Baccharis trimera (Less.) DC.

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Família Botânica:
Asteraceae.

Nomes Populares:

Carqueja; carqueja-do-mato, bacárdia, cacália, condamina, quina-decondamine, tiririca-do-babado, carqueja-amargosa, carqueja-amarga, bacanta, bacorida, carque, cacalia-amarga, vassoura.


Descrição Botânica:

Subarbusto perene, ereto, muito ramificado na base, de caules e ramos verdes com expansões trialadas, de 50 a 80 cm de altura, nativa do sul e sudeste do Brasil, principalmente no campos de altitude. Folhas dispostas ao longo de caules e ramos, de cor esbranquiçada. 


Fitoquímica:

 As partes aéreas contêm flavonoides (hispidulina, rutina, eupatorina, luteolina, nepetina, apigenina, kaempferol, cirsimaritina, cirsiliol, eriodictiol, 5-hidroxi3,4,6,7-tetrametoxiflavona, quercetina, 3-o-metilquercetina, genkwani na e 7,4-di-ometilapigenina), diterpenos (bacrispina, 1-desoxibacrispina, ácido hautriwaico e sua lactona), lactonas diterpênicas do tipo trans-clerodano (malonil clerodanos), estigmasterol, óleo essencial (α-pineno, β-pineno, canfeno, limoneno, acetato de carquejilo, carquejol, α-ocimeno, ledol) e saponinas. Os flavonoides são os constituintes majoritários. 


Marcador Químico:

Hiperosídeo


Alegações:

É recomendada para afecções estomacais, intestinais e hepáticas Dispepsia (Distúrbios da digestão).


Parte Utilizada:
Partes aéreas.

Via de Administração:
Oral.

Uso:
Adulto.

Posologia Recomendada:

Infusão: 2,5g (2,5 colher de chá) em 150 mL (xícara de chá). Utilizar 1 xícara chá de 2 a 3 vezes ao dia.


Formulações Caseiras:

Infusão: adicionando-se água fervente a uma xícara (chá) contendo 1 colher (sopa) de suas hastes e folhas picadas, na dose de 1 xícara (chá) 3 vezes ao dia 30 minutos antes das refeições.


Segurança e Restrições:
Contraindicações:

Não utilizar em grávidas, pois pode promover contrações uterinas. Evitar o uso concomitante com medicamentos para hipertensão e diabetes.

Efeitos Adversos Possíveis:

 O uso pode causar hipotensão (queda da pressão)


Notas do Especialista:

 Informação não encontrada na literatura citada. 


Referências Bibliográficas:

ALONSO, 1998. GUPTA et al, 1995. PROPLAM, 2004. LORENZI & MATOS, 2002. BRASIL, 2010a.


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