Achillea millefolium L
322 visualizações
Compartilhe este guia
Resumo:
Achillea millefolium é uma planta medicinal da família Asteraceae. Atua como auxiliar no alívio da falta de apetite e de sintomas dispépticos (perturbações digestivas), como colerético, antiflatulento e antiespasmódico, no alívio de cólicas, incluindo sintomas decorrentes da dismenorreia leve (cólica menstrual leve), como anti-inflamatório e no alívio da febre e auxiliar no tratamento local de pequenas lesões cutâneas superficiais. Seu uso principal é por via de administração: Oral. Suas contraindicações são: Uso não recomendado durante a gravidez. Não há conhecimento de restrições durante a lactação. Não deve ser utilizado por pessoas portadoras de úlcera gástrica ou duodenal ou com oclusão das vias biliares. Alergia a mil-folhas ou espécies da família Asteraceae.| Especificações Técnicas da Planta | |
|---|---|
| Família Botânica | Asteraceae |
| Parte Utilizada | Partes aéreas |
| Marcador Químico | Óleo essencial com a predominância de compostos sesquiterpênicos, incluindo os majoritários: borneol, β-cariofileno, β-cubebeno, α-farneseno e camazuleno. |
| Via de Administração | Oral |
| Indicação de Uso | Adulto e Pediátrico acima de 12 anos |
Quais os nomes populares da planta Achillea millefolium?
Mil-folhas, aquiléia, atroveran, erva-de-carpinteiro, erva-de-cortaduras, erva-dos-carreteiros, macelão, milefólio, milefólio-em-ramas, mil-em-rama, mil-folhada, nariz-sangrento, novalgina, pronto-alívio, sanguinária.
Descrição Botânica:
Herbácea perene, rizomatosa, ereta, aromática, entouceirada, de 30-50 cm de altura, nativa da Europa e amplamente cultivada em hortas domésticas em quase todo o Brasil. Folhas compostas finamente pinadas, de 5-8 cm de comprimento. Flores brancas, em capítulos reunidos em uma panícula terminal. Existem variedades cultivadas com fins ornamentais com capítulos de cores variadas. Multiplica-se por estacas e por divisão da touceira.
Quais são os principais compostos químicos da planta Achillea millefolium?
Em sua composição química destacam-se a presença de óleo essencial (0,31%) com terpenos (cineol, borneol, pinenos, cânfora, azuleno), derivados terpênicos e sesquiterpênicos, taninos, mucilagens, cumarinas, resinas, saponinas, esteróides, ácidos graxos, alcalóides e princípio amargo. Os flavonóides e seus heterosídeos estão relacionados com a atividade antiespasmódica.
Para que serve a planta Achillea millefolium?
Atua como auxiliar no alívio da falta de apetite e de sintomas dispépticos (perturbações digestivas), como colerético, antiflatulento e antiespasmódico, no alívio de cólicas, incluindo sintomas decorrentes da dismenorreia leve (cólica menstrual leve), como anti-inflamatório e no alívio da febre e auxiliar no tratamento local de pequenas lesões cutâneas superficiais.
Como preparar e utilizar a planta Achillea millefolium?
Infusão (RDC 10/2010): utilizar 1 a 2 g (1 a 2 colheres de chá) em 150 mL (xícara de chá). Tomar uma xícara de chá 3 a 4 vezes ao dia.
Infusões (FFFB2): As formulações de 1 a 3 devem ser preparadas por infusão, durante 10 a 15 minutos, considerando as proporções indicadas nas fórmulas. Utilizar a droga vegetal rasurada.
Fórmula 1 - auxiliar no alívio de sintomas dispépticos; como colerético; como antiflatulento; como antiespasmódico; e como anti-inflamatório:
Utilizar de 2 a 4 g da droga vegetal em 250 mL de água. Tomar 250 mL do infuso, 10 minutos após o preparo, três a quatro vezes ao dia, 30 minutos antes das refeições.
Fórmula 2 - auxiliar no alívio de sintomas decorrentes da dismenorreia leve (cólica menstrual leve):
Utilizar de 1 a 2 g da droga vegetal em 250 mL de água. Tomar 250 mL do infuso, 10 minutos após o preparo, duas a três vezes ao dia.
