Mikania glomerata  Spreng.

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Foto detalhada da planta medicinal Mikania glomerata

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Resumo:

Mikania glomerata é uma planta medicinal da família Asteraceae. Gripes e resfriados, bronquites alérgica e infecciosa, como expectorante. Seu uso principal é por via de administração: Oral. Suas contraindicações são: O uso é contraindicado para pessoas com hipersensibilidade aos componentes da formulação. Durante o tratamento, caso os sintomas persistam, um médico deverá ser consultado. O uso é contraindicado durante a gestação, lactação e para menores de 18 anos, devido à ausência de dados suficientes que comprovem a segurança nessas situações (ALONSO, 2007). A preparação na forma de tintura também é contraindicada para alcoolistas e diabéticos, em razão do teor alcoólico da formulação.
Especificações Técnicas da Planta
Família Botânica Asteraceae
Parte Utilizada Folhas
Marcador Químico <p>Cumarinas.</p>
Via de Administração Oral
Indicação de Uso Adulto e Infantil

Quais os nomes populares da planta Mikania glomerata ?

Guaco, cipó-almecega-cabeludo, cipó-catinga, cipó-sucuriju, coração-dejesus, erva-cobre, erva-das serpentes, erva-de-cobra, erva-de-sapo, erva-dutra, guaco-decheiro, guaco-liso, guaco-trepador, uaco, guapo


Descrição Botânica:

Trepadeira sub-lenhosa, de grande porte, perene, com folhas obtusas na base, de forma quase deltoide, de cor verde escura e semitorcida, com três nervuras destacadas, carnosa-coriacea, presas duas a duas ao longo de ramos volúveis. Flores reunidas em capítulos congestos, resultado em fruto do tipo aquênio. É nativa do sul do Brasil, contudo, pela popularidade de seu uso medicinal, vem sendo cultivada em vários outros estados, inclusive no Ceará, onde nunca apresenta flores


Quais são os principais compostos químicos da planta Mikania glomerata ?

Contém cumarinas (1,2-benzopirona), taninos, óleo essencial com destaque para di-terpenos tipo caurano (ácido caurenoico) e sesquiterpenos, glicosídeos (guacosídeo), frie delina, β-sitosterol, estigmasterol, ácido benzoico (precursor do ácido salicílico) princípio amargo (guacina), saponinas, taninos hidrolisáveis e resinas.


Para que serve a planta Mikania glomerata ?

Gripes e resfriados, bronquites alérgica e infecciosa, como expectorante.


Como preparar e utilizar a planta Mikania glomerata ?

Gripes e resfriados, bronquites alérgica e infecciosa, como expectorante (RDC 10/2010);

  • Infusão ou Decocção: 
    Utilizar 3 g (1 colher de sopa) das folhas para cada 150 mL (xícara de chá) de água.
    Tomar uma xícara de chá, três vezes ao dia.

Alívio sintomático de afecções produtivas das vias aéreas superiores (FFFB3):

  • Infusão ou Decocção: 
    Utilizar de 2 a 3 g das folhas secas e rasuradas para cada 150 mL de água.
    Preparar por infusão ou decocção, considerando a proporção indicada na fórmula.
    Tomar 150 mL do infuso ou decocto, logo após o preparo, três vezes ao dia.

Estados gripais; febres; catarro bronquial; asma brônquica; anti-séptico das vias respiratórias; reumatismo: em 1 xícara (chá), coloque 1 colher (sopa) de folha fresca picada e adicione água fervente. Abafe por 10 minutos e coe. Tome 1 xícara (chá), 2 vezes ao dia.

Tosses rebeldes: coloque 2 colheres (sopa) de folhas frescas picadas em 1 xícara (café) de água em fervura. Deixe ferver por 5 minutos. Coe e acrescente 2 xícaras (café) de açúcar cristal. Leve novamente ao fogo brando, até o açúcar derreter. Tome 1 colher (sopa), de 2 a 3 vezes ao dia. Para crianças dar somente metade da dose.

Reumatismo; varizes; afecções pulmonares: coloque 5 colheres (sopa) de folhas picadas em 1 garrafa de vinho branco. Deixe em maceração 8 dias, agitando o líquido de vez em quando e coe. Tome 1 cálice (licor), de 2 a 3 vezes ao dia.

