Harpagophytum procumbens DC.
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Resumo:
Harpagophytum procumbens é uma planta medicinal da família Pedaliaceae. Dores articulares (Artrite, artrose, artralgia). Seu uso principal é por via de administração: Oral. Suas contraindicações são: O uso não é recomendado para pessoas com hipersensibilidade aos diterpenos, iridoides e fenilpropanoides característicos da espécie. Caso os sintomas persistam ou se agravem durante o tratamento, um médico deverá ser consultado. O uso é contraindicado durante a gestação, lactação, para menores de 18 anos e para pessoas com úlcera gástrica ou duodenal, bem como para pacientes com doenças cardiovasculares.O extrato fluido é especialmente contraindicado para gestantes, lactantes, alcoolistas e diabéticos, devido ao teor alcoólico da formulação. O tratamento não deve ultrapassar quatro semanas quando utilizado para o alívio da dor articular, nem duas semanas quando empregado para o tratamento de distúrbios digestivos leves. Pessoas com cálculos biliares devem consultar um médico antes de iniciar o tratamento. Na presença de dor articular acompanhada de edema, eritema ou febre, é indispensável avaliação médica. Não utilizar em doses superiores às recomendadas. Em caso de aparecimento de eventos adversos, suspender o uso do produto e consultar um médico.| Especificações Técnicas da Planta | |
|---|---|
| Família Botânica | Pedaliaceae |
| Parte Utilizada | Raiz |
| Marcador Químico | <p>Harpagosídeo.</p> |
| Via de Administração | Oral |
| Indicação de Uso | Adulto |
Quais os nomes populares da planta Harpagophytum procumbens?
Garra-do-diabo, harpagófito.
Descrição Botânica:
Planta rasteira, perene, apresentando uma raiz primária que mede de 20 a 50 cm de comprimento, de onde partem raízes ramificadas tuberosas secundárias, que podem armazenar até 70% de água de seu peso e são estes tubérculos que se utilizam por suas propriedades medicinais. Talos múltiplos; folhas alternas, lobuladas, profundamente recortadas, carnosas, medindo 7 cm de comprimento, margens brancas e aveludadas. As flores são em forma de dedal ou trombeta, crescem isoladamente sobre curtos pecíolos na axila das folhas, de cor rosa-claro ou roxo-púrpura. Os frutos são duros, capsulares, deiscentes, medindo até 10 cm, armados de espinhos em forma de ganchos, de 2,5 cm de comprimento, que atuam como verdadeiros arpões aderindo-se à pele dos animais, facilitando a dispersão das sementes.
Quais são os principais compostos químicos da planta Harpagophytum procumbens?
Possui glicosídeos iridoides (harpagosídeo, harpagídeo, procumbina, procumbosídeo e seus ésteres p-cumarínicos), que representam cerca de 0,5 a 3% da droga vegetal seca, glicosídeos fenólicos (verbascosídeo, acetosídeo, isoacetosídeo e biosídeo), flavonoides (caempferol, luteolina), fitoesteróis (β-sitosterol, estigmasterol), triterpenoides pentacíclicos (ursanos, oleananos), ácidos orgânicos (ácido cafeico, ácido cinâmico e ácido clorgoênico), aminoácidos e arpagoquinona. Os tubérculos secundários contêm, aproximadamente duas vezes mais harpagosídeos que os tubérculos primários.
Para que serve a planta Harpagophytum procumbens?
Dores articulares (Artrite, artrose, artralgia).
Como preparar e utilizar a planta Harpagophytum procumbens?
Dores articulares (Artrite, artrose, artralgia) (RDC 10/2010);
- Infusão: Utilizar 1 g (1 colher de chá) em 150 ml (xícara de chá)de água.
Tomar 1 xícara de chá, 2 a 3 vezes ao dia.
Como auxiliar no alívio da dor articular leve (FFFB3);
- Maceração:
Verter 500 mL de água fervente sobre a droga vegetal seca e rasurada (4,5 g), arrefecer, mantendo em maceração por 8 horas a temperatura ambiente.
Após esse período, espremer o material vegetal e utilizar o líquido obtido, dividir em três partes.
Tomar uma parte do macerado preparado, três vezes ao dia.
