Salix alba L.
Salicaceae.
Nomes Populares:
Salgueiro.
Descrição Botânica:
Caracteriza-se por ser uma árvore grande com tronco curto, com ramos de coloração marrom-amarelados, folhas elípticas e lanceoladas, acuminadas e serradas, com pelos serícios e coloração acinzentada. Os frutos são capsulados e possuem inúmeras sementes.
Fitoquímica:
A espécie possui salicina, sua principal característica, além de ser rica em glicosídeos fenólicos, flavonoides e macroelementos, como K, Ca e Mg.
Marcador Químico:
Salicina.
Alegações:
Inflamação, dor e febre. Gripe e resfriados.
Parte Utilizada:
Casca do caule.
Via de Administração:
Oral.
Uso:
Adulto.
Posologia Recomendada:
Infusão: 3g (1 colher de sopa) em 150ml (xícara de chá). Utilizar 1 xícara, 2 a 3 vezes dia.
Formulações Caseiras:
Informação não encontrada na literatura citada.
Segurança e Restrições:
Contraindicações:
Não utilizar junto com Maracujá e Noz moscada.
Usar cautelosamente junto a anticoagulantes, corticóides e antiinflamatórios não esteroidais.
Notas do Especialista:
No século 19, quando cientistas começaram a investigar os efeitos antipirético e anti-inflamatório do salgueiro, acabaram isolando o ácido salicílico a partir do extrato bruto da casca, e não a salicina. O ácido salicílico foi adotado na terapêutica apesar da forte irritação da mucosa gástrica. Entretanto, historicamente, as espécies ulmária (Spiraea ulmaria L.) e/ou gualtéria (Gaultheria procumbens L.) eram as fontes naturais desse ácido, até que o pesquisador Kolbe, em 1876, inventou um eficiente processo sintético para a sua obtenção. Estudo clínico realizado em pacientes idosos confirmou a eficácia do extrato padronizado do salgueiro (equivalente a 240 mg/dia de salicina), certificando seu uso. Não foram observados os mesmos resultados quando a mesma quantidade de salicina foi administrada isoladamente, o que corrobora a importância do fitocomplexo e sugere que outros derivados do álcool salicílico, como flavonoides e taninos, podem contribuir para o efeito do extrato. Esse estudo reforça que o efeito sinérgico é fundamental para a atividade clínica. Porém, as pesquisas iniciais não reconheceram que a natureza já havia criado um composto com o ácido salicílico, eficaz e com menos efeitos colaterais sobre o estômago, porque estavam focadas no isolamento das substâncias.
Referências Bibliográficas:
LORENZI & MATOS, 2008. ESCOP, 1997. SAAD, G. A. et al., 2016.