Equisetum arvense L.
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Resumo:
Equisetum arvense é uma planta medicinal da família Equisetaceae. Indicado em edemas (inchaços) por retenção de líquidos. Seu uso principal é por via de administração: Oral. Suas contraindicações são: O uso é contraindicado para pessoas que apresentem hipersensibilidade aos componentes da formulação. Também é contraindicado durante a gestação, lactação e para crianças menores de 12 anos, devido à ausência de dados suficientes que comprovem a segurança nessas situações. Não é recomendado para indivíduos com condições clínicas que exijam restrição da ingestão de líquidos, como insuficiência cardíaca grave, insuficiência renal grave ou obstrução das vias urinárias. O uso concomitante com diuréticos sintéticos não é recomendado. Produtos obtidos a partir da planta devem ser submetidos a testes que descartem adulteração por Equisetum palustre ou a presença do alcaloide palustrina, não devendo ser utilizados quando houver resultado positivo para esses contaminantes.| Especificações Técnicas da Planta | |
|---|---|
| Família Botânica | Equisetaceae |
| Parte Utilizada | Partes aéreas. |
| Marcador Químico | No mínimo a 2,0 % de flavonoides totais (hiperosideos). |
| Via de Administração | Oral |
| Indicação de Uso | Adulto e Pediátrico acima de 12 anos |
Quais os nomes populares da planta Equisetum arvense?
Cavalinha, cavalinha-gigante, cola-de-cavalo, erva-canudo, milho-decobra, rabo-de-cavalo, rabo- de-raposa, rabo-de-cobra, lixa-vegetal, rabo-de-rato, ervacarnuda, cana-de-jacaré, cauda-equina, cauda-de-raposa, cola-de-cavalo.
Descrição Botânica:
Herbácea que apresenta rizoma horizontal, sobre o qual se desenvolvem verticalmente dois tipos de caules aéreos, os férteis e os estéreis, que são ocos, e podem atingir até 30 cm de altura. Os caules férteis surgem na primavera. São curtos, de cor branco-amarelado na base e vermelho-escuro na ponta, onde fica a espiga. Contêm esporângios que emitem numerosos esporos. Os caules estéreis, que alcançam até 50 cm de altura, de coloração esverdeada, são fistulosos, estriados, com nós compostos tabiques de separação, e externamente de uma bainha membranosa seca. Ao nível das bainhas os caules são verticilados, com longos ramos delgados de igual conformação do caule. Possui pequenas folhas em forma de agulhas emendadas. É uma planta que não possui flores e, consequentemente, sementes. Tem sabor e odor fracos, levemente salgado e quando mastigada range entre os dentes. Nasce espontaneamente e na colheita cortam-se somente os caules estéreis. A melhor época para o corte é o verão.
Quais são os principais compostos químicos da planta Equisetum arvense?
Contém mais de 10% de constituintes inorgânicos, dos quais a maior parte é constituída de ácido silícico (5 a 8% em forma de silicatos solúveis em água) e sais de potássio (1,8%) e de cálcio (1,3%) além de outros sais em menor proporção (fósforo, manganês, magnésio, alumínio, ferro). Também contém alcaloides (nicotina, espermidina e equisetina), saponinas (equisetonina), glicosídeos fenólicos (equisetumosideo A. B e C), flavonoides (0,3 a 0,9%) (isoquercitrina, apigenina, luteolina, caempferol, quercetina), fitosteróis (β-sitosterol, campestrol, taraxerol ácido ursólico, ácido oleanólico e ácido betulínico), taninos, ácidos fenólicos, vitaminas (C, E, K, B1, B2, B6, ácido nicotínico, ácido fólico, ácido pantotênico) e óleo essencial (hexa-hidrofarnesil acetona, cisgeranil acetona, timol transfitol).
Para que serve a planta Equisetum arvense?
Indicado em edemas (inchaços) por retenção de líquidos.
Como preparar e utilizar a planta Equisetum arvense?
Edemas (inchaços) por retenção de líquidos (RDC 10/2010):
- Infusão - Uso oral: Utilizar de 1 a 4g em 150 mL (xícara de chá). Preparar por infusão ou decocção, durante 5 a 15 minutos, a parte aérea estéril rasurada, considerando a proporção indicada na fórmula.
Tomar 150 mL do decocto ou infuso de três a quatro vezes ao dia, respeitando a dose máxima diária de 3 a 12 g da planta inteira. - Infusão - Uso externo: Utilizar 10g em 150 mL (xícara de chá). Preparar por decocção, durante 5 a 15 minutos, a parte aérea estéril rasurada, considerando a proporção indicada na fórmula.
Aplicar a preparação sobre o local lesionado, com o auxílio de algodão, diversas vezes ao dia.
