Rosmarinus officinalis L.
Labiatae (Lamiaceae).
Nomes Populares:
Alecrim, alecrim-comum, alecrim-de-casca, alecrim-de-cheiro, alecrimde-horta, alecrim-de-jardim, alecrim-rosmarinho, erva-cooada, erva-da-graça, flor-deolimpo, rosa-marinha, rosmarino.
Descrição Botânica:
Pequena planta de porte subarbustivo lenhoso, ereto, pouco ramificado, de até 1,5 m de altura. Folhas lineares, coriáceas e muito aromáticas, medindo 1,5 a 4 cm de comprimento por 1 a 3 mm de espessura. Flores azulado-claras, pequenas e de aroma forte muito agradável. É nativa da região Mediterrânea e cultivada em quase todos os países de clima temperado de Portugal à Austrália. Seu cultivo pode ser feito a partir de mudas preparadas por estaquia ou mergulhia, crescendo bem em solo rico em calcário e em ambientes úmidos de clima ameno. Existem mais de 10 variedades em cultivo desta planta, todas para o mesmo uso, porém com aromas diferentes
Fitoquímica:
Apresenta de 1 a 2,5% de óleo essencial cuja composição varia de acordo com o estágio de desenvolvimento, origem das folhas ou outros fatores, no qual os principais componentes são 1,8-cineol (10 a 25%), p-cimeno (44,02%), linalool (20,5%), timol (1,815), acetato de bornila (1 a 5%), borneol (1 a 6%), canfeno (5 a 10%), β-pineno (3,61%), α-pineno (2,83%), eucaliptol (2,64%), e α-terpineol (12 a 24%). Ainda contém limoneno, β-pineno, βcariofileno, verbenona e mirceno. Também contém diterpenoides amargos (carnosol, ácido carnosólico e ácido carnósico, isorosmanol, rosmanol, epirosmanol, rosmaridi fenol e ácido rosmarínico), flavonoides (luteolina, nepetina e pepitrina) e triterpenoides (ácido oleanólico, ácido ursólico e α e βamirina).
Marcador Químico:
Ácido rosmarínico.
Alegações:
Distúrbios circulatórios, como anti-séptico e cicatrizante. Dispepsia (distúrbios digestivos).
Parte Utilizada:
Folhas.
Via de Administração:
Oral e Tópico.
Uso:
Adulto.
Posologia Recomendada:
Infusão: 3 a 6g (1 a 2 colheres de sopa) em 150ml (xícara de chá).
- Oral: Utilizar de 1 a 2 xícaras de chá ao dia
- Tópico: Aplicar no local afetado 2 vezes ao dia.
Formulações Caseiras:
Dor de cabeça (origem digestiva); enxaqueca: em 1 xícara (chá), coloque 1 colher (sobremesa) de folhas picadas e adicione água fervente. Abafe por 10 minutos e coe. Tome 1 xícara (chá), antes ou após as principais refeições.
Digestivo: coloque 1/2 xícara (chá) de folhas em uma garrafa de vinho branco. Deixe em maceração por 15 dias e coe. Tome 1 cálice, antes das principais refeições.
Dores reumáticas; contusões: coloque 1 xícara (café) de folhas em 1 xícara (chá) de álcool a 70%. Deixe em maceração por 8 dias. Coe em um pano e após acrescente 1/2 pedra de cânfora. Friccione o local afetado, de 2 a 3 vezes ao dia, e de preferência à noite, antes de se deitar.
Segurança e Restrições:
Contraindicações:
Não deve ser utilizado por pessoas com doença prostática, gastroenterites, dermatoses em geral e om histórico de convulsão. O uso é contraindicado em gestantes, por falta de dados.
Usado cronicamente, ou em doses excessivas, pode causar irritação renal e gastrointestinal. O óleo essencial deve ser usado com cuidado em pacientes epiléticos, evitar contato com os olhos, e não usar próximo a mucosas e tampouco em ferimentos abertos.
Notas do Especialista:
Não utilizar em crianças menores de 3
anos de idade.
Quando utilizado cronicamente ou em doses excessivas, pode causar irritação renal.
Referências Bibliográficas:
BIESKI & MARI GEMMA, 2005. IPATINGA, 2000. MATOS, 1997b. MATOS, 1998. MATOS, 2000. MELO-DINIZ et al., 1998. MELO-DINIZ et al., 2006. PROPLAM, 2004. SIMÕES et al. 1998. PANIZZA S, 1998. LORENZI, H. & MATOS, FJA., 2002. SAAD, G. A. et al., 2016.