Achillea millefolium L

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Família Botânica:
Asteraceae.

Nomes Populares:
Mil-folhas, aquiléia, atroveran, erva-de-carpinteiro, erva-de-cortaduras, erva-dos-carreteiros, macelão, milefólio, milefólio-em-ramas, mil-em-rama, mil-folhada, nariz-sangrento, novalgina, pronto-alívio, sanguinária.

Descrição Botânica:
Herbácea perene, rizomatosa, ereta, aromática, entouceirada, de 30-50 cm de altura, nativa da Europa e amplamente cultivada em hortas domésticas em quase todo o Brasil. Folhas compostas finamente pinadas, de 5-8 cm de comprimento. Flores brancas, em capítulos reunidos em uma panícula terminal. Existem variedades cultivadas com fins ornamentais com capítulos de cores variadas. Multiplica-se por estacas e por divisão da touceira.

Fitoquímica:
Em sua composição química destacam-se a presença de óleo essencial (0,31%) com terpenos (cineol, borneol, pinenos, cânfora, azuleno), derivados terpênicos e sesquiterpênicos, taninos, mucilagens, cumarinas, resinas, saponinas, esteróides, ácidos graxos, alcalóides e princípio amargo. Os flavonóides e seus heterosídeos estão relacionados com a atividade antiespasmódica.

Marcador Químico:
Óleo essencial com a predominância de compostos sesquiterpênicos, incluindo os majoritários: borneol, β-cariofileno, β-cubebeno, α-farneseno e camazuleno.

Alegações:

Falta de apetite, dispepsia (perturbações digestivas), febre, inflamação e cólicas.

Fórmulas 1, 4 e 5: auxiliar no alívio de sintomas dispépticos; como colerético; como antiflatulento; como antiespasmódico; e como anti-inflamatório.

Fórmula 2: auxiliar no alívio de sintomas decorrentes da dismenorreia leve (cólica menstrual leve).

Fórmula 3: auxiliar no tratamento local de pequenas lesões cutâneas superficiais.


Parte Utilizada:
Partes aéreas.

Via de Administração:
Oral.

Uso:
Adulto e Pediátrico acima de 12 anos.

Posologia Recomendada:
Infusão (RDC 10/2010): utilizar 1 a 2 g (1 a 2 colheres de chá) em 150 mL (xícara de chá). Tomar uma xícara de chá 3 a 4 vezes ao dia.

Infusões (FFFB2): As formulações de 1 a 3 devem ser preparadas por infusão, durante 10 a 15 minutos, considerando as proporções indicadas nas fórmulas. Utilizar a droga vegetal rasurada.
Fórmula 1: utilizar de 2 a 4 g da droga vegetal em 250 mL de água. Tomar 250 mL do infuso, 10 minutos após o preparo, três a quatro vezes ao dia, 30 minutos antes das refeições.
Fórmula 2: utilizar de 1 a 2 g da droga vegetal em 250 mL de água. Tomar 250 mL do infuso, 10 minutos após o preparo, duas a três vezes ao dia.
Fórmula 3: utilizar 3,5 g da droga vegetal em 250 mL de água. Aplicar o infuso, à temperatura ambiente, na área afetada, na forma de compressa, duas a três vezes ao dia. Aplicar o infuso, à temperatura ambiente, na área afetada, na forma de compressa, duas a três vezes ao dia.

Tinturas (FFFB2): Utilizar a parte aérea seca e moída, colocar em frasco de vidro âmbar, adicionar o álcool etílico a 70% na proporção indicada na fórmula. Tampar bem o frasco e deixar em maceração por 20 dias, agitar diariamente. Após esse período, filtrar em papel de filtro.
Fórmula 4: Tintura 20% (20 g da droga vegetal em 100 mL de álcool etílico 45%). Tomar 5 mL da tintura, diluídos em água, três vezes ao dia, entre as refeições ou tomar 2 a 4 mL, diluídos em meio copo com água, três a quatro vezes ao dia. Fórmula 5: Tintura 10% (10 g da droga vegetal em 100 mL de álcool etílico 70%). Tomar 3 a 10 mL da tintura, diluídos em água, divididos em três administrações ao dia.

POSOLOGIA E FORMA DE USAR (OUTRAS REFERÊNCIAS):
Extrato fluido; 2 a 4 mL (1:1 em álcool a 25%) 3 vezes ao dia.
Extrato seco (5:1); 600 mg 3 vezes ao dia.
Xarope; prepara-se com 5% do extrato fluido. A dose deve ser de 20 a 50 g/dia.
Suco; o suco da planta fresca é administrado à razão de 50 mL, 1 a 3 vezes/dia.
Banhos de assento; 100 g de droga seca em 20 l de água.
Fitocosmético; preparam-se xampus, tônicos capilares e banhos de espuma com o extrato glicólico de 2 a 5%. 

Formulações Caseiras:
Estimulante das funções digestivas (estomacal e intestinal); gases intestinais; cálculo renal: em 1 xícara (chá) coloque 1 colher (sobremesa) de sumidades floridas e adicione água fervente. Abafe por 10 minutos e coe. Tome 1 xícara (chá), 2 vezes ao dia.
Menopausa; cólicas menstruais; estimulante das funções digestivas (estomacal e intestinal); gases intestinais; cálculo renal: coloque 2 colheres (sopa) de sumidades floridas em 1 xícara (chá) de álcool de cereais a 60%. Deixe em maceração por 5 dias e coe. Tome 1 colher (café), diluído em um pouco de água, 2 vezes ao dia.
Prostatite; fissuras anais; hemorroidas: coloque 2 colheres (sopa) de sumidades floridas em 1/2 litro de água em fervura. Desligue o fogo e coe. Adicione à água morna e faça banho de assento, durante 15 minutos. No caso da prostatite, procure esvaziar a bexiga na água do banho, e fissuras anais e hemorroidas, faça massagens suaves.
Dores reumáticas; em uma panela com água fervente, coloque uma peneira de modo que a mesma não toque a água e, sobre a peneira, um pano. Esparrame sobre o pano 3 colheres (sopa) de sumidades floridas e abafe. Espere que o vapor da água quente amorne o pano e as flores. Ainda morno, aplique nas partes doloridas, cubra com outro pano e deixe agir por 15 minutos, 3 vezes ao dia.

Segurança e Restrições:
Contraindicações:
Uso não recomendado durante a gravidez. Não há conhecimento de restrições durante a lactação. Não deve ser utilizado por pessoas portadoras de úlcera gástrica ou duodenal ou com oclusão das vias biliares. Alergia a mil-folhas ou espécies da família Asteraceae.
Efeitos Adversos Possíveis:
O uso pode causar cefaleia e inflamação. O uso prolongado pode provocar reações alérgicas. Caso ocorra um desses sintomas, suspender o uso e consultar um especialista.

Notas do Especialista:
O nome latino do gênero deriva do herói grego Aquiles que a utilizou em uma de suas batalhas para curar seu rei, e o epíteto específico millefolium que significa "mil folhas" é alusivo ao grande número de minúsculas folhas (folíolos) que possuí.

Referências Bibliográficas:
WICHTL, 2003. MILLS & BONE, 2004. ALONSO 2004. LORENZI & MATOS, 2002. SAAD, G. A. et al. 2016. PANIZZA S, 1998. BRASIL, 2010a.

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