Como auxiliar no aumento do fluxo urinário, atuando como adjuvante no tratamento de queixas menores do trato urinário, desde que situações graves tenham sido descartadas por um médico. Como auxiliar no tratamento local de pequenas lesões cutâneas superficiais (FFFB3).
- Infusão: 3g (1 colher de sopa) em 150ml (xícara de chá). Utilizar 2 a 4 vezes ao dia.
Diurético; afecções dos rins e da bexiga; eliminador do ácido úrico: coloque 1 colher (sopa) do caule bem picado, em 1 xícara (chá) de água em fervura. Ferva por 10 minutos. Abafe, deixe descansando por 15 minutos e coe. Tome 1 xícara (chá), 2 vezes ao dia. Para crianças dar somente metade da dose. Observar que não deve ser tomado após as 17:00 h.
Hemorragias nasais: coloque 1 colher (sopa) do caule fatiado em 1 copo de água em fervura. Deixe ferver por 5 minutos e coe. Tome a metade do copo. Com o restante do líquido faça lavagens locais, aspirando e assoando o nariz, até desaparecer o derramamento de sangue.
Calcificante nas fraturas: coloque 4 colheres (sopa) do caule fatiado em 1 litro de água em fervura. Deixe ferver por 5 minutos e coe. Tome aos goles durante o dia. Anemia: em 1 xícara (chá), coloque 1 colher (sopa) de caule fatiado e adicione água fervente. Abafe, espere esfriar e coe. Tome 1 xícara (chá), 2 vezes ao dia.
Quais as contraindicações e efeitos adversos da planta Equisetum arvense?
Contraindicações:O uso é contraindicado para pessoas que apresentem hipersensibilidade aos componentes da formulação. Também é contraindicado durante a gestação, lactação e para crianças menores de 12 anos, devido à ausência de dados suficientes que comprovem a segurança nessas situações. Não é recomendado para indivíduos com condições clínicas que exijam restrição da ingestão de líquidos, como insuficiência cardíaca grave, insuficiência renal grave ou obstrução das vias urinárias. O uso concomitante com diuréticos sintéticos não é recomendado. Produtos obtidos a partir da planta devem ser submetidos a testes que descartem adulteração por Equisetum palustre ou a presença do alcaloide palustrina, não devendo ser utilizados quando houver resultado positivo para esses contaminantes.
Por via oral, podem ocorrer desconforto gastrointestinal e reações alérgicas. Quando utilizado externamente, o produto pode provocar reações alérgicas, incluindo rash cutâneo e edema facial. O uso excessivo pode ocasionar deficiência de vitamina B1 (tiamina), enquanto o uso prolongado pode levar à hipocalemia.
Notas do Especialista:
Caso os sintomas persistam por mais de uma semana, recomenda-se a consulta médica. Tradicionalmente, preparações destinadas ao aumento do fluxo urinário são utilizadas por períodos de duas a quatro semanas. Para formas farmacêuticas diferentes de chás, deve-se garantir ingestão adequada de líquidos durante o tratamento. O paciente deve procurar assistência médica caso ocorram febre, disúria, cólicas, hematúria ou infecções cutâneas durante o uso do produto. Há relatos de possível inibição da enzima CYP1A2, o que pode alterar o metabolismo de determinados medicamentos. Também pode ocorrer interação com digitálicos e outros glicosídeos cardiotônicos em razão da perda de potássio associada ao efeito diurético. Não devem ser utilizadas doses superiores às recomendadas e, diante do aparecimento de qualquer evento adverso, o tratamento deve ser interrompido e um médico consultado.
Referências Bibliográficas:
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- BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira. 3. ed. Brasília: Anvisa. 2026.
- BRASIL. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução RDC nº 10, de 9 de março de 2010. Dispõe sobre a notificação de drogas vegetais junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e dá outras providências. Brasília, DF, 10 mar. 2010.
- LORENZI, H.; MATOS, F. J. A. Plantas medicinais no Brasil. Nativas e exóticas. 2. ed. Nova Odessa: Instituto Plantarum, 2008.
- MAIA, Eduardo. Chás medicinais: utilização segura e eficaz. 2. ed. Maringá: UICLAP, 2024.
- MARINGÁ. Guia fitoterápico. Maringá: [Secretaria de Saúde], 2001.
- MEMENTO TERAPÊUTICO FITOTERÁPICO - Farmácia verde - Ipatinga, 2000.
- MILLS, S.; BONE, K. The essential guide to herbal safety. St. Louis: Elsevier, 2004.
- PANIZZA, S. Plantas que curam: cheiro de mato. São Paulo: IBRASA, 1998.
- SAAD, G. A. et al. Fitoterapia Contemporânea: tradição e ciência na prática clínica. 2. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2016.
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