Arctium lappa L.

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Foto detalhada da planta medicinal Arctium lappa

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Resumo:

Arctium lappa é uma planta medicinal da família Asteraceae. Dispepsia (Distúrbios digestivos). Como diurético e como anti-inflamatório nas dores articulares (artrite). Dermatites (irritação da pele), como anti-séptico e antiinflamatório. Seu uso principal é por via de administração: Oral e Tópico. Suas contraindicações são: Uso contraindicado para pessoas com hipersensibilidade aos componentes da formulação ou às espécies da família Asteraceae.O uso é contraindicado durante a gestação.O uso é contraindicado durante a lactação.A preparação na forma de tintura é especialmente contraindicada para:menores de 18 anos;gestantes;lactantes;pessoas com alcoolismo;diabéticos, devido ao teor alcoólico da formulação.O uso não é recomendado para menores de 18 anos.Não é recomendado o uso concomitante com diuréticos sintéticos.Não utilizar em doses superiores às recomendadas.Caso os sintomas persistam por mais de duas semanas quando utilizado como auxiliar no tratamento de queixas urinárias ou inapetência, ou por mais de quatro semanas no tratamento da dermatite seborreica, deve-se procurar orientação médica.Em caso de febre, disúria, dor em cólica ou hematúria durante o tratamento, deve-se interromper o uso e procurar atendimento médico.Em caso de aparecimento de eventos adversos, suspender o uso do produto e consultar um médico.
Especificações Técnicas da Planta
Família Botânica Asteraceae
Parte Utilizada Raiz
Via de Administração Oral e Tópico
Indicação de Uso Adulto

Quais os nomes populares da planta Arctium lappa?

Bardana, baldrana, erva-dos-tinhosos, pegamassa, carrapicho-de-carneiro e carrapicho-grande, gobô, orelha-de-gigante, bardana-maior, pergamasso


Descrição Botânica:

Herbácea bienal que atinge de 50 cm a 2 m de altura, com raízes grossas e caule forte. As folhas são basilares no 1º ano e no 2º ano aparece um caule floral bastante ramificado, de até 1,5 m de altura, mole e alvacento. Flores pequenas, violáceas, em capítulos florais, que formam fruto sem papilho, no formato de uma bola com falsos espinhos que aderem à roupa e ao pêlo dos animais, sendo uma planta invasora. O seu cultivo deve ser feito por sementes em barrancos, para facilitar a retirada da raiz, ou em caixotes retangulares de mais ou menos 50 cm de altura. Nasce naturalmente nos monturos de lixo ao redor das habitações. Não tem preferência quanto ao solo e clima. A raiz deve ser coletada no 1º ano de cultivo e a folha antes da floração. De preferência, devem ser consumidas quando frescas, pois reúnem os seus melhores valores terapêuticos.


Quais são os principais compostos químicos da planta Arctium lappa?

Óleo essencial; inulina; mucilagens; lapatina; taninos; sais minerais; ácido clorogênico; vitaminas do grupo B. 


Para que serve a planta Arctium lappa?

Dispepsia (Distúrbios digestivos). Como diurético e como anti-inflamatório nas dores articulares (artrite). Dermatites (irritação da pele), como anti-séptico e antiinflamatório.


Como preparar e utilizar a planta Arctium lappa?

RDC 10/2010;

  • Maceração: Utilizar 2,5g (2,5 colheres de chá) das raízes em 150 mL (xícara de chá).
    Uso oral para os distúrbios digestivos, diurético, anti-inflamatório na artrite.
    Tomar 1 xícara de chá 2 a 3 x ao dia.
    Uso tópico como antisséptico e anti-inflamatório em dermatites.
    Aplicar compressas na pele lesada 3 x ao dia.

FFFB3;
Como auxiliar no aumento do fluxo urinário, atuando como adjuvante no tratamento de queixas menores do trato urinário; auxiliar na melhora da inapetência; como auxiliar no alívio de sintomas associados à dermatite seborreica.

  • Infusão: Utilizar de 2 a 6 g das raízes secas e rasuradas em 150 mL (xícara de chá).
    Tomar o infuso, logo após o preparo, três vezes ao dia.

Depurativo (furunculose); diurético (eliminador de ácido úrico); colerético (aumenta o fluxo biliar); laxativo: coloque 1 colher (sopa) de raiz fatiada em 1 xícara (chá) de água em fervura. Deixe ferver por 5 minutos. Mantenha em maceração por 10 minutos e coe. Coma a raiz cozida e tome 1 xícara (chá) 3 vezes ao dia, fora das principais refeições.

