Eucalyptus globulus Labill.

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Foto detalhada da planta medicinal Eucalyptus globulus

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Resumo:

Eucalyptus globulus é uma planta medicinal da família Myrtaceae. Gripes e resfriados para desobstrução das vias respiratórias, como adjuvante no tratamento de bronquite e asma.  Seu uso principal é por via de administração: Inalatório. Suas contraindicações são: Uso contraindicado para pessoas com hipersensibilidade aos componentes da formulação. Crianças menores de 30 meses podem apresentar laringoespasmo devido à presença de cineol na formulação. O uso é contraindicado durante a gestação. O uso é contraindicado durante a lactação. O uso é contraindicado para crianças menores de 12 anos, devido à ausência de dados suficientes que comprovem sua segurança. É contraindicado para crianças com histórico de convulsões. O uso interno é contraindicado em pessoas com: inflamação do trato gastrointestinal; disfunções da vesícula biliar; insuficiência hepática. É contraindicado para pessoas com hipotensão arterial, devido ao potencial efeito hipotensor em doses elevadas. Em caso de dispneia, febre, tosse com secreção purulenta ou persistência dos sintomas por mais de uma semana, deve-se procurar orientação médica. Não utilizar em doses superiores às recomendadas.Em caso de aparecimento de eventos adversos, suspender o uso do produto e consultar um médico.
Especificações Técnicas da Planta
Família Botânica Myrtaceae
Parte Utilizada Folhas
Marcador Químico <p>Eucaliptol.</p>
Via de Administração Inalatório
Indicação de Uso Uso adulto e pediátrico acima de 12 anos

Quais os nomes populares da planta Eucalyptus globulus?

Eucalipto, árvore-da-febre, comeiro-azul, gomeiro-azul, mogno-branco, eucalipto-limão. 


Descrição Botânica:

Árvore de grande porte medindo até 60 m de altura, com folhas coriáceas, opostas, de dois tipos morfológicos diferentes, as dos ramos jovens são azuladas, largas e peltadas, porém as dos ramos maduros são mais estreitas, lanceoladas ou em forma de foice. Flores e botões florais solitários na axila das folhas. Os frutos são operculados, medindo ate 1,5 cm de comprimento é raro a floração e frutificação desta espécie no Brasil. É originário da Tasmânia e introduzida no Brasil no inicio do século XX. Hoje, esta e outras espécies congêneres são cultivadas em muitas regiões de clima tropical e subtropical, inclusive no Brasil, para obtenção da madeira como combustível, ou de celulose para fabricação de papel e para extração do óleo essencial medicinal.


Quais são os principais compostos químicos da planta Eucalyptus globulus?

As folhas contêm taninos (> 11%), ácidos fenólicos (cafeico, ferúlico, gálico, gentísico), flavonoides (eucaliptrina, hiperina, hiperosídeo, quercetina, quercetrina e rutina), óleo essencial (1 a 3%) eucaliptol, 1,8-cineol, pineno, limoneno, cimeno, piperitona, triterpenoides (derivados do ácido ursólico), sesquiterpenoides. 


Para que serve a planta Eucalyptus globulus?

Gripes e resfriados para desobstrução das vias respiratórias, como adjuvante no tratamento de bronquite e asma. 


Como preparar e utilizar a planta Eucalyptus globulus?

Gripes e resfriados (RDC 10/2010);

  • Infusão: Utilizar 2 g (colher de sobremesa) em 150 mL (xícara de chá). Fazer inalação de 2 a 3 vezes ao dia.

Como auxiliar no alívio da tosse produtiva associada ao resfriado comum (FFFB3);

  • Infusão: 
    01.) Utilizar de 1,5 a 3 g das folhas rasuradas em 150 mL (xícara de chá)
    Preparar por infusão, tampar o recipiente durante 10 a 15 minutos.
    Tomar 150 mL do infuso quatro vezes ao dia.
    02.) Utilizar 3 g das folhas rasuradas em 150 mL (xícara de chá)
    Preparar por infusão, tampar o recipiente durante 10 a 15 minutos.
    Inalar o vapor do infuso, logo após o preparo, três vezes ao dia. A dose máxima diária é 9 g.
    Inspirar pelo nariz e expirar pela boca.
    O uso de um cone de papel, para o direcionamento do vapor, somado a cobertura dos ombros e cabeça com um cobertor, potencializam a eficácia do tratamento.

Afecções das vias respiratórias (bronquites, gripes, asma e catarro): em 1 xícara (chá), coloque 1 colher (sobremesa) de folhas cortadas em pedaços bem pequenos e adicione água fervente. Abafe por 10 minutos e coe. Tome 1 xícara (chá) de 1 a 2 vezes ao dia, podendo ser adoçado com mel.

