Citrus aurantium L.

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Foto detalhada da planta medicinal Citrus aurantium

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Resumo:

Citrus aurantium é uma planta medicinal da família Rutaceae.. Quadros leves de ansiedade e insônia, como calmante suave. Seu uso principal é por via de administração: Oral.. Suas contraindicações são: Não deve ser utilizado por pessoas portadoras de distúrbios cardíacos.
Especificações Técnicas da Planta
Família Botânica Rutaceae.
Parte Utilizada Flores.
Marcador Químico <p>Sinefrina.</p>
Via de Administração Oral.
Indicação de Uso Adulto e Pediátrico acima de 12 anos.

Quais os nomes populares da planta Citrus aurantium?

Laranja-amarga, laranja-da-terra, laranja-azeda, laranja-bigarade, laranja-de-sevilha.


Descrição Botânica:

 Árvore perenifólia, de copa globosa, muito espinhenta, de 4-6 m de altura. Folhas simples, aromáticas, de pecíolo alado, glabras, de cor verde-escura, medindo 5 a 10 cm de comprimento. Flores de cor branca, muito perfumadas, reunidas em pequenas cimeiras axilares. Frutos globosos do tipo baga, com casca grossa, de cor amareloalaranjada e rugosa, de sabor amargo, contendo muitas sementes. Diferencia-se das laranjas doces comuns por ter muito mais espinhos e possuir casca rugosa e muito grossa. É nativa do sudeste Asiático e cultivada em pomares domésticos em todo o Brasil.


Quais são os principais compostos químicos da planta Citrus aurantium?

Contem aproximadamente 0,2 a 0,5% de óleo essencial (citral limoneno linalool, α e β-pineno, β-mirceno, acetato de linalila, nerol, felandreno, α-terpineol e geraniol) substâncias amargas flavonoides (neo-hesperidina, naringina eriocitrina, tangeretina, nobiletina, sinensetina. auranetina e 5-hidroxiauranetina), alcaloides (sinefrina e N-metiltiramina), cumarinas e furanocumarinas voliteis (aurapteno, bergapteno), pectina, carotenoides (criptoxantina, luteoxantina, auroxantina e zeaxantina). O fruto imaturo é a parte mais rica em sinefrina. O óleo essencial das flores é composto principalmente por linalool (28,5%), acetato de linalila, (9,6%), nerolidol (9,1%), E-farnesol (9,1%) α-terpineol (49%) e limoneno (4.6%).


Para que serve a planta Citrus aurantium?

Quadros leves de ansiedade e insônia, como calmante suave.


Como preparar e utilizar a planta Citrus aurantium?

Cicatrizante de espinhas; bactericida; antifúngico; antiinflamatória; acnes: coloque 10 botões florais em 1 xícara (chá) de água. Deixe em maceração por 1 noite, no sereno. Coe e adicione 1 colher de mel. Aplique no local afetado em forma de compressas.

Calmante suave; insônia; nervosismo: coloque 1 colher (sobremesa) de botões florais em 1 xícara (chá) de água. Deixe o recipiente em local ensolarado, no período das 9:00 h às 12:00 h. Coe e adicione igual porcentagem de conhaque. Tome de 10 a 15 gotas, diluídas em um pouco de água, de 2 a 3 vezes ao dia. principalmente à noite.

Gripes; resfriados; febres: em 1 xícara (chá), coloque 1 colher (sopa) de folhas picadas e adicione água fervente. Abafe por 10 minutos e coe. Tome 1 xícara (chá) à noite, antes de se deitar. Deve-se evitar o sereno da noite.

Banho relaxante: coloque 2 colheres (sopa) de botões florais, 2 colheres (sopa) de folhas picadas e 2 colheres (sopa) da casca do fruto picado em 1 litro de água em fervura. Deixe ferver em fogo brando, durante 15 minutos. Com e adicione à água da banheira. Tome banho de imersão durante 15 minutos, de preferência à noite, antes de se deitar.


Quais as contraindicações e efeitos adversos da planta Citrus aurantium?

Contraindicações:

Não deve ser utilizado por pessoas portadoras de distúrbios cardíacos.

Efeitos Adversos Possíveis:

Informação não encontrada na literatura citada. 


Notas do Especialista:

Respeitar rigorosamente as doses recomendadas. Deixar em maceração por 3 a 4 horas. Por ser uma planta muito vigorosa, foi utilizada por muito tempo como porta-enxertos (cavalo) de laranjas doces. Hoje, no Brasil, foi substituída pelo limão-cravo e o limão-rugoso-da-flórida, que são imunes às pragas. O óleo essencial encontrado nos botões florais é utilizado na indústria de perfumaria. 


Referências Bibliográficas:

WICHTL, 2003. GARCIA et al, 1999. LORENZI & MATOS, 2008. PANIZZA S, 1998. BRASIL, 2010a. SAAD, G. A. et al., 2016.


Farmacêutico Fitoterapeuta Eduardo Maia
Esta monografia foi revisada por:
EDUARDO MAIA
Farmacêutico Fitoterapeuta

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