Passiflora incarnata L.

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Família Botânica:
Passifloraceae.

Nomes Populares:

Maracujá, maracujá-guaçu, maracujá-sylvestre, passiflora, flor-da-paixão. 


Descrição Botânica:

Herbácea trepadeira, pouco vigorosa, com flores perfumadas de cor branca na parte interna das pétalas e azul-clara ou rosada na corona (conjunto de filamentos da base dos órgãos sexuais). Folhas simples, alternas, profundamente trilobadas, pecioladas, serradas e finamente pubescentes, tendo nas axilas estípulas e gavinhas. Frutos ovalados, de cor verde clara com polpa branca.


Fitoquímica:

Folhas e flores de Passiflora incarnata possuem quantidades equivalentes de flavonoides totais, enquanto que estes compostos ocorrem nos caules em quantidade aproximadamente quatro vezes menor. A fração flavonoídica está sujeita a variações em seu conteúdo de acordo com a época da colheita. Os alcaloides presentes na Passiflora incarnata são do tipo indólico, derivados do anel-carbolínico. São encontrados na Passiflora incarnata os alcaloides harmana, harmol, harmina, harmalol e harmalina. A passiflorina, um alcaloide recentemente identificado com a harmana e reconhecido em diversas espécies de passifloráceas, foi o primeiro alcaloide descrito na Passiflora incarnata. A Passiflora incarnata ainda contém maltol, um derivado de benzo-carboidratos; óleos essenciais, dentre os quais destacam-se hexanol, álcool benzílico, linalol, álcool 2-feniletílico, 2- hidroxibenzoato de metila, carvona, trans-anetol, eugenol, isoeugenol, β-ionona, αbergamotol e fitol.


Marcador Químico:

Vitexina.


Alegações:

Quadros leves de ansiedade e insônia, como calmante suave.


Parte Utilizada:
Partes aéreas.

Via de Administração:
Oral.

Uso:
Adulto.

Posologia Recomendada:

Infusão: 3g (1 colher de sopa) em 150ml (xícara de chá). Utilizar 1 xícara de chá de 3 a 4 vezes ao dia.


Formulações Caseiras:

Estado depressivo em virtude do alcoolismo; ansiedade; estados nervosos; insônia: em 1 xícara (chá), coloque 1 colher (sopa) de folha bem picada e adicione água fervente. Abafe por 10 minutos e coe. Tome 2 xícaras (chá) ao dia, de preferência uma à noite, antes de se deitar.

Hemorroidas; reumatismo; inflamações cutâneas; erisipela: coloque 2 colheres (sopa) de folhas fatiadas em 1 copo de água em fervura. Deixe ferver por 5 minutos e coe. Aplique nas regiões afetadas, com gaze ou pano. No caso de hemorroidas, pode-se ainda adicionar à água morna e fazer banho de assento.

Perturbações nervosas da menopausa; insônia; histeria; normalizador da pressão arterial: coloque 2 colheres (sopa) de folhas bem picadas em 1 xícara (chá) de álcool de cereais a 70%. Deixe em maceração por 5 dias e coe. Tome 1 colher (café), diluído em um pouco de água, 2 vezes ao dia, e se necessário, uma à noite, antes de se deitar. 


Segurança e Restrições:
Contraindicações:

Não deve ser usado junto com medicamentos sedativos e depressores do sistema nervoso. Nunca utilizar cronicamente. 

Efeitos Adversos Possíveis:

Seu uso pode causar sonolência.


Notas do Especialista:

Geléia: corte pela metade 1 kg de frutos maduros e retire com uma colher as sementes. Passe por uma peneira para extrair das sementes a parte do melaço (arilo) acidulado, apertando com um garfo. Reserve. Coloque em uma panela as metades dos frutos, cobrindoas com água e cozinhe até que amoleça bem a polpa. Desligue o fogo e espere amornar. Em seguida, retire com uma colher a polpa das cascas e passe por uma peneira, obtendo uma massa. Coloque em uma panela essa massa, as partes do melaço que estava reservado e adicione 3 copos de açúcar. Misture bem e leve para cozinhar em fogo brando, mexendo sempre, até adquirir a consistência de geléia. Deixe amornar e coloque em vidros, fechando hermeticamente. Existem mais de 500 espécies de Passiflora. Saiba mais em: http://ivrtpm.cpac.embrapa.br/homepage/palestras/mr5barros.pdf


Referências Bibliográficas:

MATOS, 1997b. OMS, 2007. PROPLAM, 2004. MILLS & BONE, 2004. LORENZI & MATOS, 2002.


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