Afecções das vias respiratórias (bronquites, gripes, asma e catarro): em 1 xícara (café), coloque 2 colheres (sopa) de folhas cortadas em pedaços bem pequenos e adicione água fervente. Abafe por 10 minutos. Coe e adicione 2 xícaras (café) de açúcar cristal. Leve ao fogo brando, até derreter bem o açúcar e espere esfriar. Tome 1 colher (sopa), de 2 a 3 vezes ao dia. Para crianças dar somente metade da dose.

Ciática; reumatismo; gota; nevralgias; juntas doloridas: em um pilão, coloque 2 colheres (sopa) de folhas frescas fatiadas. Amasse bem e estenda sobre um pano. Aplique, na forma de cataplasma, sobre a parte afetada, 2 vezes ao dia.

Ciática; reumatismo; gota; nevralgias; juntas doloridas: coloque 3 colheres (sopa) de folhas frescas cortadas em pedaços bem pequenos em 1 xícara (chá) de óleo de cozinha. Leve ao fogo em banho-maria, por 3 horas. Coe em uma gaze, espremendo bem o resíduo. Ainda morno, use o óleo sob a forma de fricções e massagens nas partes afetadas. Deve ser utilizada também para passar nas costas e no peito de crianças que têm bronquite.

Sinusite; rinite: coloque 4 colheres (sopa) de folhas frescas ou secas, corta das em pedaços bem pequenos em 1 litro de água em fervura. Deixe ferver por 2 minutos. Desligue o fogo, cubra a cabeça com um pano e inale os vapores que se desprendem, repetindo o trata mento 3 vezes ao dia, até que os sinto mas desapareçam.


Quais as contraindicações e efeitos adversos da planta Eucalyptus globulus?

Contraindicações:
  • Uso contraindicado para pessoas com hipersensibilidade aos componentes da formulação.
  • Crianças menores de 30 meses podem apresentar laringoespasmo devido à presença de cineol na formulação.
  • O uso é contraindicado durante a gestação.
  • O uso é contraindicado durante a lactação.
  • O uso é contraindicado para crianças menores de 12 anos, devido à ausência de dados suficientes que comprovem sua segurança.
  • É contraindicado para crianças com histórico de convulsões.
  • O uso interno é contraindicado em pessoas com:
    • inflamação do trato gastrointestinal;
    • disfunções da vesícula biliar;
    • insuficiência hepática.
  • É contraindicado para pessoas com hipotensão arterial, devido ao potencial efeito hipotensor em doses elevadas.
  • Em caso de dispneia, febre, tosse com secreção purulenta ou persistência dos sintomas por mais de uma semana, deve-se procurar orientação médica.
  • Não utilizar em doses superiores às recomendadas.
    Em caso de aparecimento de eventos adversos, suspender o uso do produto e consultar um médico.
  • Efeitos Adversos Possíveis:
  • Em casos de ingestão excessiva, podem ocorrer:
    • náuseas;
    • vômitos;
    • diarreia.
  • No uso externo, o contato com a droga vegetal pode causar:
    • urticária;
    • dermatite de contato;
    • irritação da pele.

  • Notas do Especialista:

    O cineol (1,8-cineol ou eucaliptol) é o principal responsável pelo risco de laringoespasmo em crianças pequenas, motivo pelo qual produtos contendo esse composto não devem ser utilizados nessa faixa etária.
    O potencial de indução enzimática do óleo essencial pode alterar o metabolismo de medicamentos de uso contínuo, sendo recomendada cautela em pacientes em tratamento farmacológico.


    Referências Bibliográficas:

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    • MATOS, F. J. A. Plantas Medicinais: Guia de Seleção e Emprego de Plantas Usadas em Fitoterapia no Nordeste do Brasil. Fortaleza: Imprensa Universitária, 2000.
    • PANIZZA, S. Plantas que Curam (Cheiro de Mato). 4. ed. São Paulo: IBRASA, 1998.
    • PROPLAM. Guia de Orientações para Implantação do Serviço de Fitoterapia. Rio de Janeiro: PROPLAM, 2004.
    • SAAD, G. A.; et al. Fitoterapia Contemporânea: Tradição e Ciência na Prática Clínica. 2. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2016.
    • WHO (World Health Organization). WHO Monographs on Selected Medicinal Plants. Volume 2. Geneva: World Health Organization, 2004.
    • WICHTL, M. Herbal Drugs and Phytopharmaceuticals: A Handbook for Practice on a Scientific Basis. 3. ed. Stuttgart: Medpharm Scientific Publishers, 2003.

    Farmacêutico Fitoterapeuta Eduardo Maia
    Esta monografia foi revisada por:
    EDUARDO MAIA
    Farmacêutico Fitoterapeuta

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