Eugenia uniflora L.

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Família Botânica:
Myrtaceae.

Nomes Populares:

Pitangueira, ibipitanga, pitanga-branca, pitanga-do-mato, pitanga-rósea, pitanga-roxa, pitangueira, pitangueira-vermelha, ubipitanga, ginja, jinja


Descrição Botânica:

Arbusto ou árvore semidecídua, de 4 a 10 m de altura, rizomatosa, copa estreita, de tronco liso de cor pardo-clara. Folhas simples, cartáceas, de 3-7 cm de comprimento, com aroma característico quando amassadas. Flores de cor branca, solitárias ou em grupos de 2-3 nas axilas e nas extremidades dos ramos. Frutos do tipo drupa, globosos e sulcados, brilhantes e de cor vermelha, amarela ou preta, com polpa carnosa e agridoce, contendo 1 a 2 sementes. As raízes (rizomas) têm a propriedade de rebrotar sob a árvore, produzindo verdadeiras touceiras. É nativa do Brasil desde o Planalto Meridional até as restingas litorâneas do Nordeste até o Sul. É amplamente cultivada em pomares domésticos de todo o Brasil para produção de frutos.


Fitoquímica:

Flavonoides (quercetina, miricetrina, miricetina, quercetina-3-O-α-Lramnopiranosídeo, canferol 3-0-α-L-ramnopiranosídeo, miricetina-3-α-c-Lramnopiranosídeo e miricetina-3-0-(2"-O-galoil)-α-L-ramnopiranosídeo), antocianidinas, terpenoides (β-sitosterol, ácido betulínico, centelosídeo C), glicosideos (actinidioionosídeo, roseosideo) óleo essencial (β-pineno, α-felandreno, cimeno, ocimeno, linalool, anetol, limoneno, cineol, pulegona, furanodieno, furanoelemeno, β-elemeno, α-cardinol, germacrona, β-cariofileno etc.), ácidos graxos, sesquiterpenoides (germacreno A, B e D, viridiflorol, epi-α-cadinol, cubenol) e taninos (oenoteína B, eugeniflorina D2 e camptotina A). Estudos indicam que as cores dos frutos influenciam a composição e o teor dos constituintes do óleo essencial das folhas de pitanga, o que também pode ser observado nas diferentes épocas do ano.


Marcador Químico:

Informação não encontrada na literatura citada.


Alegações:

Diarreia não infecciosa, resfriado, febre, hipertensão arterial, diurética.


Parte Utilizada:
Folhas.

Via de Administração:
Oral.

Uso:
Adulto.

Posologia Recomendada:

Infusão: 3g (1 colher de sopa) em 150 mL (xícara chá). Utilizar 1 cálice (30 ml) após a evacuação em no máximo 10 vezes ao dia.


Formulações Caseiras:

Diarreias infantis, verminoses: febres infantis: em 1 copo, coloque 1 colher (sopa) de folhas fatiadas e adicione agua fervente. Abafe por 10 minutos e coe. Tome 1/2 ou 1 copo, após cada evacuação.

Bronquites; tosses; febres: em 1 xícara (café), coloque 1 colher (sopa) de folhas fatiadas e adicione água fervente. Abafe por 10 minutos, Coe e acrescente 2 xícaras (café) de açúcar cristal. Leve ao fogo até dissolver o açúcar. Espere esfriar. Tome 1 colher (sopa), 2 a 3 vezes ao dia. Para crianças dar somente metade da dose.

Bronquites; tosses; febres; verminoses; hipertensão arterial; ansiedade: coloque 2 colheres (sopa) de folhas fatiadas em 1 xícara (chá) de álcool de cereais a 70%. Deixe em maceração por 7 dias e coe. Tome 10 gotas ou 1 colher (café), diluído em um pouco de água, 2 vezes ao dia.

Pele oleosa (rosto): coloque 1 colher (sopa) de folhas fatiadas em 1 xícara (chá) de água em fervura. Deixe ferver por 5 minutos e coe. Espere esfriar e adicione o suco de 1/2 limão e 3 gotas de própolis. Misture bem. À noite, lave o rosto, enxugue e aplique, com um chumaço de algodão. Deixe agir durante a noite toda.


Segurança e Restrições:
Contraindicações:

Informação não encontrada na literatura citada.

Efeitos Adversos Possíveis:

Informação não encontrada na literatura citada.


Notas do Especialista:

O nome pitanga provém do tupi pitag, que significa vermelho.


Referências Bibliográficas:

ALONSO, 2004. BRASIL, 2010a. PANIZZA S, 1998. LORENZI, H. & MATOS, FJA., 2008. SAAD, G. A. et al., 2016.


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