Eugenia uniflora L.

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Foto detalhada da planta medicinal Eugenia uniflora

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Resumo:

Eugenia uniflora é uma planta medicinal da família Myrtaceae. Diarreia não infecciosa, resfriado, febre, hipertensão arterial, diurética. Seu uso principal é por via de administração: Oral. Suas contraindicações são: Uso contraindicado para pessoas com hipersensibilidade aos componentes da formulação. Ao persistirem os sintomas, deve-se procurar orientação médica. O uso é contraindicado durante a gestação. O uso é contraindicado durante a lactação. O uso é contraindicado para menores de 18 anos, devido à ausência de dados suficientes que comprovem sua segurança. Pode representar risco potencial para pessoas com arritmias cardíacas. Pode representar risco potencial para pessoas com insuficiência cardíaca. Não utilizar em doses superiores às recomendadas.Em caso de aparecimento de eventos adversos, suspender o uso do produto e consultar um médico.
Especificações Técnicas da Planta
Família Botânica Myrtaceae
Parte Utilizada Folhas
Via de Administração Oral
Indicação de Uso Adulto

Quais os nomes populares da planta Eugenia uniflora?

Pitangueira, ibipitanga, pitanga-branca, pitanga-do-mato, pitanga-rósea, pitanga-roxa, pitangueira, pitangueira-vermelha, ubipitanga, ginja, jinja


Descrição Botânica:

Arbusto ou árvore semidecídua, de 4 a 10 m de altura, rizomatosa, copa estreita, de tronco liso de cor pardo-clara. Folhas simples, cartáceas, de 3-7 cm de comprimento, com aroma característico quando amassadas. Flores de cor branca, solitárias ou em grupos de 2-3 nas axilas e nas extremidades dos ramos. Frutos do tipo drupa, globosos e sulcados, brilhantes e de cor vermelha, amarela ou preta, com polpa carnosa e agridoce, contendo 1 a 2 sementes. As raízes (rizomas) têm a propriedade de rebrotar sob a árvore, produzindo verdadeiras touceiras. É nativa do Brasil desde o Planalto Meridional até as restingas litorâneas do Nordeste até o Sul. É amplamente cultivada em pomares domésticos de todo o Brasil para produção de frutos.


Quais são os principais compostos químicos da planta Eugenia uniflora?

Flavonoides (quercetina, miricetrina, miricetina, quercetina-3-O-α-Lramnopiranosídeo, canferol 3-0-α-L-ramnopiranosídeo, miricetina-3-α-c-Lramnopiranosídeo e miricetina-3-0-(2"-O-galoil)-α-L-ramnopiranosídeo), antocianidinas, terpenoides (β-sitosterol, ácido betulínico, centelosídeo C), glicosideos (actinidioionosídeo, roseosideo) óleo essencial (β-pineno, α-felandreno, cimeno, ocimeno, linalool, anetol, limoneno, cineol, pulegona, furanodieno, furanoelemeno, β-elemeno, α-cardinol, germacrona, β-cariofileno etc.), ácidos graxos, sesquiterpenoides (germacreno A, B e D, viridiflorol, epi-α-cadinol, cubenol) e taninos (oenoteína B, eugeniflorina D2 e camptotina A). Estudos indicam que as cores dos frutos influenciam a composição e o teor dos constituintes do óleo essencial das folhas de pitanga, o que também pode ser observado nas diferentes épocas do ano.


Para que serve a planta Eugenia uniflora?

Diarreia não infecciosa, resfriado, febre, hipertensão arterial, diurética.


Como preparar e utilizar a planta Eugenia uniflora?

Como auxiliar no alívio sintomático da diarreia leve não infecciosa (RDC 10/2010 - FFFB3);

  • Infusão: Utilizar 3 g (1 colher de sopa) em 150 mL (xícara chá). Tomar 1 cálice (30 mL) após a evacuação em no máximo 10 vezes ao dia.

Diarreias infantis, verminoses: febres infantis: em 1 copo, coloque 1 colher (sopa) de folhas fatiadas e adicione agua fervente. Abafe por 10 minutos e coe. Tome 1/2 ou 1 copo, após cada evacuação.