Fórmula 3 - auxiliar no tratamento local de pequenas lesões cutâneas superficiais:
Utilizar 3,5 g da droga vegetal em 250 mL de água. Aplicar o infuso, à temperatura ambiente, na área afetada, na forma de compressa, duas a três vezes ao dia. Aplicar o infuso, à temperatura ambiente, na área afetada, na forma de compressa, duas a três vezes ao dia.
- Estimulante das funções digestivas (estomacal e intestinal); gases intestinais; cálculo renal: em 1 xícara (chá) coloque 1 colher (sobremesa) de sumidades floridas e adicione água fervente. Abafe por 10 minutos e coe. Tome 1 xícara (chá), 2 vezes ao dia.
- Menopausa; cólicas menstruais; estimulante das funções digestivas (estomacal e intestinal); gases intestinais; cálculo renal: coloque 2 colheres (sopa) de sumidades floridas em 1 xícara (chá) de álcool de cereais a 60%. Deixe em maceração por 5 dias e coe. Tome 1 colher (café), diluído em um pouco de água, 2 vezes ao dia.
- Prostatite; fissuras anais; hemorroidas: coloque 2 colheres (sopa) de sumidades floridas em 1/2 litro de água em fervura. Desligue o fogo e coe. Adicione à água morna e faça banho de assento, durante 15 minutos. No caso da prostatite, procure esvaziar a bexiga na água do banho, e fissuras anais e hemorroidas, faça massagens suaves.
- Dores reumáticas; em uma panela com água fervente, coloque uma peneira de modo que a mesma não toque a água e, sobre a peneira, um pano. Esparrame sobre o pano 3 colheres (sopa) de sumidades floridas e abafe. Espere que o vapor da água quente amorne o pano e as flores. Ainda morno, aplique nas partes doloridas, cubra com outro pano e deixe agir por 15 minutos, 3 vezes ao dia.
Quais as contraindicações e efeitos adversos da planta Achillea millefolium?
Contraindicações:Uso não recomendado durante a gravidez. Não há conhecimento de restrições durante a lactação. Não deve ser utilizado por pessoas portadoras de úlcera gástrica ou duodenal ou com oclusão das vias biliares. Alergia a mil-folhas ou espécies da família Asteraceae.
Efeitos Adversos Possíveis:
O uso pode causar cefaleia e inflamação. O uso prolongado pode provocar reações alérgicas. Caso ocorra um desses sintomas, suspender o uso e consultar um especialista.
Notas do Especialista:
O nome latino do gênero deriva do herói grego Aquiles que a utilizou em uma de suas batalhas para curar seu rei, e o epíteto específico millefolium que significa "mil folhas" é alusivo ao grande número de minúsculas folhas (folíolos) que possuí.
Referências Bibliográficas:
- WICHTL, M. et al. Herbal Drugs and Phytopharmaceuticals: A Handbook for Practice on a Scientific Basis. 3. ed. Washington: Medpharm; CRC Press, 2004.
- MILLS, S.; BONE, K. The Essential Guide to Herbal Safety. Elsevier, 2004.
- ALONSO, J. R. Tratado de fitofármacos y nutracéuticos. Buenos Aires: Corpus, 2004.
- LORENZI, H.; MATOS, F. J. A. Plantas medicinais no Brasil: nativas e exóticas. 2. ed. Nova Odessa: Instituto Plantarum, 2008.
- SAAD, G. A.; LÉDA, P. H. O.; SÁ, I. M.; SEIXLACK, A. C. C. Fitoterapia contemporânea: tradição e ciência na prática clínica. 3. ed. reimp. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2025.
- PANIZZA, S. Plantas que curam: cheiro de mato. 28. ed. São Paulo: IBRASA, 1998.
- MAIA, Eduardo. Chás medicinais: utilização segura e eficaz. 2. ed. Maringá: UICLAP, 2024. 400 p.
- BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Farmacopeia Brasileira. 5. ed. v. 1. Brasília: ANVISA, 2010.
- Foto de capa: ECOBLOSSOM. Imagem disponível em: https://ecoblossom.com/cdn/shop/products/2021-06-0113.33.07_2679x.jpg?v=1622650904. Acesso em: 17 jun. 2026.
Seja nossa(o) Fitoaluna(o) e utilize a Fitoteca Premium!
Libere recursos extras exclusivos, como vídeo-aulas completas sobre a planta e acesso a formulações magistrais.
Ver exemplo