Erythrina mulungu Mart.

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Foto detalhada da planta medicinal Erythrina mulungu

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Resumo:

Erythrina mulungu é uma planta medicinal da família Fabaceae (Leguminosae). Quadros leves de ansiedade e insônia, como calmante suave. Seu uso principal é por via de administração: Oral. Suas contraindicações são: Uso contraindicado para pessoas com hipersensibilidade aos componentes da formulação. Ao persistirem os sintomas, deve-se procurar orientação médica. O uso é contraindicado durante a gestação. O uso é contraindicado durante a lactação. O uso é contraindicado para menores de 18 anos, devido à ausência de dados suficientes que comprovem sua segurança. Não deve ser utilizado por pessoas com insuficiência cardíaca. Não deve ser utilizado por pessoas com arritmias cardíacas. Não utilizar em doses superiores às recomendadas. Em caso de aparecimento de eventos adversos, suspender o uso do produto e consultar um médico. 
Especificações Técnicas da Planta
Família Botânica Fabaceae (Leguminosae)
Parte Utilizada Casca
Via de Administração Oral
Indicação de Uso Adulto

Quais os nomes populares da planta Erythrina mulungu?

Mulungu, amansa-senhor, árvore-de-coral, bico-de-papagaio, canivete, capa-homem, corticeira, flor-de-coral, suina, suiná-suinā, tiricero. 


Descrição Botânica:

Árvore de copa arredondada, um tanto espinhenta, decídua, de 10 a 14m de altura, com o tronco revestido por grossa casca corticosa e fissurada, com 40 a 50 cm de diâmetro. Folhas compostas trifolioladas, com folíolos de coriáceos medindo de 7 a 10 cm de comprimento. Flores reunidas em amplas panículas terminais, que surgem quando a árvore já está quase completamente sem folhas. Frutos pequenos do tipo vagem, deiscentes, de 6 a 12 cm de comprimento, com 1 até 6 sementes de cor parda. É nativa da parte central do Brasil, desde São Paulo e Mato Grosso do Sul até Tocantins e Bahia


Quais são os principais compostos químicos da planta Erythrina mulungu?

Espécies do gênero Erythrina são conhecidas por produzir alcaloides, flavonoides e terpenos. O extrato etanólico do córtex e ramos mostra a presença de flavononoides e leucoantocianidinas. Além dos alcaloides (eritrina, eritrocora loidina, eritralina), o cortex revela um glucosídeo análogo à saponina chamado migurrina. Nas inflorescências foram encontrados os alcaloides (erisotrina, eritrartina, hipaforina, (erisotrina-N-óxido e eritrartina-N-oxido).


Para que serve a planta Erythrina mulungu?

Quadros leves de ansiedade e insônia, como calmante suave.


Como preparar e utilizar a planta Erythrina mulungu?

Tensão, como calmante suave (RDC 10/2010);

  • Decocção: Utilizar de 4 a 6 g (2 a 3 colheres de sobremesa) em 150 ml (xícara de chá).
    Utilizar 1 xícara de chá de 2 a 3 vezes ao dia.

Como auxiliar no alívio da ansiedade e insônia leves (FFFB3);

  • Decocção: Utilizar 0,5 g da casca do caule rasurada em 150 ml (xícara de chá) de água.
    Tomar 150 mL do decocto, três vezes ao dia.

Ansiedade; tensão nervosa; insônia: em 1 xícara (chá), coloque 1 colher (sobremesa) de pó e adicione água fervente. Abafe por 10 minutos e coe. Tome 1 xícara (chá), de 1 a 2 vezes ao dia, ou l xícara (chá) antes de se deitar.

Banho (calmante e relaxante); dores (reumáticas e musculares); estresses: coloque 3 colheres (sopa) de cascas picadas em 1 litro de água em fervura. Desligue o fogo, coe e adicione à água do banho que deverá estar morna. A duração do banho é de 10 a 15 minutos, de preferência, antes de se deitar.

Reumatismo; dores musculares: afecções (hepáticas e do baço): coloque 2 colheres (sopa) de cascas picadas em 1 litro de água em fervura. Deixe ferver por 10 minutos. Espere amornar e coe. Aplique nos locais afetados, com um pano, em forma de compressas mornas e deixe agir por 2 horas ou a noite toda.


Quais as contraindicações e efeitos adversos da planta Erythrina mulungu?

Contraindicações:
  • Uso contraindicado para pessoas com hipersensibilidade aos componentes da formulação.
  • Ao persistirem os sintomas, deve-se procurar orientação médica.
  • O uso é contraindicado durante a gestação.
  • O uso é contraindicado durante a lactação.
  • O uso é contraindicado para menores de 18 anos, devido à ausência de dados suficientes que comprovem sua segurança.
  • Não deve ser utilizado por pessoas com insuficiência cardíaca.
  • Não deve ser utilizado por pessoas com arritmias cardíacas.
  • Não utilizar em doses superiores às recomendadas.
  • Em caso de aparecimento de eventos adversos, suspender o uso do produto e consultar um médico. 

Notas do Especialista:

  • O uso contínuo não deve ultrapassar 30 dias.
    Caso seja necessário reiniciar o tratamento, recomenda-se um intervalo mínimo de sete dias entre os ciclos de uso.

  • Referências Bibliográficas:

    • BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira. 3. ed. Brasília: ANVISA, 2026.
    • LORENZI, H.; MATOS, F. J. A. Plantas Medicinais no Brasil: Nativas e Exóticas. 2. ed. Nova Odessa: Instituto Plantarum, 2008.
    • MAIA, E. Chás medicinais: utilização segura e eficaz. 2. ed. Maringá: UICLAP, 2024. 400 p.
    • MATOS, F. J. A. O Formulário Fitoterápico do Professor Dias da Rocha. 2. ed. Fortaleza: Edições UFC, 1997.
    • PANIZZA, S. Plantas que Curam (Cheiro de Mato). 4. ed. São Paulo: IBRASA, 1998.
    • PEREIRA, A. M. S.; BERTONI, B. W.; SILVA, C. C. M.; et al. Formulário de Preparação Extemporânea: Farmácia da Natureza – Chás Medicinais. 1. ed. São Paulo: Bertolucci, 2017.
    • SAAD, G. A.; et al. Fitoterapia Contemporânea: Tradição e Ciência na Prática Clínica. 2. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2016.

    Farmacêutico Fitoterapeuta Eduardo Maia
    Esta monografia foi revisada por:
    EDUARDO MAIA
    Farmacêutico Fitoterapeuta

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