Bidens pilosa L.

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Foto detalhada da planta medicinal Bidens pilosa

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Resumo:

Bidens pilosa é uma planta medicinal da família Asteraceae. Icterícia (coloração amarelada de pele e mucosas devido a uma acumulação de bilirrubina no organismo).Diversas atividades foram avaliadas em estudos farmacológicos in vitro para a espécie Bidens pilosa, dentre estas, as atividades antimicrobiana, antimalárica, antihistamínica, antioxidante, antileishmaniose, antibacteriana, anticarcinogênica, antidiabética, antifúngica, antihelmíntica, antiherpética, antiinflamatória, antiparasitária, antipromastigota, antiviral, fotoprotetora, imunossupressora, imunomoduladora e de alteração da permeabilidade intestinal. Seu uso principal é por via de administração: Oral. Suas contraindicações são: Uso contraindicado para pessoas com hipersensibilidade aos componentes da formulação ou às espécies da família Asteraceae. O uso é contraindicado durante a gestação. O uso é contraindicado durante a lactação. O uso é contraindicado para menores de 18 anos, devido à ausência de dados suficientes que comprovem sua segurança. Não é recomendado o uso durante a gestação devido ao potencial efeito ocitócico da planta. Ao persistirem os sintomas, deve-se procurar orientação médica. Não utilizar em doses superiores às recomendadas.Em caso de aparecimento de eventos adversos, suspender o uso do produto e consultar um médico
Especificações Técnicas da Planta
Família Botânica Asteraceae
Parte Utilizada Partes aéreas
Marcador Químico <p>&nbsp;Alguns autores indicam o ácido gálico como marcador para <i>B. pilosa</i></p>
Via de Administração Oral
Indicação de Uso Uso adulto e pediátrico acima de 12 anos

Quais os nomes populares da planta Bidens pilosa?

Picão, amor-seco, carrapicho, carrapicho-de-agulha, carrapicho-de-duaspontas, carrapicho-picão, coambi, cambri, cuambu, erva-picão, fura-capa, guambu, macela-do-campo, picão, picão-amarelo, picão-das-horas, picão-do-campo, picão-preto, pico-pico. 


Descrição Botânica:

Herbácea ereta, anual, ramificada, com odor característico de 50- 130 cm de altura, nativa de toda a América tropical. Folhas compostas pinadas, com folíolos de formato tamanho e em número variados. Flores pequenas, reunidas em capítulos terminais. Os frutos são aquênios alongados de cor preta com ganchos aderentes numa das extremidades. Multiplica-se apenas por sementes.


Quais são os principais compostos químicos da planta Bidens pilosa?

B. pilosa é uma extraordinária fonte de compostos fitoquímicos, pois já foram identificados 201 compostos os quais incluem: 70 compostos alifáticos (36 polyynes), 60 flavonoides, 25 terpenoides, 19 fenilpropanóides, 13 compostos aromáticos, 8 porfirinas e 6 outros compostos. 


Para que serve a planta Bidens pilosa?

Icterícia (coloração amarelada de pele e mucosas devido a uma acumulação de bilirrubina no organismo).

Diversas atividades foram avaliadas em estudos farmacológicos in vitro para a espécie Bidens pilosa, dentre estas, as atividades antimicrobiana, antimalárica, antihistamínica, antioxidante, antileishmaniose, antibacteriana, anticarcinogênica, antidiabética, antifúngica, antihelmíntica, antiherpética, antiinflamatória, antiparasitária, antipromastigota, antiviral, fotoprotetora, imunossupressora, imunomoduladora e de alteração da permeabilidade intestinal.


Como preparar e utilizar a planta Bidens pilosa?

Icterícia (RDC 10/2010);

  • Infusão: 2 g (1 colher de sobremesa) em 150 mL (xícacara de chá).
    Aplicar compressa na área a ser tratada de 2 a 3 x ao dia.
    Uso externo!

