Ageratum conyzoides L

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Foto detalhada da planta medicinal Ageratum conyzoides

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Resumo:

Ageratum conyzoides é uma planta medicinal da família Asteraceae.. Indicado para dores articulares (Artrite, artrose) e reumatismo, digestivo estomacal, bronquites, tosses, gripes, menopausa, cólicas menstruais. Seu uso principal é por via de administração: Oral.. Suas contraindicações são: Não deve ser utilizado por pessoas com problemas hepáticos. Uso contraindicado para pessoas que apresentam hipersensibilidade aos componentes da formulação e às espécies da família Asteraceae.
Especificações Técnicas da Planta
Família Botânica Asteraceae.
Parte Utilizada Partes aéreas sem as flores.
Marcador Químico <p>Cromeno.</p>
Via de Administração Oral.
Indicação de Uso Adulto.

Quais os nomes populares da planta Ageratum conyzoides?

Cacália-mentrasto, camará-opela, catinga-de-barão, catinga-de-bode, cúria, erva-de-santa-lúcia, erva-de-são-joão, erva-de-são-josé, maria-preta, mentraste, mentrasto, picão-branco, picão-roxo.

Descrição Botânica:

Trata-se de espécie com plantas eretas, pilosas e aromáticas, que podem atingir até um metro de altura. Possuem folhas simples, de filotaxia oposta, longipecioladas, com presença de tricomas glandulares. O limbo apresenta forma ovóide e textura áspera. Possuem inflorescência em capítulos com muitas flores de cor lilás a branca, apresentando o fruto do tipo aquênio com fácil dispersão pelo vento.


Quais são os principais compostos químicos da planta Ageratum conyzoides?

Os óleos essenciais foram identificados na espécie, sendo o cromeno (precoceno 1) o constituinte mais abundante, sendo encontrados em canais e em tricomas secretores.


Para que serve a planta Ageratum conyzoides?

Indicado para dores articulares (Artrite, artrose) e reumatismo, digestivo estomacal, bronquites, tosses, gripes, menopausa, cólicas menstruais.


Como preparar e utilizar a planta Ageratum conyzoides?

Dores articulares (Artrite, artrose) e reumatismo (RDC 10/2010).

  • Infusão de 2 a 3g (2 a 3 colheres de chá) em 150 mL (xícara de chá).
    Utilizar 1 xícara chá 2 a 3 vezes ao dia.

Digestivo estomacal; cicatrizante; eliminador de gases intestinais; cólicas menstruais: em 1 xícara (chá), coloque 1 colher (sopa) de folhas e flores picadas e adicione água fervente. Abafe por 10 minutos e coe. Tome 1 xícara (chá) de manhã, em jejum, e outra antes das principais refeições.

Dores reumáticas; dores localizadas (peito e costas); contusões: em um recipiente com água em fervura, coloque uma peneira e sobre ela estenda um pano, de modo que não toque na água em fervura. Espalhe sobre esse pano 3 colheres (sopa) de folhas e flores frescas fatiadas e abafe. Mantenha no vapor até que a erva esteja morna. Retire o pano com a erva, e aplique na parte dolorida do corpo. Cubra com outro pano e deixe atuar durante 2 horas ou toda a noite.

Bronquites; tosses; catarros; gripes; febres: em 1 xícara (café), coloque 1 colher (sopa) de folhas e flores picadas e adicione água fervente. Abafe por 10 minutos, coe e acrescente 2 xícaras (café) de açúcar cristal. Leve ao fogo até dissolver o açúcar. Tome 1 colher (sopa) de 2 a 3 vezes ao dia. Para crianças dar somente metade da dose.

Menopausa; cólicas menstruais; tensão pré-menstrual: coloque 3 colheres (sopa) de folhas e flores picadas em 1 garrafa de vinho branco. Deixe em maceração por 7 dias, agitando o líquido da garrafa de vez em quando e coe. Tome 1 cálice (vinho), antes das principais refeições. No caso de cólicas e tensão pré-menstrual, deve ser tomado 10 dias antes do início da menstruação. 


Quais as contraindicações e efeitos adversos da planta Ageratum conyzoides?

Contraindicações:

Não deve ser utilizado por pessoas com problemas hepáticos. 
Uso contraindicado para pessoas que apresentam hipersensibilidade aos componentes da formulação e às espécies da família Asteraceae.


Notas do Especialista:

Nunca usar por mais de três semanas consecutivas. 


Referências Bibliográficas:

  • MELO-DINIZ, M. F. F. et al. Memento de plantas medicinais: as plantas como alternativa terapêutica. Aspectos populares e científicos. João Pessoa: Editora UFPB, 2006.
  • MATOS, F. J. A.; VIANA, G. S. B.; BANDEIRA, M. A. M. Guia fitoterápico. Fortaleza, 2001.
  • MATOS, F. J. A. As plantas das Farmácias Vivas. Fortaleza, 1997.
  • MATOS, F. J. A. Farmácias vivas. 3. ed. Fortaleza: UFC Edições, 1998.
  • MAIA, Eduardo. Chás medicinais: utilização segura e eficaz. 2. ed. Maringá: UICLAP, 2024. 400 p.
  • MELO-DINIZ, M. F. F. et al. Memento Fitoterápico: as plantas como alternativa terapêutica. Aspectos populares e científicos. João Pessoa: Editora UFPB, 1998.
  • RODRIGUES, A. G. et al. A fitoterapia no SUS e o programa de plantas medicinais da Central de Medicamentos. Brasília, 2006.
  • LORENZI, H.; MATOS, F. J. A. Plantas medicinais no Brasil: nativas e exóticas. 2. ed. Nova Odessa: Instituto Plantarum, 2008.
  • PANIZZA, S. Plantas que curam: cheiro de mato. 28. ed. São Paulo: IBRASA, 1998.
  • BRASIL. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Resolução da Diretoria Colegiada – RDC nº 10, de 9 de março de 2010. Dispõe sobre a notificação de drogas vegetais junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e dá outras providências. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 10 mar. 2010.

Farmacêutico Fitoterapeuta Eduardo Maia
Esta monografia foi revisada por:
EDUARDO MAIA
Farmacêutico Fitoterapeuta

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