Mikania glomerata Spreng.
Compartilhe este guia
Resumo:
Mikania glomerata é uma planta medicinal da família Asteraceae. Gripes e resfriados, bronquites alérgica e infecciosa, como expectorante. Seu uso principal é por via de administração: Oral. Suas contraindicações são: Pode interagir com anti-inflamatórios não-esteroidais.| Especificações Técnicas da Planta | |
|---|---|
| Família Botânica | Asteraceae |
| Parte Utilizada | Folhas |
| Marcador Químico | <p>Cumarinas.</p> |
| Via de Administração | Oral |
| Indicação de Uso | Adulto e Infantil |
Quais os nomes populares da planta Mikania glomerata ?
Guaco, cipó-almecega-cabeludo, cipó-catinga, cipó-sucuriju, coração-dejesus, erva-cobre, erva-das serpentes, erva-de-cobra, erva-de-sapo, erva-dutra, guaco-decheiro, guaco-liso, guaco-trepador, uaco, guapo
Descrição Botânica:
Trepadeira sub-lenhosa, de grande porte, perene, com folhas obtusas na base, de forma quase deltoide, de cor verde escura e semitorcida, com três nervuras destacadas, carnosa-coriacea, presas duas a duas ao longo de ramos volúveis. Flores reunidas em capítulos congestos, resultado em fruto do tipo aquênio. É nativa do sul do Brasil, contudo, pela popularidade de seu uso medicinal, vem sendo cultivada em vários outros estados, inclusive no Ceará, onde nunca apresenta flores
Quais são os principais compostos químicos da planta Mikania glomerata ?
Contém cumarinas (1,2-benzopirona), taninos, óleo essencial com destaque para di-terpenos tipo caurano (ácido caurenoico) e sesquiterpenos, glicosídeos (guacosídeo), frie delina, β-sitosterol, estigmasterol, ácido benzoico (precursor do ácido salicílico) princípio amargo (guacina), saponinas, taninos hidrolisáveis e resinas.
Para que serve a planta Mikania glomerata ?
Gripes e resfriados, bronquites alérgica e infecciosa, como expectorante.
Como preparar e utilizar a planta Mikania glomerata ?
Alívio sintomático de afecções produtivas das vias aéreas superiores (FFFB3):
- Infusão: Utilizar de 2 a 3 g das folhas secas e rasuradas para cada 150 mL de água. Preparar por infusão ou decocção, considerando a proporção indicada na fórmula. Tomar 150 mL do infuso ou decocto, logo após o preparo, três vezes ao dia.
Estados gripais; febres; catarro bronquial; asma brônquica; anti-séptico das vias respiratórias; reumatismo: em 1 xícara (chá), coloque 1 colher (sopa) de folha fresca picada e adicione água fervente. Abafe por 10 minutos e coe. Tome 1 xícara (chá), 2 vezes ao dia.
Tosses rebeldes: coloque 2 colheres (sopa) de folhas frescas picadas em 1 xícara (café) de água em fervura. Deixe ferver por 5 minutos. Coe e acrescente 2 xícaras (café) de açúcar cristal. Leve novamente ao fogo brando, até o açúcar derreter. Tome 1 colher (sopa), de 2 a 3 vezes ao dia. Para crianças dar somente metade da dose.
Reumatismo; varizes; afecções pulmonares: coloque 5 colheres (sopa) de folhas picadas em 1 garrafa de vinho branco. Deixe em maceração 8 dias, agitando o líquido de vez em quando e coe. Tome 1 cálice (licor), de 2 a 3 vezes ao dia.
Úlceras; feridas; cicatrizante: coloque 1 colher (sopa) de folhas frescas de guaco e 1 colher (sobremesa) de rizoma de confrei, tudo bem picado, em 1 xícara (chá) de água em fervura. Deixe ferver por 3 minutos e coe. Aplique no local afetado, com um chumaço de algodão, 3 vezes ao dia.
Quais as contraindicações e efeitos adversos da planta Mikania glomerata ?
Contraindicações:Pode interagir com anti-inflamatórios não-esteroidais.
A utilização pode interferir na coagulação sanguínea. Doses acima da recomendada podem provocar vômitos e diarreia.
Notas do Especialista:
É um vegetal de grande uso na medicina caseira, sendo um remédio da família brasileira, mas não pode ser utilizado por mulheres com menstruação abundante, pois provoca o aumento do fluxo menstrual.
Referências Bibliográficas:
- BIESKI, I. G. C.; MARI GEMMA, C. G. Uso de Plantas Medicinais. 2005.
- BRASIL. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira. 3. ed. Brasília: Anvisa, 2026. Disponível em: Biblioteca Digital Anvisa.
- GILBERT, B. et al. Plantas Medicinais no Brasil. 2005.
- GUPTA, M. P. et al. 270 Plantas Medicinales Iberoamericanas. Bogotá: CYTED-SECAB, 1995.
- LORENZI, H.; MATOS, F. J. A. Plantas Medicinais no Brasil: nativas e exóticas. Nova Odessa: Instituto Plantarum, 2002.
- LUZ NETTO. Uso de Fitoterápicos. 1998.
- MAIA, Eduardo. Chás medicinais: utilização segura e eficaz. 2. ed. Maringá: UICLAP, 2024. 400 p.
- MATOS, F. J. A. As Plantas das Farmácias Vivas. Fortaleza: UFC Edições, 1997a.
- MATOS, F. J. A. Farmácias Vivas. 3. ed. Fortaleza: UFC Edições, 1998.
- MATOS, F. J. A. et al. Plantas Medicinais: Guia de Uso. 2001.
- PANIZZA, S. Plantas que Curam: Cheiro de Mato. 1998.
- PREFEITURA DE IPATINGA. Manual de Fitoterapia. Ipatinga: Secretaria de Saúde, 2000.
- PREFEITURA DE MARINGÁ. Guia Prático de Plantas Medicinais. Maringá: Secretaria de Saúde, 2001.
- PROPLAM. Programa de Plantas Medicinais. 2004.
- SAAD, G. A. et al. Fitoterapia Contemporânea: Tradição e Ciência na Prática Clínica. 2. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2016.
- VIANA, G. S. B. et al. Fitoterapia e Saúde. 1998.
Seja nossa(o) Fitoaluna(o) e utilize a Fitoteca Premium!
Libere recursos extras exclusivos, como vídeo-aulas completas sobre a planta e acesso a formulações magistrais.
Ver exemplo