Salvia officinalis L.

112 visualizações
Foto detalhada da planta medicinal Salvia officinalis

Compartilhe este guia

Resumo:

Salvia officinalis é uma planta medicinal da família Labiatae (Lamiaceae).. Inflamações da boca e garganta, gengivites e aftas. Dispepsias (distúrbios digestivos) e transpiração excessiva. Seu uso principal é por via de administração: Oral e Tópico.. Suas contraindicações são: Não utilizar na gravidez e lactação, insuficiência renal e tumores mamários estrógeno dependentes.
Especificações Técnicas da Planta
Família Botânica Labiatae (Lamiaceae).
Parte Utilizada Folhas.
Marcador Químico <p>Informação não encontrada na literatura citada.</p>
Via de Administração Oral e Tópico.
Indicação de Uso Adulto e Infantil.

Quais os nomes populares da planta Salvia officinalis?

Sálvia, chá-da-frança, chá-da-grécia, erva-sagrada, sabiá, sal-das-boticas, salva, salva-comum, salva-das-boticas, salva-de-remédio, salva-dos-jardins, salvaordinária, sálvia-comum.


Descrição Botânica:

Herbácea perene, fortemente aromática, ereta ou decumbente, ramificada na base formando aspecto de touceira, de 30-60 cm de altura, nativa da região Mediterrâneas da Europa. Folhas simples, denso-pubescentes, de 3-6 cm de comprimento. Flores pouco frequentes em nossas condições, de cor violácea, reunidas em espigas terminais longas. 


Quais são os principais compostos químicos da planta Salvia officinalis?

As folhas contêm taninos condensados do tipo catequina (3 a 8%), ácidos fenólicos (rosmarínico, clorogênico, ferúlico e gálico), flavonoides (1 a 3%) (apigenina, salviginina e derivados da luteolina); óleo essencial (1,5 a 2,8%), (tujona, cânfora, cineol, humuleno, α-pineno e linalol); diterpenoides amargos (carnosol, ácido carnósico e rosmanol), ácidos triterpenoídicos (oleanólico e ursólico), mucilagem e resina.


Para que serve a planta Salvia officinalis?

Inflamações da boca e garganta, gengivites e aftas. Dispepsias (distúrbios digestivos) e transpiração excessiva.


Como preparar e utilizar a planta Salvia officinalis?

Auxiliar da digestão; sudorese excessiva das mãos e axilas: em 1xícara (chá), coloque 1 colher (sopa) folhas e sumidades floridas, bem fatias e adicione água fervente. Abafe por 19 minutos e coe. Tome 1 xícara (chá), 2 vezes ao dia.

Escaras de decúbito; feridas; piolho; aftas: em um frasco, coloque 3 colheres (sopa) de folhas e sumidades floridas bem picadas e adicione 1 xícara (chá) de vinagre branco. Feche bem o frasco e deixe em maceração por 10 dias, em lugar quente ou ao sol. Coe em um pano e esprema o resíduo. Aplique nos locais afetados com um chumaço de algodão, de 2 a 3 vezes ao dia. No caso de piolhos, aplique no couro cabeludo, face massagens suaves inclusive na nuca, deixando agir por 2 horas. Em seguida, lave bem a cabeça e passe o pente fino.

Menstruação dolorosa; distúrbios da menopausa: coloque 3 colheres (sopa) de folhas e sumidades floridas fatiadas em 1 garrafa de vinho branco. Deixe em maceração por 8 dias e coe. Tome 1 cálice, 3 vezes ao dia, sendo que no caso de menstruação dolorosa, tome 10 dias antes do início da menstruação.

Mau hálito; afecções da boca (gengivas ulceradas ou com sangramento e aftas); dentes manchados: coloque 2 colheres (sopa) de flores e sumidades floridas, bem picadas em 1 xícara (chá) de álcool de cereais a 70%. Deixe em maceração por 5 dias. Coe e armazene em frasco escuro. Tome 1 colher (chá), diluído em um pouco de água, antes das principais refeições. No caso de dentes manchados, utilize esse líquido durante a escovação.


Quais as contraindicações e efeitos adversos da planta Salvia officinalis?

Contraindicações:

Não utilizar na gravidez e lactação, insuficiência renal e tumores mamários estrógeno dependentes.

Efeitos Adversos Possíveis:

Informação não encontrada na literatura citada.


Notas do Especialista:

Não engolir a preparação após o bochecho e gargarejo pois pode causar náusea, vômitos, dor abdominal, tonturas e agitação. Pode elevar a pressão em pacientes hipertensos. Em altas doses pode ser neurotóxica (causar convulsões) e hepatotóxica (causar dano no fígado).


Referências Bibliográficas:

WICHTL, 2003. MILLS & BONE, 2004. GRUENWALD, et al, 2000. LORENZI, H. & MATOS, FJA., 2002. SAAD, G. A. et al., 2016.


Farmacêutico Fitoterapeuta Eduardo Maia
Esta monografia foi revisada por:
EDUARDO MAIA
Farmacêutico Fitoterapeuta

Seja nossa(o) Fitoaluna(o) e utilize a Fitoteca Premium!

Libere recursos extras exclusivos, como vídeo-aulas completas sobre a planta e acesso a formulações magistrais.

Ver exemplo
Voltar à Fitoteca