Glycyrrhiza glabra L.

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Foto detalhada da planta medicinal Glycyrrhiza glabra

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Resumo:

Glycyrrhiza glabra é uma planta medicinal da família Fabaceae (Leguminosae). Tosses, gripes, resfriados, asma e bronquite: como expectorante e antiinflamatório das vias respiratórias em gripes e resfriados acompanhados de inflamação das mucosas, secreção e tosse.Alergia respiratória: como expectorante e anti-inflamatório das vias respiratórias em bronquite com tosse e expectoração.Úlcera péptica e gastrite: como medicamento auxiliar para reforçar a barreira mucosa Seu uso principal é por via de administração: Oral. Suas contraindicações são: Uso contraindicado para pessoas com hipersensibilidade aos componentes da formulação.Ao persistirem os sintomas, deve-se procurar orientação médica.O uso é contraindicado durante a gestação.O uso é contraindicado durante a lactação.O uso é contraindicado para menores de 18 anos, devido à ausência de dados suficientes que comprovem sua segurança.Não utilizar em pessoas com hipertensão arterial.Não utilizar em pessoas com doenças renais.Não utilizar em pessoas com doenças hepáticas.Não utilizar em pessoas com doenças cardiovasculares.Não utilizar em pessoas com hipocalemia.Não utilizar em pessoas com hipertonia.Não utilizar concomitantemente com outros medicamentos contendo alcaçuz (Glycyrrhiza spp.).Não deve ser associado à terapia de reposição hormonal com estrógenos.Não deve ser utilizado por pessoas em recuperação do alcoolismo, devido ao maior risco de efeitos adversos, especialmente miopatia decorrente da perda de potássio.Não utilizar em pessoas com sobrepeso, devido ao maior risco de hipertensão arterial, diabetes e distúrbios cardiovasculares.Não utilizar em pessoas com diabetes mellitus.Não utilizar em pessoas com secreção profusa ou congestão das membranas mucosas.Não utilizar em homens com baixa libido ou outras disfunções sexuais.O tratamento não deve ultrapassar quatro semanas.Não utilizar em doses superiores às recomendadas.Em caso de aparecimento de eventos adversos, suspender o uso do produto e consultar um médico.Caso os sintomas dispépticos persistam por mais de duas semanas, ou ocorram piora da tosse, dispneia, febre, expectoração purulenta, dor de orofaringe ou tosse persistente por mais de três dias, deve-se procurar atendimento médico.
Especificações Técnicas da Planta
Família Botânica Fabaceae (Leguminosae)
Parte Utilizada Raiz
Marcador Químico <p>Extrato seco padronizado de <i>Glycyrrhiza glabra</i> com 3% de glicirrizina e 5% de saponinas triterpênicas.</p>
Via de Administração Oral
Indicação de Uso Adulto

Quais os nomes populares da planta Glycyrrhiza glabra?

Alcaçuz, glicirriza, pau-doce, raiz-doce, madeira-doce.


Descrição Botânica:

É uma erva perene, com altura em torno de 1 metro e rizoma grosso. As folhas são pinadas, com 4-7 pares de folhetos, de formato oval. As flores são espigas axilares e de coloração violeta. As estruturas florais e frutos desta família representam o modo de polinização cruzada, principalmente resultando em variabilidade da prole em gerações sucessivas. Apenas o rizoma da planta é utilizado com finalidade farmacológica.


Quais são os principais compostos químicos da planta Glycyrrhiza glabra?

A raiz contém saponinas triterpenoídicas penta cíclicas (classes α e β-amirina) que são consideradas os principais componentes, e apresentam um teor variável de 4 a 20%. Várias saponinas são citadas: ácido liquirítico, ácido licórico, ácido botulínico, ácido 18-βglicérico, mas a predominante é a glicirrizina, que quando hidrolisada libera o ácido glicirrízico (conhecido também como ácido glicirretínico) que é 50 vezes mais doce do que o açúcar. Contém ainda isoflavonoides (glabridina, galbrena, glabrona, shinpterocarpina, licoisoflavonas A e B, formononetina, glizarina, kumatakenina, hispaglabridina A, hispaglabridina B, 4-O-metilglabridina, 3- hidroxi- 4-O-metilglabridina), flavonoides (liquiritina rhamnoliquiritina, neoliquiritina, liquiritigenina) e chalconas (isoliquiritina, isoliquiritigenina, neoisoliquiritina, licurasídeo, glabrolideo e licoflavonol) - responsáveis pela cor amarela da raiz - sais minerais (cálcio, potássio e magnésio), cumarinas (umbeliferona, hernianina, glicirrina, licumarina, glicicumarina, licopiracumarina), esteróis (β-sitosterol, estigmasterol, di-hidrostigmasterol), óleo essencial, glicose, sacarose, amido, princípios amargos, albumina, aspargina, resina e goma.


Para que serve a planta Glycyrrhiza glabra?

Tosses, gripes, resfriados, asma e bronquite: como expectorante e antiinflamatório das vias respiratórias em gripes e resfriados acompanhados de inflamação das mucosas, secreção e tosse.
Alergia respiratória: como expectorante e anti-inflamatório das vias respiratórias em bronquite com tosse e expectoração.
Úlcera péptica e gastrite: como medicamento auxiliar para reforçar a barreira mucosa


Como preparar e utilizar a planta Glycyrrhiza glabra?

