Mentha pulegium  L.

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Foto detalhada da planta medicinal Mentha pulegium

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Resumo:

Mentha pulegium é uma planta medicinal da família Labiatae (Lamiaceae). Afecções respiratórias como expectorante. Estimulante do apetite, perturbações digestivas, espasmos gastrointestinais, cálculos biliares e colecistite.  Seu uso principal é por via de administração: Oral.. Suas contraindicações são: Não deve ser utilizada na gravidez, lactação e em crianças menores de 6 anos. Contraindica-se o uso prolongado e a inalação.
Especificações Técnicas da Planta
Família Botânica Labiatae (Lamiaceae)
Parte Utilizada Partes aéreas.
Via de Administração Oral.
Indicação de Uso Adulto.

Quais os nomes populares da planta Mentha pulegium ?

Poejo, poejinho, pocjo-das-hortas, poejo-real, poejo-do-rei, erva-de-sãolourenço, hortelã-menta-miúda, menta-selvagem, vique.


Descrição Botânica:

Erva prostrada, perene, graminóide, com cerca de 10 cm de altura, com folhas muito aromáticas, de margem inteira e limbo pontilhado de glândulas translucidas, de menos de 1 cm de comprimento. Flores de corola violeta, reunidas e fascículos nas axilas das folhas. Originária da Europa, Ásia e Arábia, é aclimatada em quase todos países de clima temperado.


Quais são os principais compostos químicos da planta Mentha pulegium ?

Contém óleo essencial (pulegona, piperitona, borneol, piperitenona, mentona, 1,8-cineol-4-terpineol) taninos e flavonoides (diosmina, hesperidina, luteolina, hispidulina, apigenina, pedalitina e jaceosidina), compostos fenólicos (ácido rosmarínico). Assim como a Lippia alba, estudos demonstram que existem três quimiotipos de poejo, um apresenta como constituinte majoritário a pulegona; o segundo, a piperitenona e/ou piperitona; e o terceiro, a isomentona/neoisomentol. Outra pesquisa mostra duas variações principais, uma com alta concentração de pulegona (52 a 87%) e outra variedade pobre em pulegona e relativamente rica em terpenoides não oxigenados.


Para que serve a planta Mentha pulegium ?

Afecções respiratórias como expectorante. Estimulante do apetite, perturbações digestivas, espasmos gastrointestinais, cálculos biliares e colecistite. 


Como preparar e utilizar a planta Mentha pulegium ?

Afecções respiratórias como expectorante. Estimulante do apetite, perturbações digestivas, espasmos gastrointestinais, cálculos biliares e colecistite (RDC 10/2010); 

  • Infusão:
    Utilizar 1 g (1 colher de sobremesa) em 150 mL (xícara chá) de água.
    Tomar 1 xícara chá de 2 a 3 x ao dia durante ou após refeições.

Digestivo; tônico estomacal (estimula a secreção gástrica); cólicas intestinais: gases intestinais: em 1 xícara (chá), coloque 2 colheres (sopa) de folhas e flores picadas e adicione água fervente. Abafe por 10 minutos e coe. Tome 1 xícara (chá), 10 minutos antes das principais refeições.

Afecções bucais (feridas, sapinho e aftas): coloque 1 colher (sopa) de folhas e flores picadas em 1 xícara (chá) de água em fervura. Deixe ferver por 5 minutos. Desligue o fogo e abafe por 15 minutos. Coe e adicione 1 colher (chá) de bicarbonato de sódio. Faça bochechos, de 2 a 3 vezes ao dia.

Tosses (expectorante e protetor de mucosa): em 1 xícara (chá), coloque 1 colher (sopa) de flores e folhas picadas, 1 colher (sopa) de quiabo bem fatiado e adicione água fervente. Abafe por 10 minutos, coe e adoce com um pouco de mel. Tome 1 xícara (chá), de 1 a 3 vezes ao dia. Para crianças dar somente meta de da dose.

Banho estimulante: coloque 5 colheres (sopa) de folhas picadas em 2 litros de água em fervura. Deixe ferver por 10 minutos. Em seguida, coe e adicione 2 colheres (sopa) de sal grosso e espere dissolver. Acrescente à água morna do banho. Faça banho de imersão por 15 minutos.


Quais as contraindicações e efeitos adversos da planta Mentha pulegium ?

Contraindicações:

Não deve ser utilizada na gravidez, lactação e em crianças menores de 6 anos. Contraindica-se o uso prolongado e a inalação.

Efeitos Adversos Possíveis:

A administração em doses e tempo de uso acima dos recomendados pode promover danos no fígado e ocasionar problemas na gravidez.


Referências Bibliográficas:

  • GARCIA, A. A.; VANACLOCHA, B.; SALAZAR, J. I. G. Fitoterapia: vademécum de prescripción. 3. ed. Barcelona: Masson, 1999.
  • GRUENWALD, J.; BRENDLER, T.; JAENICKE, C. (Ed.). PDR for Herbal Medicines. 2. ed. Montvale: Medical Economics Company, 2000.
  • IPATINGA. Memento Terapêutico Fitoterápico – Farmácia Viva. Ipatinga, 2000.
  • LORENZI, H.; MATOS, F. J. A. Plantas medicinais no Brasil: nativas e exóticas. 2. ed. Nova Odessa: Instituto Plantarum, 2008.
  • MAIA, E. Chás medicinais: utilização segura e eficaz. 2. ed. Maringá: UICLAP, 2024. 400 p.
  • MATOS, F. J. A. Farmácias Vivas: sistema de utilização de plantas medicinais projetado para pequenas comunidades. 4. ed. Fortaleza: UFC, 1998.
  • PANIZZA, S. Plantas que curam: cheiro de mato. 4. ed. São Paulo: IBRASA, 1998.
  • SAAD, G. A. et al. Fitoterapia Contemporânea: tradição e ciência na prática clínica. 2. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2016.

Farmacêutico Fitoterapeuta Eduardo Maia
Esta monografia foi revisada por:
EDUARDO MAIA
Farmacêutico Fitoterapeuta

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