Dermatoses úmidas e purulentas; acne; eczema; pruridos; seborréia da face ou do coro cabeludo: coloque 2 colheres (sopa) de folhas frescas fatiadas em 1 xícara (chá) de água em fervura. Deixe ferver por 5 minutos. Coe e acrescente 1 colher (chá) de mel e 3 gotas de própolis. Faça aplicações no local afetado, na forma de compressas, 2 vezes ao dia.

Furunculose: coloque 6 colheres (sopa) de raiz fatiada em 1 garrafa de vinho branco. Deixe em maceração por 8 dias e coe. Tome 1 cálice, antes das principais refeições.

Depurativo; diurético; antidiabético: coloque 2 colheres (sopa) de raiz picada em 1 xícara (chá) de álcool de cereais à 70%. Deixe em maceração por 10 dias e coe. Tome 10 a 15 gotas ou 1 colher (café), diluído em um pouco de água, de 2 a 3 vezes ao dia, antes das principais refeições.

Insuficiências hepáticas (vesícula inflamada, cálculo biliar, hepatite viral e cirrose): coloque 1 colher (sobremesa) de raiz fatiada e 1 colher (sobremesa) de folha de alcachofra fatiada em 1 xícara (chá) de água em fervura. Deixe ferver por 5 minutos, espere amornar e coe. Tome 1 xícara (chá), 3 vezes ao dia, sendo uma de manhã, em jejum, e as demais 30 minutos antes das principais refeições.


Quais as contraindicações e efeitos adversos da planta Arctium lappa?

Contraindicações:

Uso contraindicado para pessoas com hipersensibilidade aos componentes da formulação ou às espécies da família Asteraceae.
O uso é contraindicado durante a gestação.
O uso é contraindicado durante a lactação.
A preparação na forma de tintura é especialmente contraindicada para:

  • menores de 18 anos;
  • gestantes;
  • lactantes;
  • pessoas com alcoolismo;
  • diabéticos, devido ao teor alcoólico da formulação.

O uso não é recomendado para menores de 18 anos.
Não é recomendado o uso concomitante com diuréticos sintéticos.
Não utilizar em doses superiores às recomendadas.
Caso os sintomas persistam por mais de duas semanas quando utilizado como auxiliar no tratamento de queixas urinárias ou inapetência, ou por mais de quatro semanas no tratamento da dermatite seborreica, deve-se procurar orientação médica.
Em caso de febre, disúria, dor em cólica ou hematúria durante o tratamento, deve-se interromper o uso e procurar atendimento médico.
Em caso de aparecimento de eventos adversos, suspender o uso do produto e consultar um médico.

Efeitos Adversos Possíveis:
  • Doses elevadas podem interferir na terapia com medicamentos hipoglicemiantes.
    Foram relatados casos de choque anafilático, embora a frequência de ocorrência seja desconhecida.

  • Notas do Especialista:

  • Durante o tratamento, recomenda-se manter ingestão adequada de água, especialmente quando a planta é utilizada como auxiliar em queixas do trato urinário.
    O tempo de uso varia conforme a indicação terapêutica: até duas semanas para queixas urinárias ou inapetência e até quatro semanas para dermatite seborreica. Persistindo os sintomas após esses períodos, é necessária avaliação médica.

  • Referências Bibliográficas:

    • BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira. 3. ed. Brasília: ANVISA, 2026.
    • GARCIA, R. et al. Plantas tóxicas. Revista Brasileira de Farmacognosia, v. 9, p. 13–20, 1999.
    • GRUENWALD, J.; BRENDLER, T.; JAENICKE, C. PDR for Herbal Medicines. 2. ed. Montvale: Medical Economics Company, 2000.
    • WICHTL, M. Herbal Drugs and Phytopharmaceuticals: A Handbook for Practice on a Scientific Basis. 3. ed. Stuttgart: Medpharm Scientific Publishers, 2003.
    • MAIA, Eduardo. Chás medicinais: utilização segura e eficaz. 2. ed. Maringá: UICLAP, 2024. 400 p.
    • PANIZZA, S. Plantas que curam (cheiro de mato). 4. ed. São Paulo: IBRASA, 1998. 279 p.

    Farmacêutico Fitoterapeuta Eduardo Maia
    Esta monografia foi revisada por:
    EDUARDO MAIA
    Farmacêutico Fitoterapeuta

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