Tosses, gripes e resfriados (RDC 10/2010);

  • Infusão: Utilizar 4,5g (1 ½ colher de sopa) em 150 mL (xícara de chá).
    Tomar 1 xícara de chá 3 a 4 x ao dia.

Como auxiliar no alívio de sintomas dispépticos, tais como sensação de queimação (FFFB3);

  • Infusão ou Decocção:
    Utilizar de 1,5 a 2 g da raiz seca e rasurada para 150 mL de água.
    Tomar 150 mL do decocto ou infuso após as refeições, de duas a quatro vezes ao dia.

Como expectorante nos casos de tosse associada ao resfriado comum (FFFB3);

  • Infusão: Utilizar 1,5 g da raiz seca e rasurada em 150 mL (xícara de chá).
    Tomar 150 mL do decocto ou infuso duas vezes ao dia.

Quais as contraindicações e efeitos adversos da planta Glycyrrhiza glabra?

Contraindicações:
  • Uso contraindicado para pessoas com hipersensibilidade aos componentes da formulação.
  • Ao persistirem os sintomas, deve-se procurar orientação médica.
  • O uso é contraindicado durante a gestação.
  • O uso é contraindicado durante a lactação.
  • O uso é contraindicado para menores de 18 anos, devido à ausência de dados suficientes que comprovem sua segurança.
  • Não utilizar em pessoas com hipertensão arterial.
  • Não utilizar em pessoas com doenças renais.
  • Não utilizar em pessoas com doenças hepáticas.
  • Não utilizar em pessoas com doenças cardiovasculares.
  • Não utilizar em pessoas com hipocalemia.
  • Não utilizar em pessoas com hipertonia.
  • Não utilizar concomitantemente com outros medicamentos contendo alcaçuz (Glycyrrhiza spp.).
  • Não deve ser associado à terapia de reposição hormonal com estrógenos.
  • Não deve ser utilizado por pessoas em recuperação do alcoolismo, devido ao maior risco de efeitos adversos, especialmente miopatia decorrente da perda de potássio.
  • Não utilizar em pessoas com sobrepeso, devido ao maior risco de hipertensão arterial, diabetes e distúrbios cardiovasculares.
  • Não utilizar em pessoas com diabetes mellitus.
  • Não utilizar em pessoas com secreção profusa ou congestão das membranas mucosas.
  • Não utilizar em homens com baixa libido ou outras disfunções sexuais.
  • O tratamento não deve ultrapassar quatro semanas.
  • Não utilizar em doses superiores às recomendadas.
  • Em caso de aparecimento de eventos adversos, suspender o uso do produto e consultar um médico.
  • Caso os sintomas dispépticos persistam por mais de duas semanas, ou ocorram piora da tosse, dispneia, febre, expectoração purulenta, dor de orofaringe ou tosse persistente por mais de três dias, deve-se procurar atendimento médico.
Efeitos Adversos Possíveis:

O uso prolongado ou em doses elevadas pode provocar:

  • retenção de sódio e água;
  • perda de potássio (hipocalemia);
  • hipertensão arterial;
  • edema;
  • arritmias cardíacas;
  • encefalopatia hipertensiva;
  • mioglobinúria (raramente).

Notas do Especialista:

O uso prolongado do alcaçuz pode produzir um quadro conhecido como pseudo-hiperaldosteronismo, caracterizado por retenção de sódio, perda de potássio, edema e hipertensão arterial, devido à ação da glicirrizina sobre o metabolismo do cortisol.
Estudos em animais demonstraram toxicidade reprodutiva, razão pela qual seu uso não é recomendado durante a gestação, lactação ou para mulheres que estejam tentando engravidar.
Pessoas com doenças cardiovasculares, renais ou hepáticas apresentam maior suscetibilidade aos efeitos mineralocorticoides do alcaçuz, devendo evitar seu uso.


Referências Bibliográficas:

  • ALONSO, J. Tratado de Fitofármacos y Nutracéuticos. Buenos Aires: Corpus, 2004.
  • BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira. 3. ed. Brasília: ANVISA, 2026.
  • BRINKER, F. Herb Contraindications and Drug Interactions. 3. ed. Sandy: Eclectic Medical Publications, 2001.
  • EMA (European Medicines Agency). Community Herbal Monograph on Glycyrrhiza glabra L. and/or Glycyrrhiza inflata Bat. and/or Glycyrrhiza uralensis Fisch., radix. London: EMA/HMPC, 2012.
  • GARCIA, R.; et al. Plantas Tóxicas. Revista Brasileira de Farmacognosia, v. 9, p. 13–20, 1999.
  • MAIA, E. Chás medicinais: utilização segura e eficaz. 2. ed. Maringá: UICLAP, 2024. 400 p.
  • SAAD, G. A.; et al. Fitoterapia Contemporânea: Tradição e Ciência na Prática Clínica. 2. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2016.
  • WHO (World Health Organization). WHO Monographs on Selected Medicinal Plants. Volume 1. Geneva: World Health Organization, 1999.
  • WICHTL, M. (Ed.). Herbal Drugs and Phytopharmaceuticals: A Handbook for Practice on a Scientific Basis. 3. ed. Stuttgart: Medpharm Scientific Publishers, 2003.

Farmacêutico Fitoterapeuta Eduardo Maia
Esta monografia foi revisada por:
EDUARDO MAIA
Farmacêutico Fitoterapeuta

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