Melissa officinalis L.

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Foto detalhada da planta medicinal Melissa officinalis

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Resumo:

Melissa officinalis é uma planta medicinal da família Labiatae (Lamiaceae). É indicada na inapetência (ausência do apetite), gastrite, espasmos gastrintestinais, disquinesias hepatobiliares, meteorismo (presença exacerbada de gases no trato gastrointestinal), coleocistites, diarréias, ansiedade, insônia, hipertensão arterial, taquicardia, enxaqueca, asma, dismenorréia, em feridas, hipertiroidismo e herpes simples. Também apresenta efeito sedativo e ligeiramente hipnótico, e antioxidante. O ácido rosmarínico presente no extrato é um dos principais componentes responsável resposta farmacológica da Melissa officinalis (FLORIEN). Seu uso principal é por via de administração: Oral. Suas contraindicações são: O uso é contraindicado para pessoas que apresentam hipersensibilidade aos componentes da formulação. Também é contraindicado durante a gestação, lactação e para menores de 12 anos, devido à ausência de dados suficientes que comprovem a segurança nessas situações (EMA, 2013).A preparação na forma de tintura é especialmente contraindicada para gestantes, lactantes, menores de 18 anos, alcoolistas e diabéticos, em razão do teor alcoólico da formulação.O fitoterápico também é contraindicado para pessoas com hipotireoidismo, glaucoma e hiperplasia prostática benigna. Deve ser utilizado com cautela por pessoas com hipotensão arterial (Alonso, 2004; Garcia et al., 1999).Se os sintomas persistirem por mais de duas semanas ou houver agravamento do quadro clínico, o tratamento deve ser interrompido e um médico deverá ser consultado.
Especificações Técnicas da Planta
Família Botânica Labiatae (Lamiaceae)
Parte Utilizada Sumidades floridas
Marcador Químico <p>&nbsp;Ácido Rosmarinico.</p>
Via de Administração Oral
Indicação de Uso Adulto

Quais os nomes populares da planta Melissa officinalis?

Erva-cidreira, melissa, cidreira, cidreira-verdadeira, cidrilha, melitéia, chá-da-frança, limonete, citronla-menor, melissa-romana, erva-luísa, salva-do-brasil, cháde-tabuleiro.


Descrição Botânica:

Herbácea perene, aromática, ramificada desde a base, ereta ou de ramos ascendentes, de 30-60 cm de altura, nativa da Europa e Ásia e cultivada no Brasil. Folhas membranáceas, rugosas, de 3-6 cm de comprimento. Flores de cor creme, dispostas em racemos axilares, produzidas apenas nas regiões de altitude do Sul. Multiplica-se por estacas e sementes.


Quais são os principais compostos químicos da planta Melissa officinalis?

Na sua composição química é registrada a presença de óleo essencial rico em citral, citronelal, citronelol, limoneno, linalol e geraniol, taninos, ácidos triterpenóides, flavonoides, mucilagens, resinas substâncias amargas, bem como glicosídeos dos álcoois presentes no óleo essencial. A composição do seu óleo essencial é semelhante, até certo ponto, ao de um dos quimiotipos de Lippia alba.


Para que serve a planta Melissa officinalis?

É indicada na inapetência (ausência do apetite), gastrite, espasmos gastrintestinais, disquinesias hepatobiliares, meteorismo (presença exacerbada de gases no trato gastrointestinal), coleocistites, diarréias, ansiedade, insônia, hipertensão arterial, taquicardia, enxaqueca, asma, dismenorréia, em feridas, hipertiroidismo e herpes simples. Também apresenta efeito sedativo e ligeiramente hipnótico, e antioxidante. O ácido rosmarínico presente no extrato é um dos principais componentes responsável resposta farmacológica da Melissa officinalis (FLORIEN).


Como preparar e utilizar a planta Melissa officinalis?

Cólicas abdominais. Quadros leves de ansiedade e insônia, como calmante suave (RDC 10/2010);

  • Infusão:
    Utilizar de 2 a 4 g (1 a 2 colheres de sobremesa) em 150 ml (xícara de chá) de água.
    Tomar 1 xícara de chá de 2 a 3 vezes ao dia. 

Como auxiliar no alívio da ansiedade e insônia leves. Como auxiliar no tratamento sintomático de queixas gastrintestinais leves; tais como distensão abdominal e flatulência (FFFB3);

  • Infusão, uso adulto e pediátrico acima de 12 anos:
    Utilizar de 1,5 a 4,5 g em 150 ml (xícara de chá) de água.
    Preparar por infusão, durante 5 a 10 minutos, considerando a proporção indicada na fórmula.
    Utilizar folhas secas e rasuradas.
    Tomar 150 mL do infuso até três vezes ao dia. 

Dores de cabeça; digestiva; cólicas intestinais; ansiedade; nervosismo: em 1 xícara (chá), coloque 1 colher (sobre mesa) de folhas e ramos frescos ou se cos, bem picados e adicione água fervente. Abafe, espere amornar e coe. Tome 1 xícara (chá) pela manhã e outra à noite.

Calmante; insônia: em 1 xícara (chá), coloque 1 colher (sopa) de folhas e ramos frescos ou secos, 1 colher (sobre mesa) de camomila e 1 pedaço de casca de laranja ou de limão, e adicione água fervente. Abafe durante 10 minutos e coe. Tome 1 xícara (chá) à noite, 30 minutos antes de dormir.

