Lippia sidoides Cham.

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Foto detalhada da planta medicinal Lippia sidoides

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Resumo:

Lippia sidoides é uma planta medicinal da família Verbenaceae. Inflamações da boca e garganta, como anti-séptico. Seu uso principal é por via de administração: Tópico: Gargarejos, bochechos e lavagens. Suas contraindicações são: O uso é contraindicado para pessoas que apresentam hipersensibilidade aos componentes da formulação. Também é contraindicado durante a gestação, lactação e para menores de 18 anos, devido à ausência de dados suficientes que comprovem sua segurança.A preparação na forma de tintura é especialmente contraindicada para gestantes, lactantes, alcoolistas e diabéticos, em razão do teor alcoólico da formulação. Caso os sintomas persistam durante o tratamento, um médico deverá ser consultado. Não utilizar em doses acima das recomendadas. Em caso de aparecimento de eventos adversos, suspender o uso do produto e procurar orientação médica.
Especificações Técnicas da Planta
Família Botânica Verbenaceae
Parte Utilizada Folhas
Via de Administração Tópico: Gargarejos, bochechos e lavagens
Indicação de Uso Adulto

Quais os nomes populares da planta Lippia sidoides?

Alecrim-pimenta, alecrim-do-nordeste, estrepa-cavalo, alecrim-bravo.


Descrição Botânica:

Grande arbusto caducifólio, ereto, muito ramificado e quebradiço, de 2-3 m de altura, próprio da vegetação do semiárido nordestino. Folhas muito aromáticas e picantes, simples, pecioladas, de 2-3 cm de comprimento. Flores pequenas, esbranquiçadas, reunidas em espigas de eixo curto nas axilas das folhas. Frutos do tipo aquênio extremamente pequenos, cujas sementes raramente germinam. Pode ser multiplicada por estaquia usando-se, de preferência, os ramos mais finos. As mudas devem ser plantadas depois de bem enraizadas (1 2 meses), com espaçamento de 3 a 4 m. Evitar excesso de água durante a rega, pois a planta é, originalmente da caatinga. Após sua introdução nos programas de fitoterapia em atenção primária de saúde, passou a ser cultivada em vários Estados. O seu cultivo no Sul e Sudeste em solos de alta fertilidade produz plantas com folhas muito maiores.


Quais são os principais compostos químicos da planta Lippia sidoides?

A análise fotoquímica das folhas registra até 4 % de óleo essencial, que contém mais de 60 % de timol ou uma mistura de timol e carvacrol, dois terpenos fenólicos dotados de fortíssima atividade antimicrobiana contra Staphylococcus aureus, que causa infecções na pele e na garganta, Streptococcus mutans responsável pela cárie dentária, Corynebacterium xerosis causador do mau cheiro nas axilas e nos pés. Candida albicans ou Monilia encontrada nas aftas e no corrimento vaginal, além de agentes causadores de micoses na pele. Trichophytum rubrum e Trichophytum interdigitale. Dentre seus componentes químicos fixos identificados no extrato alcoólico das folhas do caule, estão flavonoides e quinonas contribuem para a sua ação anti-séptica.


Para que serve a planta Lippia sidoides?

Inflamações da boca e garganta, como anti-séptico.


Como preparar e utilizar a planta Lippia sidoides?

Inflamações da boca e garganta, como anti-séptico (RDC 10/2010);

  • INFUSÃO:
    Utilizar de 2 a 3 g (2 a 3 colheres de chá) em 150 ml (xícara de chá).
    Aplicar de 2 a 3 vezes ao dia.

Quais as contraindicações e efeitos adversos da planta Lippia sidoides?

Contraindicações:

O uso é contraindicado para pessoas que apresentam hipersensibilidade aos componentes da formulação. Também é contraindicado durante a gestação, lactação e para menores de 18 anos, devido à ausência de dados suficientes que comprovem sua segurança.

A preparação na forma de tintura é especialmente contraindicada para gestantes, lactantes, alcoolistas e diabéticos, em razão do teor alcoólico da formulação.

Caso os sintomas persistam durante o tratamento, um médico deverá ser consultado. Não utilizar em doses acima das recomendadas. Em caso de aparecimento de eventos adversos, suspender o uso do produto e procurar orientação médica.

Efeitos Adversos Possíveis:

A aplicação tópica pode provocar ardência e alterações transitórias do paladar (BOTELHO et al., 2007; BOTELHO et al., 2009).


Notas do Especialista:

Não deve ser usado em inalações devido à ação irritante dos vapores.

Após bochechos ou gargarejos, o fitoterápico não deve ser ingerido, devendo ser eliminado após o uso (MATOS, 1997; MATOS, 1998; MATOS, 2000; MATOS et al., 2001).

O óleo essencial tem forte atividade contra o principal agente causador da cárie dental - a bactéria Streptococcus mutans, podendo ser usada como medicação anticárie preventiva na forma de creme dental e enxaguatório bucal preparados com o óleo. O óleo essencial pode ser adicionado à produtos cosméticos como anti-séptico contra a mucroflora cutânea.

O tratamento de águas para eliminação dos vetores da esquistossomose e da dengue é outro tipo de aplicação que pode ser feito com esta planta e seu óleo essencial. Folhas, flores e frutos secos e triturados constituem excelente mistura para tempero de carnes e pizzas que pode ser usado no lugar do tomilho (Thymus vulgaris quimiotipo thymolifera).


Referências Bibliográficas:

  • BOTELHO, M. A.; et al. Effect of a herbal oral rinse containing Lippia sidoides on dental plaque and gingivitis: a randomized clinical trial. Phytotherapy Research, 2007.
  • BOTELHO, M. A.; et al. Clinical evaluation of a mouthwash containing Lippia sidoides in the control of dental biofilm and gingivitis. 2009.
  • BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira. 3. ed. Brasília: ANVISA, 2026.
  • GILBERT, B.; FERREIRA, J. L. P.; ALVES, L. F. Monografias de Plantas Medicinais Brasileiras e Aclimatadas. Curitiba: Abifito/Farmanguinhos/FIOCRUZ, 2005.
  • LORENZI, H.; MATOS, F. J. A. Plantas Medicinais no Brasil: Nativas e Exóticas. 2. ed. Nova Odessa: Instituto Plantarum, 2008.
  • MAIA, E. Chás medicinais: utilização segura e eficaz. 2. ed. Maringá: UICLAP, 2024. 400 p.
  • MATOS, F. J. A. O Formulário Fitoterápico do Professor Dias da Rocha. 2. ed. Fortaleza: Edições UFC, 1997.
  • MATOS, F. J. A. Farmácias Vivas: Sistema de Utilização de Plantas Medicinais Projetado para Pequenas Comunidades. 4. ed. Fortaleza: Edições UFC, 1998.
  • MATOS, F. J. A. Plantas Medicinais: Guia de Seleção e Emprego de Plantas Usadas em Fitoterapia no Nordeste Brasileiro. Fortaleza: Imprensa Universitária, 2000.
  • MATOS, F. J. A.; et al. Plantas Medicinais no Brasil: Estudos e Aplicações. Fortaleza, 2001.
  • VIANA, G. S. B.; et al. Estudos farmacológicos de plantas medicinais brasileiras. Fortaleza, 1998.

Farmacêutico Fitoterapeuta Eduardo Maia
Esta monografia foi revisada por:
EDUARDO MAIA
Farmacêutico Fitoterapeuta

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