do produto e consultar um médico.
Especificações Técnicas da Planta
Família Botânica Asteraceae
Parte Utilizada Partes aéreas
Marcador Químico <p>Hiperosídeo</p>
Via de Administração Oral
Indicação de Uso Adulto

Quais os nomes populares da planta Baccharis trimera?

Carqueja, carqueja-do-mato, bacárdia, cacália, condamina, quina-decondamine, tiririca-do-babado, carqueja-amargosa, carqueja-amarga, bacanta, bacorida, carque, cacalia-amarga, vassoura.


Descrição Botânica:

Subarbusto perene, ereto, muito ramificado na base, de caules e ramos verdes com expansões trialadas, de 50 a 80 cm de altura, nativa do sul e sudeste do Brasil, principalmente no campos de altitude. Folhas dispostas ao longo de caules e ramos, de cor esbranquiçada. 


Quais são os principais compostos químicos da planta Baccharis trimera?

As partes aéreas contêm flavonoides (hispidulina, rutina, eupatorina, luteolina, nepetina, apigenina, kaempferol, cirsimaritina, cirsiliol, eriodictiol, 5-hidroxi3,4,6,7-tetrametoxiflavona, quercetina, 3-o-metilquercetina, genkwani na e 7,4-di-ometilapigenina), diterpenos (bacrispina, 1-desoxibacrispina, ácido hautriwaico e sua lactona), lactonas diterpênicas do tipo trans-clerodano (malonil clerodanos), estigmasterol, óleo essencial (α-pineno, β-pineno, canfeno, limoneno, acetato de carquejilo, carquejol, α-ocimeno, ledol) e saponinas. Os flavonoides são os constituintes majoritários. 


Para que serve a planta Baccharis trimera?

É recomendada para afecções estomacais, intestinais e hepáticas Dispepsia (Distúrbios da digestão).


Como preparar e utilizar a planta Baccharis trimera?

Distúrbio da digestão;

  • Infusão (RDC 10/2010):
    Utilizar 2,5g (2,5 colher de chá) em 150 mL (xícara de chá).
    Tomar 1 xícara chá de 2 a 3 vezes ao dia.

  • Decocção (FFFB3):
    Utilizar de 0,2 a 0,3 g em 150 mL de água (xícara de chá).
    Preparar por decocção, durante 5 minutos, considerando a proporção indicada na fórmula.
    Tomar 150 mL do decocto, logo após o preparo, de duas a três vezes ao dia. Tomar 30 minutos antes das refeições.

Quais as contraindicações e efeitos adversos da planta Baccharis trimera?

Contraindicações:

Uso contraindicado para pessoas com hipersensibilidade aos componentes da formulação ou às espécies da família Asteraceae.
Ao persistirem os sintomas, deve-se procurar orientação médica.
O uso é contraindicado durante a gestação.
O uso é contraindicado durante a lactação.
O uso é contraindicado para menores de 18 anos, devido à ausência de dados suficientes que comprovem sua segurança.
A preparação na forma de tintura é especialmente contraindicada para:

  • menores de 18 anos;
  • gestantes;
  • lactantes;
  • pessoas com alcoolismo;
  • diabéticos, devido ao teor alcoólico da formulação.

O uso deve ser interrompido pelo menos duas semanas antes de procedimentos cirúrgicos.
Não utilizar em doses superiores às recomendadas.
Em caso de aparecimento de eventos adversos, suspender o uso do produto e consultar um médico.

Efeitos Adversos Possíveis:
  • Pode causar reações de hipersensibilidade.
  • Pode provocar hipotensão arterial, especialmente em uso prolongado, em doses elevadas ou em indivíduos predispostos.
  • Pode ocasionar distúrbios digestivos quando utilizado por períodos prolongados ou em doses elevadas.
  • O uso prolongado (superior a três meses) e em doses elevadas pode provocar leucopenia.
    Foram descritos casos de hipoglicemia, inclusive em indivíduos normoglicêmicos.

  • Referências Bibliográficas:

    • ALONSO, J. Tratado de Fitofármacos y Nutracéuticos. Buenos Aires: Corpus, 2004. 1350 p.
    • BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira. 3. ed. Brasília: ANVISA, 2026.
    • CARVALHO, A. C. B.; SILVEIRA, D. Drogas vegetais: uma antiga nova forma de utilização de plantas medicinais. Brasília Médica, v. 47, p. 218–236, 2010.
    • CARVALHO, J. C. T.; ALMANÇA, C. C. J. Formulário de Prescrição Fitoterápica. São Paulo: Atheneu, 2003.
    • GRANCE, S. R.; TEIXEIRA, M. A.; LEITE, R. S.; et al. Baccharis trimera: Effect on hematological and biochemical parameters and hepatorenal evaluation in pregnant rats. Journal of Ethnopharmacology, v. 117, p. 28–33, 2008.
    • GUPTA, M. P. (Ed.). Plantas Medicinais Iberoamericanas. Bogotá: Programa Iberoamericano de Ciencia y Tecnología para el Desarrollo (CYTED) / Convenio Andrés Bello, 2008. 1003 p.
    • LORENZI, H.; MATOS, F. J. A. Plantas Medicinais no Brasil: Nativas e Exóticas. 2. ed. Nova Odessa: Instituto Plantarum, 2008.
    • MAIA, Eduardo. Chás medicinais: utilização segura e eficaz. 2. ed. Maringá: UICLAP, 2024. 400 p.
    • PEREIRA, A. M. S.; BERTONI, B. W.; SILVA, C. C. M.; et al. Formulário Fitoterápico Farmácia da Natureza. 2. ed. Ribeirão Preto: Bertolucci, 2014.
    • PEREIRA, A. M. S.; BERTONI, B. W.; SILVA, C. C. M.; et al. Formulário de Preparação Extemporânea: Farmácia da Natureza – Chás Medicinais. 1. ed. São Paulo: Bertolucci, 2017.
    • PROPLAM. Guia de Orientações para Implantação do Serviço de Fitoterapia. Rio de Janeiro: PROPLAM, 2004.
    • RODRIGUES, C. R. F.; DIAS, J. H.; MELLO, R. N.; et al. Genotoxic and antigenotoxic properties of Baccharis trimera in mice. Journal of Ethnopharmacology, v. 125, p. 97–101, 2009.
    • SIMÕES, C. M. O.; MENTZ, L. A.; SCHENKEL, E. P.; IRGANG, B. E.; STEHMANN, J. R. Plantas da Medicina Popular no Rio Grande do Sul. 5. ed. Porto Alegre: Editora da UFRGS, 1998.

    Farmacêutico Fitoterapeuta Eduardo Maia
    Esta monografia foi revisada por:
    EDUARDO MAIA
    Farmacêutico Fitoterapeuta

    Seja nossa(o) Fitoaluna(o) e utilize a Fitoteca Premium!

    Libere recursos extras exclusivos, como vídeo-aulas completas sobre a planta e acesso a formulações magistrais.

    Ver exemplo
    Voltar à Fitoteca