Como auxiliar no tratamento sintomático de queixas gastrintestinais leves; tais como distensão abdominal e flatulência (FFFB3);
- Maceração:
Verter 250 mL de água fervente sobre a droga vegetal seca e rasurada (1,5 g), arrefecer, mantendo em maceração por 8 horas a temperatura ambiente. Após esse período, espremer o material vegetal e utilizar o líquido obtido, dividir em três partes (WICHTL, 2004; EMA, 2016).
tomar uma parte do macerado preparado, três vezes ao dia.
Quais as contraindicações e efeitos adversos da planta Harpagophytum procumbens?
Contraindicações:O uso não é recomendado para pessoas com hipersensibilidade aos diterpenos, iridoides e fenilpropanoides característicos da espécie. Caso os sintomas persistam ou se agravem durante o tratamento, um médico deverá ser consultado. O uso é contraindicado durante a gestação, lactação, para menores de 18 anos e para pessoas com úlcera gástrica ou duodenal, bem como para pacientes com doenças cardiovasculares.
O extrato fluido é especialmente contraindicado para gestantes, lactantes, alcoolistas e diabéticos, devido ao teor alcoólico da formulação. O tratamento não deve ultrapassar quatro semanas quando utilizado para o alívio da dor articular, nem duas semanas quando empregado para o tratamento de distúrbios digestivos leves. Pessoas com cálculos biliares devem consultar um médico antes de iniciar o tratamento. Na presença de dor articular acompanhada de edema, eritema ou febre, é indispensável avaliação médica. Não utilizar em doses superiores às recomendadas. Em caso de aparecimento de eventos adversos, suspender o uso do produto e consultar um médico.
O fitoterápico pode causar distúrbios gastrointestinais, como diarreia, náuseas, vômitos e dor abdominal. Também podem ocorrer manifestações do sistema nervoso central, incluindo cefaleia e tontura. Reações de hipersensibilidade, como rash cutâneo, urticária e edema facial, também foram descritas.
Há relato de um caso de púrpura em paciente que utilizava concomitantemente o fitoterápico e varfarina.
Notas do Especialista:
Pessoas portadoras de cálculos biliares devem procurar orientação médica antes de utilizar o fitoterápico, pois a planta pode estimular a secreção biliar.
O tempo máximo de tratamento varia conforme a indicação terapêutica: até quatro semanas para alívio da dor articular e até duas semanas para distúrbios digestivos leves.
Referências Bibliográficas:
- BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira. 3. ed. Brasília: ANVISA, 2026.
- BRASIL. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Instrução Normativa nº 2, de 13 de maio de 2014. Publica a Lista de Medicamentos Fitoterápicos de Registro Simplificado e a Lista de Produtos Tradicionais Fitoterápicos de Registro Simplificado. Brasília: ANVISA, 2014.
- BRINKER, F. Herb Contraindications and Drug Interactions. 3. ed. Sandy: Eclectic Medical Publications, 2001.
- EMA (European Medicines Agency). Community Herbal Monograph on Harpagophytum procumbens DC. and/or Harpagophytum zeyheri Decne., radix. London: EMA/HMPC, 2016.
- MAIA, E. Chás medicinais: utilização segura e eficaz. 2. ed. Maringá: UICLAP, 2024. 400 p.
- SAAD, G. A.; et al. Fitoterapia Contemporânea: Tradição e Ciência na Prática Clínica. 2. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2016.
- SOULIMANI, R.; YOUNOS, C.; MORTIER, F.; DERRIEU, C. The role of stomachal digestion on the pharmacological activity of plant extracts, using as an example extracts of Harpagophytum procumbens. Canadian Journal of Physiology and Pharmacology, v. 72, n. 12, p. 1532–1536, 1994.
- TROPICOS. Harpagophytum procumbens DC. Missouri Botanical Garden. 2018.
- WHO (World Health Organization). WHO Monographs on Selected Medicinal Plants. Volume 3. Geneva: World Health Organization, 2007.
- WICHTL, M. (Ed.). Herbal Drugs and Phytopharmaceuticals: A Handbook for Practice on a Scientific Basis. 3. ed. Stuttgart: Medpharm Scientific Publishers, 2004.
- https://florien.com.br/wp-content/uploads/2016/06/lamina_garra_diabo.pdf
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