Casearia sylvestris Sw.
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Resumo:
Casearia sylvestris é uma planta medicinal da família Flacourtiaceae. Tópico: Dor e lesões, como antiséptico e cicatrizante tópico. Interno: Dispepsia (distúrbios digestivos), gastrite e halitose (mal hálito). Seu uso principal é por via de administração: Oral e Tópico. Suas contraindicações são: Uso contraindicado para pessoas com hipersensibilidade aos componentes da formulação. Ao persistirem os sintomas durante o uso do fitoterápico, deve-se procurar orientação médica. O uso é contraindicado durante a gestação. O uso é contraindicado durante a lactação. O uso é contraindicado para menores de 18 anos, devido à ausência de dados suficientes que comprovem sua segurança. Não utilizar em doses superiores às recomendadas. Em caso de aparecimento de eventos adversos, suspender o uso do produto e consultar um médico.| Especificações Técnicas da Planta | |
|---|---|
| Família Botânica | Flacourtiaceae |
| Parte Utilizada | Folhas |
| Via de Administração | Oral e Tópico |
| Indicação de Uso | Adulto e Pediátrico acima de 12 anos |
Quais os nomes populares da planta Casearia sylvestris?
Guaçatonga, apiá-acanoçu, bugre-branco, café-bravo, café-de-frade, cafezeiro-do-mato, cafezinho do-mato, cambroé, chá-de-bugre, erva-de-bugre, ervalagarto, erva-pontada, fruta-de-saíra guaçatunga, guaçatunga-preta, língua-de-teju, língua-de-tiú, para-tudo.
Descrição Botânica:
Árvore de 4-6 m de altura, dotada de copa densa e arredondada, com tronco de 20 a 30 cm de diâmetro, nativa de quase todo o Brasil, principalmente no Planalto Meridional. Folhas persistentes, um tanto assimétricas na base, com glândulas, de 6 a 12 cm de comprimento. Flores pequenas, de cor esbranquiçada, reunidas em glomérulos axilares. Existem no Brasil outras espécies de Casearia conhecidas pelos mesmos nomes populares e com características similares.
Quais são os principais compostos químicos da planta Casearia sylvestris?
Óleo essencial; saponinas; taninos; pigmentos antocianinas.
Para que serve a planta Casearia sylvestris?
Tópico: Dor e lesões, como antiséptico e cicatrizante tópico.
Interno: Dispepsia (distúrbios digestivos), gastrite e halitose (mal hálito).
Como preparar e utilizar a planta Casearia sylvestris?
RDC 10/2010;
- Via Tópico: Dor e lesões, como antisséptico e cicatrizante tópico.
Via Interno: Dispepsia (distúrbios digestivos), gastrite e halitose (mau hálito). - Infusão 2 a 4g (1 a 2 colheres de sobremesa) em 150 ml (xícara chá).
Utilizar 1 xícara de chá 3 a 4 vezes ao dia.
FFFB3;
Como auxiliar no alívio de sintomas dispépticos
- Infusão 0,4 a 2 g em 150 ml (xícara chá).
Tomar 150 mL do infuso de duas a três vezes ao dia antes das principais refeições
Halitose (mau hálito); gastrite; úlceras internas: em 1 xícara (chá), colo que 1 colher (sobremesa) de folhas frescas fatiadas e adicione água fervente. Abafe por 10 minutos e coe. Tome 1 xícara (chá), 10 minutos antes das principais refeições.
Gastrite; úlceras internas: coloque 2 colheres (sopa) de folhas secas picadas em 1 xícara (chá) de álcool de cereais a 60%. Deixe em maceração por 5 dias e coe em um pano. Tome 1 colher (café), diluído em um pouco de água, 10 minutos antes das principais refeições.
Escaras; feridas; úlceras varicosas; picadas de insetos: coloque 3 colheres (sopa) de folhas secas picadas em 1/2 litro de água em fervura. Deixe ferver por 10 minutos e coe. Aplique nas partes afetadas, com um chumaço de algodão, de 2 a 3 vezes ao dia.
Herpes labial; herpes genital: coloque 2 colheres (sopa) de folhas picadas em 1 copo de água em fervura. Desligue o fogo, espere esfriar e coe em um pano. Aplique nas partes afetadas, com um chumaço de algodão. No caso de herpes genital, faça banho de assento.
Gengivite; estomatite; aftas; feridas na boca: em um pilão, coloque 2 colheres (sopa) de folhas frescas, 1 colher (sopa) de glicerina e 2 colheres (sopa) de álcool. Amasse bem e coe em uma peneira fina. Aplique na parte afetada, com um chumaço de algodão, de 2 a 3 vezes ao dia
Quais as contraindicações e efeitos adversos da planta Casearia sylvestris?
Contraindicações:- Uso contraindicado para pessoas com hipersensibilidade aos componentes da formulação.
- Ao persistirem os sintomas durante o uso do fitoterápico, deve-se procurar orientação médica.
- O uso é contraindicado durante a gestação.
- O uso é contraindicado durante a lactação.
- O uso é contraindicado para menores de 18 anos, devido à ausência de dados suficientes que comprovem sua segurança.
- Não utilizar em doses superiores às recomendadas.
- Em caso de aparecimento de eventos adversos, suspender o uso do produto e consultar um médico.
O uso prolongado pode aumentar o risco de hemorragias devido à ação antagonista da vitamina K.
Notas do Especialista:
O seu poder cicatrizante é tão forte que, diz a lenda, "o lagarto somente enfrenta a cobra se houver um pé de guaçatonga por perto. Se ele sair ferido, basta comer algumas folhas da planta".
Referências Bibliográficas:
- BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira. 3. ed. Brasília: ANVISA, 2026.
- CARVALHO, A. C. B.; SILVEIRA, D. Drogas vegetais: uma antiga nova forma de utilização de plantas medicinais. Brasília Médica, v. 47, p. 218–236, 2010.
- ITF (Instituto de Tecnologia em Fármacos – Farmanguinhos/FIOCRUZ). Farmacognosia: da Planta ao Medicamento. Rio de Janeiro: Farmanguinhos/FIOCRUZ, 2008.
- LORENZI, H.; MATOS, F. J. A. Plantas Medicinais no Brasil: Nativas e Exóticas. 2. ed. Nova Odessa: Instituto Plantarum, 2008.
- MAIA, E. Chás medicinais: utilização segura e eficaz. 2. ed. Maringá: UICLAP, 2024. 400 p.
- PANIZZA, S. Plantas que Curam (Cheiro de Mato). 4. ed. São Paulo: IBRASA, 1998.
- PEREIRA, A. M. S.; BERTONI, B. W.; SILVA, C. C. M.; et al. Formulário de Preparação Extemporânea: Farmácia da Natureza – Chás Medicinais. 1. ed. São Paulo: Bertolucci, 2017.
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