Úlceras; feridas; cicatrizante: coloque 1 colher (sopa) de folhas frescas de guaco e 1 colher (sobremesa) de rizoma de confrei, tudo bem picado, em 1 xícara (chá) de água em fervura. Deixe ferver por 3 minutos e coe. Aplique no local afetado, com um chumaço de algodão, 3 vezes ao dia.


Quais as contraindicações e efeitos adversos da planta Mikania glomerata ?

Contraindicações:

O uso é contraindicado para pessoas com hipersensibilidade aos componentes da formulação. Durante o tratamento, caso os sintomas persistam, um médico deverá ser consultado. O uso é contraindicado durante a gestação, lactação e para menores de 18 anos, devido à ausência de dados suficientes que comprovem a segurança nessas situações (ALONSO, 2007). A preparação na forma de tintura também é contraindicada para alcoolistas e diabéticos, em razão do teor alcoólico da formulação.

Efeitos Adversos Possíveis:

Doses acima das recomendadas ou o uso prolongado do extrato de guaco podem provocar náuseas, vômitos, diarreia e taquicardia (MATOS, 2000; MATOS et al., 2001; GILBERT et al., 2005; ALONSO, 2007; CARVALHO; SILVEIRA, 2010; PEREIRA et al., 2017). Estudos experimentais em animais também demonstraram a ocorrência de quadros hemorrágicos após o uso da espécie (GUPTA, 1995).


Notas do Especialista:

É um vegetal de grande uso na medicina caseira, sendo um remédio da família brasileira, mas não pode ser utilizado por mulheres com menstruação abundante, pois provoca o aumento do fluxo menstrual.
O tratamento não deve ultrapassar 15 dias consecutivos, podendo ser repetido, se necessário, após intervalo mínimo de cinco dias (PEREIRA et al., 2017).
Não utilizar em doses superiores às recomendadas. Em caso de aparecimento de reações adversas, suspender imediatamente o uso do produto e procurar orientação médica.


Referências Bibliográficas:

  • BIESKI, I. G. C.; MARI GEMMA, C. G. Uso de Plantas Medicinais. 2005.
  • BRASIL. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira. 3. ed. Brasília: Anvisa, 2026. Disponível em: Biblioteca Digital Anvisa.
  • GILBERT, B. et al. Plantas Medicinais no Brasil. 2005.
  • GUPTA, M. P. et al. 270 Plantas Medicinales Iberoamericanas. Bogotá: CYTED-SECAB, 1995.
  • LORENZI, H.; MATOS, F. J. A. Plantas Medicinais no Brasil: nativas e exóticas. Nova Odessa: Instituto Plantarum, 2002.
  • LUZ NETTO. Uso de Fitoterápicos. 1998.
  • MAIA, Eduardo. Chás medicinais: utilização segura e eficaz. 2. ed. Maringá: UICLAP, 2024. 400 p.
  • MATOS, F. J. A. As Plantas das Farmácias Vivas. Fortaleza: UFC Edições, 1997a.
  • MATOS, F. J. A. Farmácias Vivas. 3. ed. Fortaleza: UFC Edições, 1998.
  • MATOS, F. J. A. et al. Plantas Medicinais: Guia de Uso. 2001.
  • PANIZZA, S. Plantas que Curam: Cheiro de Mato. 1998.
  • PREFEITURA DE IPATINGA. Manual de Fitoterapia. Ipatinga: Secretaria de Saúde, 2000.
  • PREFEITURA DE MARINGÁ. Guia Prático de Plantas Medicinais. Maringá: Secretaria de Saúde, 2001.
  • PROPLAM. Programa de Plantas Medicinais. 2004.
  • SAAD, G. A. et al. Fitoterapia Contemporânea: Tradição e Ciência na Prática Clínica. 2. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2016.
  • VIANA, G. S. B. et al. Fitoterapia e Saúde. 1998.

Farmacêutico Fitoterapeuta Eduardo Maia
Esta monografia foi revisada por:
EDUARDO MAIA
Farmacêutico Fitoterapeuta

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