Como auxiliar no tratamento sintomático da icterícia, desde que situações graves tenham sido descartadas por um médico (FFFB3);

  • Infusão: Utilizar de 0,4 a 2 g (1 colher de sobremesa) em 150 mL (xícacara de chá).
    Preparar por infusão durante 5 minutos, considerando a proporção indicada na fórmula. Utilizar a droga vegetal rasurada.
    Tomar 150 mL do infuso, duas a quatro vezes ao dia.
    Uso adulto e pediátrico acima de 12 anos.


OBSERVAÇÃO!

Não há relatos de uso clínico para a espécie, somente uma publicação no Diário Oficial da União, de 20/07/2010, descreve o uso da espécie para tratamento da icterícia da seguinte forma:

  • Uso externo: Banhar com o infuso, logo após o preparo, 2 x ao dia;

Quais as contraindicações e efeitos adversos da planta Bidens pilosa?

Contraindicações:
  • Uso contraindicado para pessoas com hipersensibilidade aos componentes da formulação ou às espécies da família Asteraceae.
  • O uso é contraindicado durante a gestação.
  • O uso é contraindicado durante a lactação.
  • O uso é contraindicado para menores de 18 anos, devido à ausência de dados suficientes que comprovem sua segurança.
  • Não é recomendado o uso durante a gestação devido ao potencial efeito ocitócico da planta.
  • Ao persistirem os sintomas, deve-se procurar orientação médica.
  • Não utilizar em doses superiores às recomendadas.
    Em caso de aparecimento de eventos adversos, suspender o uso do produto e consultar um médico
  • Efeitos Adversos Possíveis:

    Em doses elevadas, pode provocar irritação da bexiga e das vias urinárias.


    Notas do Especialista:

  • O uso é destinado a adultos e adolescentes acima de 12 anos.
  • O tratamento não deve ultrapassar 15 dias, salvo sob orientação de profissional habilitado.
    O potencial efeito ocitócico da espécie justifica sua contraindicação durante a gestação, devido ao possível estímulo das contrações uterinas.

  • Referências Bibliográficas:

    • ALONSO, J. Tratado de Fitofármacos y Nutracéuticos. Buenos Aires: Corpus, 2004.
    • ALONSO, J. Tratado de Fitomedicina: Bases Clínicas y Farmacológicas. Buenos Aires: ISIS Ediciones, 2007.
    • BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira. 3. ed. Brasília: ANVISA, 2026.
    • BRASIL. Ministério da Saúde. Relação Nacional de Plantas Medicinais de Interesse ao SUS (RENISUS) e documentos técnicos relacionados. Brasília: Ministério da Saúde, 2015.
    • BRASIL. Ministério da Saúde. Monografia de Bidens pilosa L. (Picão-preto). Brasília: Ministério da Saúde, 2017. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/acesso-a-informacao/participacao-social/consultas-publicas/2017/arquivos/MonografiaBidens.pdf.
    • GUPTA, M. P. (Ed.). Plantas Medicinais Iberoamericanas. Bogotá: Programa Iberoamericano de Ciencia y Tecnología para el Desarrollo (CYTED) / Convenio Andrés Bello, 2008. 1003 p.
    • IPATINGA. Prefeitura Municipal de Ipatinga. Programa Municipal de Fitoterapia: Manual de Orientação. Ipatinga: Prefeitura Municipal de Ipatinga, 2000.
    • PEREIRA, A. M. S.; BERTONI, B. W.; SILVA, C. C. M.; et al. Formulário de Preparação Extemporânea: Farmácia da Natureza – Chás Medicinais. 1. ed. São Paulo: Bertolucci, 2017.
    • MAIA, Eduardo. Chás medicinais: utilização segura e eficaz. 2. ed. Maringá: UICLAP, 2024. 400 p.
    • SIMÕES, C. M. O.; MENTZ, L. A.; SCHENKEL, E. P.; IRGANG, B. E.; STEHMANN, J. R. Plantas da Medicina Popular no Rio Grande do Sul. 5. ed. Porto Alegre: Editora da UFRGS, 1998.

    Farmacêutico Fitoterapeuta Eduardo Maia
    Esta monografia foi revisada por:
    EDUARDO MAIA
    Farmacêutico Fitoterapeuta

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