Tônico para a pele cansada do rosto: em um recipiente, coloque 3 colheres (sopa) de folhas e ramos florais, 1 colher (sopa) de alfazema e 1 colher (sopa) de camomila e adicione 1 xícara (chá) de álcool a 50%. Misture bem. Deixe em maceração por 10 dias, em recipiente bem fechado e coe. Aplique com um chumaço de algodão, antes de dormir ou quando estiver com a aparência cansada.

Banho relaxante: coloque 5 colheres (sopa) de folhas e ramos florais picados em 1/2 litro de água em fervura. Desligue o fogo, espere amornar e coe. Adicione à água morna do banho. Faça banho de imersão por 15 minutos, antes de dormir. Após o banho não enxugue, coloque somente uma toalha de proteção ao corpo


Quais as contraindicações e efeitos adversos da planta Melissa officinalis?

Contraindicações:

O uso é contraindicado para pessoas que apresentam hipersensibilidade aos componentes da formulação. Também é contraindicado durante a gestação, lactação e para menores de 12 anos, devido à ausência de dados suficientes que comprovem a segurança nessas situações (EMA, 2013).
A preparação na forma de tintura é especialmente contraindicada para gestantes, lactantes, menores de 18 anos, alcoolistas e diabéticos, em razão do teor alcoólico da formulação.
O fitoterápico também é contraindicado para pessoas com hipotireoidismo, glaucoma e hiperplasia prostática benigna. Deve ser utilizado com cautela por pessoas com hipotensão arterial (Alonso, 2004; Garcia et al., 1999).
Se os sintomas persistirem por mais de duas semanas ou houver agravamento do quadro clínico, o tratamento deve ser interrompido e um médico deverá ser consultado.

Efeitos Adversos Possíveis:

O fitoterápico pode comprometer a capacidade de atenção e os reflexos, prejudicando a condução de veículos e a operação de máquinas. Durante o tratamento, recomenda-se não dirigir nem operar equipamentos que exijam estado de alerta.
Em caso de aparecimento de eventos adversos, suspender o uso do produto e procurar orientação médica. Não utilizar em doses superiores às recomendadas.


Notas do Especialista:

O uso de compressas das folhas nas mamas das gestantes, melhora a lactação e evita o entupimento mamário. Não deve ser confundida com a espécie capim-limão, a qual pertence ao gênero botânico Cymbopogon, ou com a espécie erva-cidreira-brasileira, a qual pertence ao gênero botânico Lippia.
É utilizada como aromatizante na culinária e em licores. Suas flores atraem um grande número de abelhas e outros insetos, que nelas encontram néctar em abundância.
No Brasil, é raro o surgimento das flores.
A atividade sedativa da Melissa officinalis é suficientemente relevante para que a Agência Europeia de Medicamentos (EMA) recomende evitar atividades que exijam atenção plena, como dirigir veículos ou operar máquinas, durante o tratamento.


Referências Bibliográficas:

  • ALONSO, J. Tratado de fitofármacos y nutracéuticos. Rosário: Corpus, 2007.
  • BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Resolução RDC nº 10, de 9 de março de 2010. Dispõe sobre a notificação de drogas vegetais no âmbito da Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa e dá outras providências. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 11 mar. 2010.
  • BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira. 3. ed. Brasília: Anvisa, 2026. Aprovado pela Resolução RDC nº 1.024, de 14 de maio de 2026.
  • BRINKER, N. D. Herb Contraindications and Drug Interactions. 3. ed. Oregon: Eclectic Medical Publications, 2001.
  • EMA. European Union herbal monograph on Melissa officinalis L., folium. Londres: European Medicines Agency, 2013.
  • FLORIEN. https://florien.com.br/wp-content/uploads/2023/03/MELISSA-OFFICINALIS.pdf Acesso: 02/08/2026 - 10:38.
  • GARCIA, A. A.; VANACLOCHA, B.; SALAZAR, J. I. G. Fitoterapia: vademécum de prescripción. 3. ed. Barcelona: Masson, 1999.
  • LORENZI, H.; MATOS, F. J. A. Plantas medicinais no Brasil: nativas e exóticas. 2. ed. Nova Odessa: Instituto Plantarum, 2008.
  • MAIA, E. Chás medicinais: utilização segura e eficaz. 2. ed. Maringá: UICLAP, 2024. 400 p.
  • MATOS, F. J. A. Plantas medicinais: guia de seleção e emprego de plantas usadas em fitoterapia no Nordeste do Brasil. Fortaleza: UFC, 2000.
  • MILLS, S.; BONE, K. Principles and Practice of Phytotherapy: Modern Herbal Medicine. Edinburgh: Churchill Livingstone, 2004.
  • PANIZZA, S. Plantas que curam: cheiro de mato. 4. ed. São Paulo: IBRASA, 1998.
  • PROPLAM. Guia de Orientações para Implantação do Serviço de Fitoterapia. Rio de Janeiro, 2004.
  • SAAD, G. A. et al. Fitoterapia Contemporânea: tradição e ciência na prática clínica. 2. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2016.
  • SIMÕES, C. M. O. et al. Plantas da medicina popular no Rio Grande do Sul. 5. ed. Porto Alegre: UFRGS, 1998.

Farmacêutico Fitoterapeuta Eduardo Maia
Esta monografia foi revisada por:
EDUARDO MAIA
Farmacêutico Fitoterapeuta

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