Melissa officinalis L.

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Foto detalhada da planta medicinal Melissa officinalis

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Resumo:

Melissa officinalis é uma planta medicinal da família Labiatae (Lamiaceae).. Cólicas abdominais. Quadros leves de ansiedade e insônia, como calmante suave.  Seu uso principal é por via de administração: Oral.. Suas contraindicações são: Não deve ser utilizado por pessoas com hipotiroidismo (redução da função da tireóide).
Especificações Técnicas da Planta
Família Botânica Labiatae (Lamiaceae).
Parte Utilizada Sumidades floridas.
Marcador Químico <p>Informação não encontrada na literatura citada.</p>
Via de Administração Oral.
Indicação de Uso Adulto.

Quais os nomes populares da planta Melissa officinalis?

Erva-cidreira, melissa, cidreira, cidreira-verdadeira, cidrilha, melitéia, chá-da-frança, limonete, citronla-menor, melissa-romana, erva-luísa, salva-do-brasil, cháde-tabuleiro.


Descrição Botânica:

Herbácea perene, aromática, ramificada desde a base, ereta ou de ramos ascendentes, de 30-60 cm de altura, nativa da Europa e Ásia e cultivada no Brasil. Folhas membranáceas, rugosas, de 3-6 cm de comprimento. Flores de cor creme, dispostas em racemos axilares, produzidas apenas nas regiões de altitude do Sul. Multiplica-se por estacas e sementes.


Quais são os principais compostos químicos da planta Melissa officinalis?

Na sua composição química é registrada a presença de óleo essencial rico em citral, citronelal, citronelol, limoneno, linalol e geraniol, taninos, ácidos triterpenóides, flavonoides, mucilagens, resinas substâncias amargas, bem como glicosídeos dos álcoois presentes no óleo essencial. A composição do seu óleo essencial é semelhante, até certo ponto, ao de um dos quimiotipos de Lippia alba.


Para que serve a planta Melissa officinalis?

Cólicas abdominais. Quadros leves de ansiedade e insônia, como calmante suave. 


Como preparar e utilizar a planta Melissa officinalis?

Dores de cabeça; digestiva; cólicas intestinais; ansiedade; nervosismo: em 1 xícara (chá), coloque 1 colher (sobre mesa) de folhas e ramos frescos ou se cos, bem picados e adicione água fervente. Abafe, espere amornar e coe. Tome 1 xícara (chá) pela manhã e outra à noite.

Calmante; insônia: em 1 xícara (chá), coloque 1 colher (sopa) de folhas e ramos frescos ou secos, 1 colher (sobre mesa) de camomila e 1 pedaço de casca de laranja ou de limão, e adicione água fervente. Abafe durante 10 minutos e coe. Tome 1 xícara (chá) à noite, 30 minutos antes de dormir.

Tônico para a pele cansada do rosto: em um recipiente, coloque 3 colheres (sopa) de folhas e ramos florais, 1 colher (sopa) de alfazema e 1 colher (sopa) de camomila e adicione 1 xícara (chá) de álcool a 50%. Misture bem. Deixe em maceração por 10 dias, em recipiente bem fechado e coe. Aplique com um chumaço de algodão, antes de dormir ou quando estiver com a aparência cansada.

Banho relaxante: coloque 5 colheres (sopa) de folhas e ramos florais picados em 1/2 litro de água em fervura. Desligue o fogo, espere amornar e coe. Adicione à água morna do banho. Faça banho de imersão por 15 minutos, antes de dormir. Após o banho não enxugue, coloque somente uma toalha de proteção ao corpo


Quais as contraindicações e efeitos adversos da planta Melissa officinalis?

Contraindicações:

Não deve ser utilizado por pessoas com hipotiroidismo (redução da função da tireóide).

Efeitos Adversos Possíveis:

Utilizar cuidadosamente em pessoas com pressão baixa.


Notas do Especialista:

O uso de compressas das folhas nas mamas das gestantes, melhora a lactação e evita o entupimento mamário. Não deve ser confundida com a espécie capim-limão, a qual pertence ao gênero botânico Cymbopogon, ou com a espécie erva-cidreira-brasileira, a qual pertence ao gênero botânico Lippia.

É utilizada como aromatizante na culinária e em licores. Suas flores atraem um grande número de abelhas e outros insetos, que nelas encontram néctar em abundância.

No Brasil, é raro o surgimento das flores.


Referências Bibliográficas:

GARCIA et al, 1999. MATOS, 2000. PROPLAM, 2004. SIMÕES et al. 1998. WICHTL, 2003. MILLS & BONE, 2004. ALONSO, 1998. LORENZI, H. & MATOS, FJA., 2002. SAAD, G. A. et al. 2016. PANIZZA S, 1998. BRASIL, 2010a.


Farmacêutico Fitoterapeuta Eduardo Maia
Esta monografia foi revisada por:
EDUARDO MAIA
Farmacêutico Fitoterapeuta

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