Malva sylvestris L.

84 visualizações
Foto detalhada da planta medicinal Malva sylvestris

Compartilhe este guia

Resumo:

Malva sylvestris é uma planta medicinal da família Malvaceae. Afecções respiratórias como expectorante (RDC 10/2010);Uso Oral - Infusão: Utilizar 2 g (1 colheres de sobremesa) em 150 ml (xícara de chá). Tomar 1 xícara de chá 4 vezes ao dia.Contusões e dos processos inflamatórios da boca e garganta (RDC 10/2010);Uso Tópico - Infusão: Utilizar 6 g (2 colheres de sopa) em 150 ml (xícara de chá). Aplicar de 3 a 4 vezes ao dia. Como auxiliar no tratamento sintomático da inflamação cutânea e orofaríngea, e como antisséptico para a cavidade oral (FFFB3);Infusão:Utilizar de 4,5 a 7,5 g (Folha e/ou flor) para cada 150 mL de água.Preparar por decocção, durante 15 minutos, considerando a proporção indicada na fórmula. Deve ser utilizada a droga vegetal rasurada.Após higienização, aplicar o decocto com auxílio de algodão sobre o local afetado (embrocação), três vezes ao dia. Fazer bochechos ou gargarejos três vezes ao dia Seu uso principal é por via de administração: Oral e Tópico. Suas contraindicações são: O uso é contraindicado para pessoas que apresentam hipersensibilidade aos componentes da formulação. Caso os sintomas persistam durante o tratamento, um médico deverá ser consultado. O uso também é contraindicado durante a gestação, lactação e para menores de 18 anos, devido à ausência de dados suficientes que comprovem sua segurança. Não utilizar em doses superiores às recomendadas. Em caso de aparecimento de reações alérgicas ou outros eventos adversos, suspender o uso do produto e procurar orientação médica.
Especificações Técnicas da Planta
Família Botânica Malvaceae
Parte Utilizada Folhas e flores
Via de Administração Oral e Tópico
Indicação de Uso Adulto

Quais os nomes populares da planta Malva sylvestris?

Malva, malva-alta, malva-de-botica, malva-grande, malva-maior, malvarosa, malva-selvagem, malva-silvestre, malva-verde, rosa-chinesa, rosa-marinha.


Descrição Botânica:

Planta herbácea, bianual ou perene, ereta ou decumbente, ramos com casca fibrosa, de 40-70 cm de altura, nativa da Europa e ocasionalmente cultivada no sul do Brasil. Folhas simples, com nervação palmada, de margens lobadas e irregularmente serreadas, revestidas de pelos ásperos, de 7-15 cm de comprimento. Flores vistosas de cor púrpura ou vários tons de rósea, dispostas solitariamente nas axilas foliares, Os frutos são aquênios discóides semelhantes aos das nossas "guanxumas". Ocorre no Brasil a espécie Malva parviflora L., com características e nomes populares um tanto semelhantes a esta e, ocasionalmente empregada como substituto. 


Quais são os principais compostos químicos da planta Malva sylvestris?

A análise fotoquímica registrou a presença de 10 a 20% de mucilagem, acompanhada de menores quantidades de caroteno, vitaminas C e do complexo B. As sementes secas contêm 18 a 25% de proteínas e cerca de 35% de gordura. 


Para que serve a planta Malva sylvestris?

Afecções respiratórias como expectorante (RDC 10/2010);

  • Uso Oral - Infusão:
    Utilizar 2 g (1 colheres de sobremesa) em 150 ml (xícara de chá).
    Tomar 1 xícara de chá 4 vezes ao dia.

Contusões e dos processos inflamatórios da boca e garganta (RDC 10/2010);

  • Uso Tópico - Infusão:
    Utilizar 6 g (2 colheres de sopa) em 150 ml (xícara de chá).
    Aplicar de 3 a 4 vezes ao dia. 

Como auxiliar no tratamento sintomático da inflamação cutânea e orofaríngea, e como antisséptico para a cavidade oral (FFFB3);

  • Infusão:
    Utilizar de 4,5 a 7,5 g (Folha e/ou flor) para cada 150 mL de água.
    Preparar por decocção, durante 15 minutos, considerando a proporção indicada na fórmula. Deve ser utilizada a droga vegetal rasurada.
    Após higienização, aplicar o decocto com auxílio de algodão sobre o local afetado (embrocação), três vezes ao dia. Fazer bochechos ou gargarejos três vezes ao dia

Como preparar e utilizar a planta Malva sylvestris?


Quais as contraindicações e efeitos adversos da planta Malva sylvestris?

Contraindicações:

O uso é contraindicado para pessoas que apresentam hipersensibilidade aos componentes da formulação. Caso os sintomas persistam durante o tratamento, um médico deverá ser consultado.

O uso também é contraindicado durante a gestação, lactação e para menores de 18 anos, devido à ausência de dados suficientes que comprovem sua segurança. Não utilizar em doses superiores às recomendadas. Em caso de aparecimento de reações alérgicas ou outros eventos adversos, suspender o uso do produto e procurar orientação médica.

Efeitos Adversos Possíveis:

Em estudos experimentais realizados em animais foram observados espasmos musculares após o uso da planta (ALONSO, 2007).

Além disso, podem ocorrer reações alérgicas em indivíduos sensíveis aos componentes da formulação.


Notas do Especialista:

O possível comprometimento da absorção de nutrientes e medicamentos está relacionado à elevada quantidade de fibras e mucilagens presentes na planta, motivo pelo qual é recomendado manter intervalo entre sua administração e a de outros medicamentos ou suplementos.


Referências Bibliográficas:

  • ALONSO, J. Tratado de Fitofármacos y Nutracéuticos. Rosário: Corpus, 2007.
  • BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira. 3. ed. Brasília: ANVISA, 2026.
  • CARVALHO, A. C. B.; SILVEIRA, D. Drogas vegetais: uma antiga nova forma de utilização de plantas medicinais. Brasília Médica, v. 47, p. 218-236, 2010.
  • MAIA, E. Chás medicinais: utilização segura e eficaz. 2. ed. Maringá: UICLAP, 2024. 400 p.
  • SIMÕES, C. M. O.; MENTZ, L. A.; SCHENKEL, E. P.; IRGANG, B. E.; STEHMANN, J. R. Plantas da Medicina Popular no Rio Grande do Sul. 5. ed. Porto Alegre: Editora UFRGS, 1998.
  • VANACLOCHA, B.; CAÑIGUERAL, S. Fitoterapia: Vademécum de Prescripción. 4. ed. Barcelona: Masson, 2006.
  • WICHTL, M. (Ed.). Herbal Drugs and Phytopharmaceuticals: A Handbook for Practice on a Scientific Basis. 3. ed. Stuttgart: Medpharm Scientific Publishers, 2004.

Farmacêutico Fitoterapeuta Eduardo Maia
Esta monografia foi revisada por:
EDUARDO MAIA
Farmacêutico Fitoterapeuta

Seja nossa(o) Fitoaluna(o) e utilize a Fitoteca Premium!

Libere recursos extras exclusivos, como vídeo-aulas completas sobre a planta e acesso a formulações magistrais.

Ver exemplo
Voltar à Fitoteca