Glycyrrhiza glabra L.

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Foto detalhada da planta medicinal Glycyrrhiza glabra

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Resumo:

Glycyrrhiza glabra é uma planta medicinal da família Fabaceae (Leguminosae).. Tosses, gripes, resfriados, asma e bronquite: como expectorante e antiinflamatório das vias respiratórias em gripes e resfriados acompanhados de inflamação das mucosas, secreção e tosse. Alergia respiratória: como expectorante e anti-inflamatório das vias respiratórias em bronquite com tosse e expectoração. Úlcera péptica e gastrite: como medicamento auxiliar para reforçar a barreira mucosa Seu uso principal é por via de administração: Oral.. Suas contraindicações são: Não deve ser utilizado na gravidez e pessoas com hipertensão arterial, hiperestrogenismo e diabetes, cirrose hepática e insuficiência renal.
Especificações Técnicas da Planta
Família Botânica Fabaceae (Leguminosae).
Parte Utilizada Raiz.
Marcador Químico <p>Extrato seco padronizado de Glycyrrhiza glabra com 3% de glicirrizina e 5% de saponinas triterpênicas.</p>
Via de Administração Oral.
Indicação de Uso Adulto.

Quais os nomes populares da planta Glycyrrhiza glabra?

Alcaçuz, glicirriza, pau-doce, raiz-doce, madeira-doce.


Descrição Botânica:

É uma erva perene, com altura em torno de 1 metro e rizoma grosso. As folhas são pinadas, com 4-7 pares de folhetos, de formato oval. As flores são espigas axilares e de coloração violeta. As estruturas florais e frutos desta família representam o modo de polinização cruzada, principalmente resultando em variabilidade da prole em gerações sucessivas. Apenas o rizoma da planta é utilizado com finalidade farmacológica.


Quais são os principais compostos químicos da planta Glycyrrhiza glabra?

A raiz contém saponinas triterpenoídicas penta cíclicas (classes α e β-amirina) que são consideradas os principais componentes, e apresentam um teor variável de 4 a 20%. Várias saponinas são citadas: ácido liquirítico, ácido licórico, ácido botulínico, ácido 18-βglicérico, mas a predominante é a glicirrizina, que quando hidrolisada libera o ácido glicirrízico (conhecido também como ácido glicirretínico) que é 50 vezes mais doce do que o açúcar. Contém ainda isoflavonoides (glabridina, galbrena, glabrona, shinpterocarpina, licoisoflavonas A e B, formononetina, glizarina, kumatakenina, hispaglabridina A, hispaglabridina B, 4-O-metilglabridina, 3- hidroxi- 4-O-metilglabridina), flavonoides (liquiritina rhamnoliquiritina, neoliquiritina, liquiritigenina) e chalconas (isoliquiritina, isoliquiritigenina, neoisoliquiritina, licurasídeo, glabrolideo e licoflavonol) - responsáveis pela cor amarela da raiz - sais minerais (cálcio, potássio e magnésio), cumarinas (umbeliferona, hernianina, glicirrina, licumarina, glicicumarina, licopiracumarina), esteróis (β-sitosterol, estigmasterol, di-hidrostigmasterol), óleo essencial, glicose, sacarose, amido, princípios amargos, albumina, aspargina, resina e goma.


Para que serve a planta Glycyrrhiza glabra?

Tosses, gripes, resfriados, asma e bronquite: como expectorante e antiinflamatório das vias respiratórias em gripes e resfriados acompanhados de inflamação das mucosas, secreção e tosse.

Alergia respiratória: como expectorante e anti-inflamatório das vias respiratórias em bronquite com tosse e expectoração.

Úlcera péptica e gastrite: como medicamento auxiliar para reforçar a barreira mucosa


Como preparar e utilizar a planta Glycyrrhiza glabra?

Informação não encontrada na literatura citada.


Quais as contraindicações e efeitos adversos da planta Glycyrrhiza glabra?

Contraindicações:

Não deve ser utilizado na gravidez e pessoas com hipertensão arterial, hiperestrogenismo e diabetes, cirrose hepática e insuficiência renal.

Efeitos Adversos Possíveis:

Possível quadro de pseudoaldosteronismo por ação mineralocorticóide (caracterizado por retenção de sódio, cloro e água, edema, hipertensão arterial e ocasionalmente mioglobinúria). 


Notas do Especialista:

Deve haver cautela ao associar com anticoagulantes, corticóides e antiinflamatórios. Recomenda-se que o uso contínuo não ultrapasse 6 semanas sem que haja avaliação médica.


Referências Bibliográficas:

ALONSO, 1998. GARCIA, 1999. SAAD, G. A. et al. 2016. BRASIL, 2010a. VIBHA et al., 2009.


Farmacêutico Fitoterapeuta Eduardo Maia
Esta monografia foi revisada por:
EDUARDO MAIA
Farmacêutico Fitoterapeuta

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