Psidium guajava L.
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Resumo:
Psidium guajava é uma planta medicinal da família Myrtaceae. Oral (Adulto): Diarreias não infecciosas. Tópica (Adulto e Infantil): Pele e mucosas lesadas, como anti-séptico. Seu uso principal é por via de administração: Oral e Tópico. Suas contraindicações são: Uso contraindicado para pessoas que apresentam hipersensibilidade aos componentes da formulação. Ao persistirem os sintomas, um médico deverá ser consultado. O uso é contraindicado durante a gestação, lactação e para menores de 12 anos, devido à falta de dados adequados que comprovem a segurança nessas situações. Não exceder a dose ou a duração do tratamento recomendado. Não recomendável para pessoas que apresentam hipersensibilidade aos componentes químicos: ácido ursólico, ácido crataególico, limoneno, α-pineno, 1,8-cineol, (-)-β-cariofileno e guavinas. Contraindicado para diabéticos, cardiopatas, e pessoas que apresentam distúrbios metabólicos. Em caso de aparecimento de eventos adversos, suspender o uso do produto e consultar um médico. Não utilizar continuamente.| Especificações Técnicas da Planta | |
|---|---|
| Família Botânica | Myrtaceae |
| Parte Utilizada | Folhas jovens |
| Via de Administração | Oral e Tópico |
| Indicação de Uso | Adulto e Infantil |
Quais os nomes populares da planta Psidium guajava?
Goiabeira, araçá-das-almas, araçá-goiaba, araçá-guaçú, araçá-guaiaba, araçú-guaçú, araçú-uaçú, goiaba, goiaba-branca, goiaba-comum, goiaba-maçã, goiabapera, goiaba-vermelha, goiabeira-branca, guaiaba, guaiava, guaiba, guava.
Descrição Botânica:
Arvoreta frutífera de copa aberta, de até 7 m de altura, com folhas opostas, oblongas, subcoriáceas e aromáticas. Flores alvas, solitárias ou em grupos de 2-3 nas axilas das folhas. Fruto do tipo baga, com polpa doce e levemente aromática, medindo até 10 cm de diâmetro, com sementes pequenas e muito duras. É nativa da América do sul, desde a Venezuela até o Rio de Janeiro e cultivada em todos os países de clima tropical. São bem conhecidas suas duas variedades mais comuns, a de frutos com polpa vermelha (P guajava var. pomifera) e a de polpa branca (P. guajava var. pyrifera).
Quais são os principais compostos químicos da planta Psidium guajava?
Contém taninos hidrolisáveis (pedunculagina, guavinas A, C e D), flavonoides (quercetina, quecitrina, e derivados glicosídicos [guajaverina]) terpenoides, ácidos fenólicos (ácido gálico) e óleo essencial (bisaboleno, 1.8-cineol, p-cimeno, monoterpenos, acetato de α-terpenilo).
Para que serve a planta Psidium guajava?
Oral (Adulto): Diarreias não infecciosas.
Tópica (Adulto e Infantil): Pele e mucosas lesadas, como anti-séptico.
Como preparar e utilizar a planta Psidium guajava?
Infusão (RDC 10/2010): Utilizar 2 g (colher de sobremesa) de folhas em 150ml (xícara de chá). Utilizar de 3 a 4 xícaras de chá ao dia.
Infusão (FFFB3): Utilizar de 2,5 a 4 g de folhas em 150 mL de água. Preparar por decocção, a partir da folha rasurada, considerando a proporção indicada na fórmula. Tomar 150 mL do decocto de duas a quatro vezes ao dia, por no máximo cinco dias
Diarreia infantil (amarela): em 1 xícara (chá), coloque 1 broto, cortado em pedaços bem pequenos e adicione água fervente. Abafe por 10 minutos, coe, adoce com dextrosol ou mel e acrescente o suco de 1/2 limão. Tome 1 xícara (chá), de 2 a 3 vezes ao dia.
Diarreia de adulto: coloque 3 brotos, 3 folhas do abacateiro e 3 folhas da pitangueira, tudo cortado em pedaços bem pequenos, em 1/2 litro ou 2 copos de água em fervura. Deixe ferver por 10 minutos e coe. Tome de 1/2 a 1 copo, após cada evacuação.
Cicatrizante de feridas: coloque 2 colheres (sopa) de casca do caule e 1 colher (sopa) de folha de confrei picada em 1/2 litro de água em fervura. Deixe ferver por 10 minutos. Desligue o fogo e filtre em um pano. Aplique no local da lesão, com uma gaze. Renove a aplicação a cada 4 horas.
Quais as contraindicações e efeitos adversos da planta Psidium guajava?
Contraindicações:Uso contraindicado para pessoas que apresentam hipersensibilidade aos componentes da formulação. Ao persistirem os sintomas, um médico deverá ser consultado. O uso é contraindicado durante a gestação, lactação e para menores de 12 anos, devido à falta de dados adequados que comprovem a segurança nessas situações. Não exceder a dose ou a duração do tratamento recomendado. Não recomendável para pessoas que apresentam hipersensibilidade aos componentes químicos: ácido ursólico, ácido crataególico, limoneno, α-pineno, 1,8-cineol, (-)-β-cariofileno e guavinas. Contraindicado para diabéticos, cardiopatas, e pessoas que apresentam distúrbios metabólicos. Em caso de aparecimento de eventos adversos, suspender o uso do produto e consultar um médico. Não utilizar continuamente.
Notas do Especialista:
Geleia de goiaba: lave muito bem 2 kg de goiaba vermelha bem maduras e corte-as ao meio. Coloque em uma panela com 1 copo de água. Leve ao fogo e deixe ferver. Quando levantar a fervura, reduza para fogo brando e cozinhe os frutos até ficarem macios. Coe em uma peneira bem fina, espremendo o resíduo. Para cada 1/2 litro de suco, acrescente 2 copos bem cheios, de açúcar e 1 colher (chá) de suco de limão. Leve ao fogo brando novamente, e mexa até dissolver bem o açúcar. Aumente a chama e ferva, sem parar de mexer, até alcançar o ponto de geleia. Quando esfriar, acondicione em potes de vidro esterilizados.
Referências Bibliográficas:
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- GILBERT, B.; FERREIRA, J. L.; ALVES, L. F. Monografias de plantas medicinais brasileiras e aclimatadas. Curitiba: ABIFITO, 2005.
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- MATOS, F. J. A. As plantas das Farmácias Vivas. Fortaleza, 1997.
- MATOS, F. J. A. O formulário fitoterápico do professor Dias da Rocha. 2. ed. Fortaleza: UFC Edições, 1997.
- MATOS, F. J. A. Farmácias vivas. 3. ed. Fortaleza: UFC Edições, 1998.
- MATOS, F. J. A. Plantas medicinais: Guia de seleção e emprego de plantas usadas em fitoterapia no Nordeste Brasileiro. 2. ed. Fortaleza: Editora UFC, 2000.
- MATOS, F. J. A.; VIANA, G. S. B.; BANDEIRA, M. A. M. Guia fitoterápico. Fortaleza, 2001.
- MELO-DINIZ, M. F. F. et al. Memento de plantas medicinais: As plantas como alternativa terapêutica - Aspectos populares e científicos. João Pessoa: Editora Universitária da UFPB, 2006.
- SAAD, G. A. et al. Fitoterapia Contemporânea: Tradição e Ciência na Prática Clínica. 2. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2016.
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