Salix alba L.
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Resumo:
Salix alba é uma planta medicinal da família Salicaceae. Inflamação, dor e febre. Gripe e resfriados. Seu uso principal é por via de administração: Oral.. Suas contraindicações são: O uso é contraindicado para pessoas com hipersensibilidade aos componentes da formulação, a outras espécies do gênero Salix, aos salicilatos ou a outros anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs). Também é contraindicado para indivíduos que, após exposição a salicilatos ou AINEs, apresentaram angioedema, broncoespasmo, asma ou urticária crônica.O uso é contraindicado para pessoas com úlcera péptica, deficiência da enzima glicose-6-fosfato desidrogenase (G6PD), comprometimento renal ou hepático e desordens de coagulação. O fitoterápico é contraindicado para gestantes, devido à capacidade dos salicilatos de atravessarem a barreira placentária, e para lactantes, por serem excretados no leite materno. Também é contraindicado para crianças e adolescentes menores de 18 anos, em razão do risco de desenvolvimento da síndrome de Reye.Não utilizar junto com Maracujá e Noz moscada.| Especificações Técnicas da Planta | |
|---|---|
| Família Botânica | Salicaceae |
| Parte Utilizada | Casca do caule. |
| Marcador Químico | <p>Salicina.</p> |
| Via de Administração | Oral. |
| Indicação de Uso | Adulto. |
Quais os nomes populares da planta Salix alba?
Salgueiro.
Descrição Botânica:
Caracteriza-se por ser uma árvore grande com tronco curto, com ramos de coloração marrom-amarelados, folhas elípticas e lanceoladas, acuminadas e serradas, com pelos serícios e coloração acinzentada. Os frutos são capsulados e possuem inúmeras sementes.
Quais são os principais compostos químicos da planta Salix alba?
A espécie possui salicina, sua principal característica, além de ser rica em glicosídeos fenólicos, flavonoides e macroelementos, como K, Ca e Mg.
Para que serve a planta Salix alba?
Inflamação, dor e febre. Gripe e resfriados.
Como preparar e utilizar a planta Salix alba?
Inflamação, dor e febre. Gripe e resfriados (RDC 10/2010):
- Infusão: Utilizar 3 g da casca do caule (1 colher de sopa) em 150 mL (xícara de chá). Utilizar 1 xícara de chá, 2 a 3x ao dia.
Auxiliar no alívio dos sintomas da dor articular leve; auxiliar no alívio da febre associada ao resfriado comum (FFFB3).
- Infusão: Utilizar de 1 a 3 g da casca do caule em 150 mL de água.
Preparar por infusão, durante 5 minutos, considerando a proporção indicada na fórmula.
Tomar 150 mL do infuso, três vezes ao dia. - Decocção: Utilizar 4 g da casca do caule em 200 mL de água.
Preparar por decocção, durante 15 minutos, sob abafamento (tampado).
Coar em seguida. Tomar o decocto recentemente preparado e ainda morno.
Quais as contraindicações e efeitos adversos da planta Salix alba?
Contraindicações:O uso é contraindicado para pessoas com hipersensibilidade aos componentes da formulação, a outras espécies do gênero Salix, aos salicilatos ou a outros anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs). Também é contraindicado para indivíduos que, após exposição a salicilatos ou AINEs, apresentaram angioedema, broncoespasmo, asma ou urticária crônica.
O uso é contraindicado para pessoas com úlcera péptica, deficiência da enzima glicose-6-fosfato desidrogenase (G6PD), comprometimento renal ou hepático e desordens de coagulação.
O fitoterápico é contraindicado para gestantes, devido à capacidade dos salicilatos de atravessarem a barreira placentária, e para lactantes, por serem excretados no leite materno. Também é contraindicado para crianças e adolescentes menores de 18 anos, em razão do risco de desenvolvimento da síndrome de Reye.
Não utilizar junto com Maracujá e Noz moscada.
O uso do fitoterápico pode provocar reações de hipersensibilidade, incluindo rash cutâneo, prurido, urticária, exantema e crises de asma em indivíduos suscetíveis.
Também podem ocorrer reações gastrintestinais, como náusea, vômito, dor abdominal, diarreia, dispepsia e pirose. Em caso de aparecimento de eventos adversos, o uso do produto deve ser suspenso e um médico deve ser consultado.
Notas do Especialista:
No século 19, quando cientistas começaram a investigar os efeitos antipirético e anti-inflamatório do salgueiro, acabaram isolando o ácido salicílico a partir do extrato bruto da casca, e não a salicina. O ácido salicílico foi adotado na terapêutica apesar da forte irritação da mucosa gástrica. Entretanto, historicamente, as espécies ulmária (Spiraea ulmaria L.) e/ou gualtéria (Gaultheria procumbens L.) eram as fontes naturais desse ácido, até que o pesquisador Kolbe, em 1876, inventou um eficiente processo sintético para a sua obtenção. Estudo clínico realizado em pacientes idosos confirmou a eficácia do extrato padronizado do salgueiro (equivalente a 240 mg/dia de salicina), certificando seu uso. Não foram observados os mesmos resultados quando a mesma quantidade de salicina foi administrada isoladamente, o que corrobora a importância do fitocomplexo e sugere que outros derivados do álcool salicílico, como flavonoides e taninos, podem contribuir para o efeito do extrato. Esse estudo reforça que o efeito sinérgico é fundamental para a atividade clínica. Porém, as pesquisas iniciais não reconheceram que a natureza já havia criado um composto com o ácido salicílico, eficaz e com menos efeitos colaterais sobre o estômago, porque estavam focadas no isolamento das substâncias.
Referências Bibliográficas:
- BRASIL. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução da Diretoria Colegiada n. 10, de 9 de março de 2010. Dispõe sobre a notificação de drogas vegetais junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Diário Oficial [da] União da República Federativa do Brasil, Brasília, DF, 10 mar. 2010d. Não paginado.
- BRASIL. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira. 3. ed. Brasília: Anvisa, 2026.
- EUROPEAN SCIENTIFIC COOPERATIVE ON PHYTOTHERAPY (ESCOP). Monographs: The Scientific Foundation for Herbal Medicinal Products. 2 ed. Exeter, UK: European Scientific Cooperative on Phytotherapy and Thieme, 2003.
- LORENZI, H.; MATOS, F.J.A Plantas medicinais no Brasil. Nativas e exóticas. ed. Nova Odessa: Instituto Plantarum, 2002.
- MAIA, Eduardo. Chás medicinais: utilização segura e eficaz. 2. ed. Maringá: UICLAP, 2024. 400 p.
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