Citrus aurantium L.

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Foto detalhada da planta medicinal Citrus aurantium

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Resumo:

Citrus aurantium é uma planta medicinal da família Rutaceae. Quadros leves de ansiedade e insônia, como calmante suave. Seu uso principal é por via de administração: Oral. Suas contraindicações são: Uso contraindicado para pessoas com hipersensibilidade aos componentes da formulação. Ao persistirem os sintomas, deve-se procurar orientação médica. O uso é contraindicado durante a gestação. O uso é contraindicado durante a lactação. O uso é contraindicado para menores de 18 anos, devido à ausência de dados suficientes que comprovem sua segurança. Não deve ser utilizado por pessoas com distúrbios cardíacos. Não utilizar em doses superiores às recomendadas.Em caso de aparecimento de eventos adversos, suspender o uso do produto e consultar um médico
Especificações Técnicas da Planta
Família Botânica Rutaceae
Parte Utilizada Flores
Marcador Químico <p>Sinefrina.</p>
Via de Administração Oral
Indicação de Uso Adulto e Pediátrico acima de 12 anos

Quais os nomes populares da planta Citrus aurantium?

Laranja-amarga, laranja-da-terra, laranja-azeda, laranja-bigarade, laranja-de-sevilha.


Descrição Botânica:

Árvore perenifólia, de copa globosa, muito espinhenta, de 4-6 m de altura. Folhas simples, aromáticas, de pecíolo alado, glabras, de cor verde-escura, medindo 5 a 10 cm de comprimento. Flores de cor branca, muito perfumadas, reunidas em pequenas cimeiras axilares. Frutos globosos do tipo baga, com casca grossa, de cor amarelo-alaranjada e rugosa, de sabor amargo, contendo muitas sementes. Diferencia-se das laranjas doces comuns por ter muito mais espinhos e possuir casca rugosa e muito grossa. É nativa do sudeste Asiático e cultivada em pomares domésticos em todo o Brasil.


Quais são os principais compostos químicos da planta Citrus aurantium?

Contem aproximadamente 0,2 a 0,5% de óleo essencial (citral limoneno linalool, α e β-pineno, β-mirceno, acetato de linalila, nerol, felandreno, α-terpineol e geraniol) substâncias amargas flavonoides (neo-hesperidina, naringina eriocitrina, tangeretina, nobiletina, sinensetina. auranetina e 5-hidroxiauranetina), alcaloides (sinefrina e N-metiltiramina), cumarinas e furanocumarinas voliteis (aurapteno, bergapteno), pectina, carotenoides (criptoxantina, luteoxantina, auroxantina e zeaxantina). O fruto imaturo é a parte mais rica em sinefrina. O óleo essencial das flores é composto principalmente por linalool (28,5%), acetato de linalila, (9,6%), nerolidol (9,1%), E-farnesol (9,1%) α-terpineol (49%) e limoneno (4.6%).


Para que serve a planta Citrus aurantium?

Quadros leves de ansiedade e insônia, como calmante suave.


Como preparar e utilizar a planta Citrus aurantium?

Tensão, como calmante suave (RDC 10/2010);

  • Infusão:
    Utilizar de 1 a 2 g (1 a 2 colheres de chá) em 150 mL (xícara chá).
    Tomar de 1 a 2 xícaras de chá, antes de dormir.

Como auxiliar no alívio da ansiedade e insônia leves (FFFB3);

  • Infusão:
    Utilizar 2 g (1 a 2 colheres de chá) em 150 mL (xícara chá). Preparar por infusão, durante 5 a 10 minutos.
    Tomar 150 mL, 30 minutos antes das refeições.

Cicatrizante de espinhas; bactericida; antifúngico; antiinflamatória; acnes: coloque 10 botões florais em 1 xícara (chá) de água. Deixe em maceração por 1 noite, no sereno. Coe e adicione 1 colher de mel. Aplique no local afetado em forma de compressas.

Calmante suave; insônia; nervosismo: coloque 1 colher (sobremesa) de botões florais em 1 xícara (chá) de água. Deixe o recipiente em local ensolarado, no período das 9:00 h às 12:00 h. Coe e adicione igual porcentagem de conhaque. Tome de 10 a 15 gotas, diluídas em um pouco de água, de 2 a 3 vezes ao dia. principalmente à noite.

Gripes; resfriados; febres: em 1 xícara (chá), coloque 1 colher (sopa) de folhas picadas e adicione água fervente. Abafe por 10 minutos e coe. Tome 1 xícara (chá) à noite, antes de se deitar. Deve-se evitar o sereno da noite.

Banho relaxante: coloque 2 colheres (sopa) de botões florais, 2 colheres (sopa) de folhas picadas e 2 colheres (sopa) da casca do fruto picado em 1 litro de água em fervura. Deixe ferver em fogo brando, durante 15 minutos. Com e adicione à água da banheira. Tome banho de imersão durante 15 minutos, de preferência à noite, antes de se deitar.


Quais as contraindicações e efeitos adversos da planta Citrus aurantium?

Contraindicações:
  • Uso contraindicado para pessoas com hipersensibilidade aos componentes da formulação.
  • Ao persistirem os sintomas, deve-se procurar orientação médica.
  • O uso é contraindicado durante a gestação.
  • O uso é contraindicado durante a lactação.
  • O uso é contraindicado para menores de 18 anos, devido à ausência de dados suficientes que comprovem sua segurança.
  • Não deve ser utilizado por pessoas com distúrbios cardíacos.
  • Não utilizar em doses superiores às recomendadas.
    Em caso de aparecimento de eventos adversos, suspender o uso do produto e consultar um médico

  • Notas do Especialista:

    Respeitar rigorosamente as doses recomendadas. Deixar em maceração por 3 a 4 horas. Por ser uma planta muito vigorosa, foi utilizada por muito tempo como porta-enxertos (cavalo) de laranjas doces. Hoje, no Brasil, foi substituída pelo limão-cravo e o limão-rugoso-da-flórida, que são imunes às pragas. O óleo essencial encontrado nos botões florais é utilizado na indústria de perfumaria. 


    Referências Bibliográficas:

    • BRAUN, L.; COHEN, M. Herbs & Natural Supplements: An Evidence-Based Guide. 2. ed. Chatswood: Elsevier Australia, 2007.
    • BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira. 3. ed. Brasília: ANVISA, 2026.
    • GARCIA, R.; et al. Plantas Tóxicas. Revista Brasileira de Farmacognosia, v. 9, p. 13–20, 1999.
    • LORENZI, H.; MATOS, F. J. A. Plantas Medicinais no Brasil: Nativas e Exóticas. 2. ed. Nova Odessa: Instituto Plantarum, 2008.
    • MAIA, E. Chás medicinais: utilização segura e eficaz. 2. ed. Maringá: UICLAP, 2024. 400 p.
    • PANIZZA, S. Plantas que Curam (Cheiro de Mato). 4. ed. São Paulo: IBRASA, 1998.
    • SAAD, G. A.; et al. Fitoterapia Contemporânea: Tradição e Ciência na Prática Clínica. 2. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2016.
    • WICHTL, M. Herbal Drugs and Phytopharmaceuticals: A Handbook for Practice on a Scientific Basis. 3. ed. Stuttgart: Medpharm Scientific Publishers, 2003.
    • https://florien.com.br/wp-content/uploads/2016/06/CITRUS-AURANTIUM.pdf

    Farmacêutico Fitoterapeuta Eduardo Maia
    Esta monografia foi revisada por:
    EDUARDO MAIA
    Farmacêutico Fitoterapeuta

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