Bronquites; tosses; febres: em 1 xícara (café), coloque 1 colher (sopa) de folhas fatiadas e adicione água fervente. Abafe por 10 minutos, Coe e acrescente 2 xícaras (café) de açúcar cristal. Leve ao fogo até dissolver o açúcar. Espere esfriar. Tome 1 colher (sopa), 2 a 3 vezes ao dia. Para crianças dar somente metade da dose.

Bronquites; tosses; febres; verminoses; hipertensão arterial; ansiedade: coloque 2 colheres (sopa) de folhas fatiadas em 1 xícara (chá) de álcool de cereais a 70%. Deixe em maceração por 7 dias e coe. Tome 10 gotas ou 1 colher (café), diluído em um pouco de água, 2 vezes ao dia.

Pele oleosa (rosto): coloque 1 colher (sopa) de folhas fatiadas em 1 xícara (chá) de água em fervura. Deixe ferver por 5 minutos e coe. Espere esfriar e adicione o suco de 1/2 limão e 3 gotas de própolis. Misture bem. À noite, lave o rosto, enxugue e aplique, com um chumaço de algodão. Deixe agir durante a noite toda.


Quais as contraindicações e efeitos adversos da planta Eugenia uniflora?

Contraindicações:
  • Uso contraindicado para pessoas com hipersensibilidade aos componentes da formulação.
  • Ao persistirem os sintomas, deve-se procurar orientação médica.
  • O uso é contraindicado durante a gestação.
  • O uso é contraindicado durante a lactação.
  • O uso é contraindicado para menores de 18 anos, devido à ausência de dados suficientes que comprovem sua segurança.
  • Pode representar risco potencial para pessoas com arritmias cardíacas.
  • Pode representar risco potencial para pessoas com insuficiência cardíaca.
  • Não utilizar em doses superiores às recomendadas.
    Em caso de aparecimento de eventos adversos, suspender o uso do produto e consultar um médico.
  • Efeitos Adversos Possíveis:

    O uso do produto pode causar constipação intestinal.


    Notas do Especialista:

    O nome pitanga provém do tupi pitag, que significa vermelho.

  • A ingestão diária não deve ultrapassar 300 mL do infuso.
  • O infuso deve ser consumido no mesmo dia do preparo, evitando seu armazenamento por períodos prolongados.
  • A espécie deve ser utilizada apenas para problemas de baixa gravidade.
  • O tratamento deve ser realizado por curtos períodos, preferencialmente por até 30 dias.

  • Referências Bibliográficas:

    • ALONSO, J. Tratado de Fitofármacos y Nutracéuticos. Buenos Aires: Corpus, 2004.
    • BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira. 3. ed. Brasília: ANVISA, 2026.
    • CONSOLINI, A. E.; BALDINI, O. A.; AMAT, A. G. Pharmacological basis for the empirical use of Eugenia uniflora L. (Myrtaceae) as antihypertensive. Journal of Ethnopharmacology, v. 66, n. 1, p. 33-39, 1999.
    • LORENZI, H.; MATOS, F. J. A. Plantas Medicinais no Brasil: Nativas e Exóticas. 2. ed. Nova Odessa: Instituto Plantarum, 2008.
    • OLIVEIRA, S. G. D.; PIVA, E.; LUND, R. G. The possibility of interactions between medicinal herbs and allopathic medicines used by patients attended at Basic Care Units of the Brazilian Unified Health System. Natural Products Chemistry & Research, v. 3, n. 2, 2015.
    • MAIA, E. Chás medicinais: utilização segura e eficaz. 2. ed. Maringá: UICLAP, 2024. 400 p.
    • PANIZZA, S. Plantas que Curam (Cheiro de Mato). 4. ed. São Paulo: IBRASA, 1998.
    • SAAD, G. A.; et al. Fitoterapia Contemporânea: Tradição e Ciência na Prática Clínica. 2. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2016.
    • SCHEK, G.; ROCHA, G. B. D.; PALMA, J. S.; HECK, R. M.; BARBIERI, R. L. Medicinal plants used for analgesia in families descendants of pomeranians in Southern Brazil. Journal of Research fundamental care online, v. 6, n. 3, p. 929-937, 2014.

    Farmacêutico Fitoterapeuta Eduardo Maia
    Esta monografia foi revisada por:
    EDUARDO MAIA
    Farmacêutico Fitoterapeuta

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