Cynara scolymus L.
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Resumo:
Cynara scolymus é uma planta medicinal da família Asteraceae. Dispepsia (distúrbios da digestão), hepatites, prevenção de hepatotoxicidade, colelitíases, discinesias biliares, estimulante do apetite, laxativo, diurético, lipemias, aterosclerose, auxiliar em anemias (as brácteas como alimento), síndrome do intestino irritável. Seu uso principal é por via de administração: Oral. Suas contraindicações são: Não deve ser utilizado por pessoas com doenças da vesícula biliar. Usar cuidadosamente em pessoas com hepatite grave, falência hepática e câncer hepático. Na gravidez e em crianças menores de 12 anos, por insuficiência de dados; durante a lactação, devido à presença de substâncias amargas que podem alterar o sabor e a consistência do leite materno.| Especificações Técnicas da Planta | |
|---|---|
| Família Botânica | Asteraceae |
| Parte Utilizada | Folha e bráctea |
| Marcador Químico | <p>Cafeoilquínico.</p> |
| Via de Administração | Oral |
| Indicação de Uso | Adulto |
Quais os nomes populares da planta Cynara scolymus?
Alcachofra, alcachofra-comum, alcachofra-cultivada, alcachofra-decomer, alcachofra-hortense, alcachofra-hortícola, alcachofra-rosa, cachofra.
Descrição Botânica:
Planta vivaz (perene) de até um metro de altura, com folhas compostas pinatifidas e espinhosas, sendo as superiores bem menores que as da base. Flores purpúreas, reunidas em um grande capitulo envolvido por grandes brácteas que são a parte comestível da inflorescência (foto menor ao lado). Fruto do tipo aquênio, oval, com um apêndice plumoso. E originária da região do mediterrâneo e cultivadas em todos os países de clima subtropical.
Quais são os principais compostos químicos da planta Cynara scolymus?
As folhas apresentam ácidos fenólicos (> 2%), principalmente ácidos clorogênico, cafeico, diéster do ácido quínico e cinarina (ácido 1,3-dica feoilquinico). Contêm também lactonas sesqui terpênicas amargas (cinaropicrina, aguerina Be grosheimina), flavonoides (0,1 a 1,0%) (apigenina 7-0 glucoronideo, rutina, hesperitina, quercetina escolimosideo, luteolina-7-O-rutinosideo, luteoli na-7-O-glucosideo), fitosteróis (lupeol, taraxaste. rol e B-taraxasterol), açúcares, inulina, enzimas e óleo essencial constituído principalmente de B-selineno, eugenol e cariofileno45. Os principais bioativos identificados são cinaropicrina, cinarina (ácido 1,3-dicafeoilquinico), ácido 3-cafeoilquinico (ácido clorogênico) e escolimosídeo.
Para que serve a planta Cynara scolymus?
Dispepsia (distúrbios da digestão), hepatites, prevenção de hepatotoxicidade, colelitíases, discinesias biliares, estimulante do apetite, laxativo, diurético, lipemias, aterosclerose, auxiliar em anemias (as brácteas como alimento), síndrome do intestino irritável.
Como preparar e utilizar a planta Cynara scolymus?
Distúrbios da digestão (RDC 10/2010):
- Infusão: Utilizar 1g (1 colher de chá) em 150 mL (xícara de chá). Utilizar 1 xícara de chá de 1 a 2x ao dia.
Como auxiliar no alívio de sintomas dispépticos; tais como com sensação de plenitude e distensão abdominal; como antiflatulento (FFFB3):
- INFUSÃO: Utilizar 1g em 150 mL de água. Preparar por infusão, durante 10 minutos, considerando a proporção indicada na fórmula.
Utilizar folhas secas pulverizadas.
Tomar 150 mL do infuso, 10 minutos após o preparo, quatro vezes ao dia. - INFUSÃO: Utilizar 3g em 150 mL de água. Preparar por infusão, durante 10 minutos, considerando a proporção indicada na fórmula.
Utilizar folhas secas rasuradas.
Tomar 150 mL do infuso, 10 minutos após o preparo, até duas vezes ao dia.
Estimulante (hepático, vesicular e renal); artérias endurecidas; colesterol; diurético: coloque 1 colher (sopa) de folhas picadas em 1 xícara (chá) de água em fervura. Deixe ferver por 5 minutos. Abafe por 10 minutos e coe. Tome 1 xícara (chá), 2 ou 3 vezes ao dia, antes das principais refeições.
Estimulante (hepático, vesicular e renal); artérias endurecidas; colesterol; diurético: coloque 2 colheres (sopa) de folhas fatiadas em 1 xícara (chá) de álcool de cereais a 70%. Deixe em repouso por 5 dias e coe. Tome 1 colher (café), diluído em um pouco de água, antes das principais refeições.
Estimulante (hepático, vesicular e renal); artérias endurecidas; colesterol; diurético: coloque 3 colheres (sopa) de folhas fatiadas em uma garrafa de vinho branco. Deixe em maceração por 5 dias, agitando às vezes e coe. Tome 1 cálice, antes das principais refeições.
Alimentação: lave muito bem 1 cabeça de alcachofra, coloque em água suficiente para cozinhar, adicionando 1 folha de louro. Deve ser consumida ao dente, isto é, nem moles e nem duras, de 2 a 3 vezes na semana.
Quais as contraindicações e efeitos adversos da planta Cynara scolymus?
Contraindicações:Não deve ser utilizado por pessoas com doenças da vesícula biliar. Usar cuidadosamente em pessoas com hepatite grave, falência hepática e câncer hepático. Na gravidez e em crianças menores de 12 anos, por insuficiência de dados; durante a lactação, devido à presença de substâncias amargas que podem alterar o sabor e a consistência do leite materno.
Foram relatados casos de diarreia leve com espasmos abdominais, queixas epigástricas como náuseas e azia, bem como reações alérgicas. O uso pode provocar flatulência (gases), fraqueza e sensação de fome.
Notas do Especialista:
Pode provocar dermatite de contato em
função da presença de lactonas sesquiterpênicas.
INTERAÇÕES: A Alcachofra (extrato seco) pode ser associada com bétula, celidônia, genciana, alecrim e dente de leão para potencializar os efeitos colagogo e colerético. No tratamento de hipercolesterolemia e hepatopatias pode-se combinar com cardo mariano, genciana, dente de leão e alecrim. O uso de diuréticos na presença de hipertensos ou cardiopatas, só deve ser feito sob orientação médica, devido a uma possível descompensação tensional e um efeito potencializador de cardiotônicos.
Referências Bibliográficas:
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- GARCIA, A. A. et al. Fitoterapia. Vademécum de prescripción. Plantas medicinales. 3. ed. Barcelona: Masson, 1999.
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- WICHTL, M. et al. Herbal drugs and phytopharmaceuticals. A handbook for practice on a scientific basis. 3. ed. Washington: Medpharm / CRC Press, 2004.
- MAIA, Eduardo. Chás medicinais: utilização segura e eficaz. 2. ed. Maringá: UICLAP, 2024. 400 p.
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