Lippia sidoides Cham.

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Família Botânica:
Verbenaceae.

Nomes Populares:

 Alecrim-pimenta, alecrim-do-nordeste, estrepa-cavalo, alecrim-bravo.


Descrição Botânica:

Grande arbusto caducifólio, ereto, muito ramificado e quebradiço, de 2-3 m de altura, próprio da vegetação do semiárido nordestino. Folhas muito aromáticas e picantes, simples, pecioladas, de 2-3 cm de comprimento. Flores pequenas, esbranquiçadas, reunidas em espigas de eixo curto nas axilas das folhas. Frutos do tipo aquênio extremamente pequenos, cujas sementes raramente germinam. Pode ser multiplicada por estaquia usando-se, de preferência, os ramos mais finos. As mudas devem ser plantadas depois de bem enraizadas (1 2 meses), com espaçamento de 3 a 4 m. Evitar excesso de água durante a rega, pois a planta é, originalmente da caatinga. Após sua introdução nos programas de fitoterapia em atenção primária de saúde, passou a ser cultivada em vários Estados. O seu cultivo no Sul e Sudeste em solos de alta fertilidade produz plantas com folhas muito maiores.


Fitoquímica:

 A análise fotoquímica das folhas registra até 4 % de óleo essencial, que contém mais de 60 % de timol ou uma mistura de timol e carvacrol, dois terpenos fenólicos dotados de fortíssima atividade antimicrobiana contra Staphylococcus aureus, que causa infecções na pele e na garganta, Streptococcus mutans responsável pela cárie dentária, Corynebacterium xerosis causador do mau cheiro nas axilas e nos pés. Candida albicans ou Monilia encontrada nas aftas e no corrimento vaginal, além de agentes causadores de micoses na pele. Trichophytum rubrum e Trichophytum interdigitale. Dentre seus componentes químicos fixos identificados no extrato alcoólico das folhas do caule, estão flavonoides e quinonas contribuem para a sua ação anti-séptica.


Marcador Químico:

Informação não encontrada na literatura citada.


Alegações:

Inflamações da boca e garganta, como anti-séptico.


Parte Utilizada:
Folhas.

Via de Administração:
Tópico: Gargarejos, bochechos e lavagens.

Uso:
Adulto.

Posologia Recomendada:

Infusão: 2 a 3g (2 a 3 colheres de chá) em 150 ml (xícara de chá). Aplicar de 2 a 3 vezes ao dia.


Formulações Caseiras:

Uma tintura caseira, de longa duração, pode ser preparada em um frasco de boca larga cheio das folhas ao qual se junta álcool até a metade e água para acabar de encher, filtra-se depois de 3 ou mais dias para outro frasco, rotula-se e guarda-se.

O óleo essencial tem forte atividade contra o principal agente causador da cárie dental - a bactéria Streptococcus mutans, podendo ser usada como medicação anticárie preventiva na forma de creme dental e enxaguatório bucal preparados com o óleo. O óleo essencial pode ser adicionado à produtos cosméticos como anti-séptico contra a mucroflora cutânea.

O tratamento de águas para eliminação dos vetores da esquistossomose e da dengue é outro tipo de aplicação que pode ser feito com esta planta e seu óleo essencial. Folhas, flores e frutos secos e triturados constituem excelente mistura para tempero de carnes e pizzas que pode ser usado no lugar do tomilho (Thymus vulgaris quimiotipo thymolifera).


Segurança e Restrições:
Contraindicações:

Informação não encontrada na literatura citada.

Efeitos Adversos Possíveis:

Informação não encontrada na literatura citada.


Notas do Especialista:

Não deve ser usado em inalações devido à ação irritante dos vapores. Não engolir o produto após o bochecho e gargarejo.


Referências Bibliográficas:

GILBERT et al, 2005. MATOS, 1997a. MATOS, 1998. MATOS, 2000. VIANA et al, 1998. LORENZI, H. & MATOS, FJA., 2008. BRASIL, 2010a.


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