Punica granatum L.

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Foto detalhada da planta medicinal Punica granatum

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Resumo:

Punica granatum é uma planta medicinal da família Punicaceae.. Inflamações e infecções da mucosa da boca e faringe como anti-inflamatório e anti-séptico. Seu uso principal é por via de administração: Tópico.. Suas contraindicações são: Informação não encontrada na literatura citada.
Especificações Técnicas da Planta
Família Botânica Punicaceae.
Parte Utilizada Pericarpo (casca do fruto).
Marcador Químico <p>Informação não encontrada na literatura citada.</p>
Via de Administração Tópico.
Indicação de Uso Adulto.

Quais os nomes populares da planta Punica granatum?

Romã, romanzeiro, romanzeira, romeira, granada, milagrada, milagreira, miligra, romeira-de granada, miligrana.


Descrição Botânica:

Arbusto ramoso ou arvoreta de até 3 m de altura, com folhas simples, cartáceas, dispostas em grupo de 2 ou 3, de 4-8 cm de comprimento. Flores solitárias, constituídas de corola vermelho-alaranjada e um cálice esverdeado, duro e coriáceo. Frutos do tipo baga, globóides, medindo até 12 cm, com numerosas sementes envolvidas por um arilo róseo, cheio de um líquido adocicado. É, provavelmente, originária da Ásia e espalhada em toda a região do Mediterrâneo e cultivada em quase todo o mundo, inclusive no Brasil.


Quais são os principais compostos químicos da planta Punica granatum?

Raiz: taninos, alcaloides (peletierina, isopeletierina), terpenoides, açúcares (manitol), resinas, ácidos orgânicos, flavonoides, amido, inulina e ácido málico.

Fruto: o suco contém: glicose, frutose, ácidos orgânicos (ascórbico, gálico, elágico, cítrico, cafeico, catequínico, quínico, clorogênico, orto e paracumárico), antocianinas (delfinidina, cianidina e pelargonidina), flavonoides (quercetina, rutina).

Pericarpo: flavonoides, taninos (punicalagina), alcaloides, polissacarídeos e elagitanina.

Flor: ácidos gálico, oleanólico, elágico e ursólico e polifenóis.


Para que serve a planta Punica granatum?

Inflamações e infecções da mucosa da boca e faringe como anti-inflamatório e anti-séptico.


Como preparar e utilizar a planta Punica granatum?

Gengivites; sangramento da gengiva; faringites; laringites: em 2 xícaras (chá), coloque 1 colher (sopa) de casca do fruto (pericarpo) e adicione água fervente. Abafe por 10 minutos e coe. Faça bochechos ou gargarejos, 2 vezes ao dia.

Infecções vaginais por fungos (corrimento amarelo-esverdeado com mau cheiro e coceira, corrimento branco parecido com leite coalhado, com cheiro de mofo ou massa de pão cru): coloque 2 colheres (sopa) de cascas picadas do caule e do fruto (pericarpo) em 1/2 litro de água em fervura. Deixe ferver por 5 minutos e coe. Espere esfriar e adicione 1 colher (sobremesa) de bicarbonato de sódio. Misture bem. Faça a higiene íntima, com uma ducha vaginal, de 2 a 3 vezes na semana.

Máscara revitalizante: em um pilão, coloque 2 colheres (sopa) de sementes com arilo e amasse bem. Coe em uma peneira para retirar a semente, ficando somente o suco do arilo e adicione 1 colher (sobremesa) de mel. Misture bem. Lave o rosto e pescoço e aplique, com exceção da região dos olhos. Deixe agir por 20 minutos e enxágue com água fria. Repetir, de 2 a 3 vezes na semana.

Sapinhos em recém-nascido: em 1 xícara (chá), coloque 1 colher (sopa) de flores fatiadas e adicione água fervente. Abafe por 10 minutos e coe. Espere esfriar. Limpe as partes afetadas com um chumaço de algodão, sem esfregar, de 2 a 3 vezes ao dia.


Quais as contraindicações e efeitos adversos da planta Punica granatum?

Contraindicações:

Informação não encontrada na literatura citada.

Efeitos Adversos Possíveis:

Se ingerido, pode provocar zumbido, distúrbios visuais, espasmos na panturrilha e tremores.


Notas do Especialista:

Não engolir a preparação após o bochecho e gargarejo.


Referências Bibliográficas:

BIESKI & MARI GEMMA, 2005. DINIZ et al., 2006. MATOS et al, 2001. MATOS, 1997a. MATOS, 1997b. MATOS, 1998. MATOS, 2000. MELO-DINIZ et al., 1998. PROPLAM, 2004. SIMÕES et al. 1998. VIANA et al, 1998. OMS, 2003. PANIZZA S, 1998. LORENZI, H. & MATOS, FJA., 2002. SAAD, G. A. et al., 2016.


Farmacêutico Fitoterapeuta Eduardo Maia
Esta monografia foi revisada por:
EDUARDO MAIA
Farmacêutico Fitoterapeuta

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