Illicium verum Hook.f.

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Foto detalhada da planta medicinal Illicium verum

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Resumo:

Illicium verum é uma planta medicinal da família Illiciaceae. Bronquite como expectorante Seu uso principal é por via de administração: Oral. Suas contraindicações são: O uso é contraindicado para pessoas que apresentam hipersensibilidade aos componentes da formulação. Caso os sintomas persistam durante o tratamento, um médico deverá ser consultado. O uso também é contraindicado durante a gestação, lactação, para menores de 18 anos e para pessoas com hiperestrogenismo, devido ao potencial efeito estrogênico de alguns constituintes da planta. Não utilizar em doses superiores às recomendadas. Em caso de aparecimento de eventos adversos, suspender o uso do produto e consultar um médico.
Especificações Técnicas da Planta
Família Botânica Illiciaceae
Parte Utilizada Fruto
Via de Administração Oral
Indicação de Uso Adulto

Quais os nomes populares da planta Illicium verum?

Anis-estrelado, anis-da-china, badiana.


Descrição Botânica:

Caracterizada por apresentar uma casca branca; grande folhagem composta por folhas pontiagudas, coriáceas e glabras; flores solitárias amarelas ou amarelorosadas, com 15-20 pétalas, perfumadas, similares a magnólias; e um fruto cor castanhoavermelhado, lenhoso, pedunculado, composto por 8 folículos que em sua abertura deixam ver uma semente aplanada brilhante em seu interior.


Quais são os principais compostos químicos da planta Illicium verum?

Fruto contém 5-8% de óleo essencial, constituído em sua maior parte por trans-anetol (80-90%), metilchavicol, anisaldeído, limoneno, linalol, 4-terpineol, αpineno,4-alilanisol; além de óleo fixo e taninos. 


Para que serve a planta Illicium verum?

Bronquite como expectorante


Como preparar e utilizar a planta Illicium verum?

Bronquite como expectorante (RDC 10/2010);

  • Infusão:
    Utilizar 1,5 g (1 ½ colher de chá) em 150 ml (xícara de chá).
    Tomar 1 xícara de chá 3 a 4 vezes ao dia.

Auxiliar como expectorante e como antidispéptico (FFFB3);

  • Infusão:
    A droga vegetal deve ser rasurada imediatamente antes do uso.
    Preparar por infusão, durante 10 a 15 minutos, em um recipiente tampado, considerando a proporção de 0,5 a 1 g dos frutos para cada 150 mL de água.
    Tomar 150 mL do infuso três vezes ao dia, após as refeições.

Quais as contraindicações e efeitos adversos da planta Illicium verum?

Contraindicações:

O uso é contraindicado para pessoas que apresentam hipersensibilidade aos componentes da formulação. Caso os sintomas persistam durante o tratamento, um médico deverá ser consultado. O uso também é contraindicado durante a gestação, lactação, para menores de 18 anos e para pessoas com hiperestrogenismo, devido ao potencial efeito estrogênico de alguns constituintes da planta. Não utilizar em doses superiores às recomendadas. Em caso de aparecimento de eventos adversos, suspender o uso do produto e consultar um médico.

Efeitos Adversos Possíveis:

O uso do fitoterápico pode ocasionar reações de hipersensibilidade cutânea, respiratória e gastrintestinal. Existem inúmeros relatos de dermatite de contato atribuída ao anetol, principal componente do óleo essencial e responsável pela maioria dos eventos adversos relacionados à espécie.
Em doses elevadas, o anetol pode exercer efeito neurotóxico sobre o sistema nervoso central, inicialmente provocando excitabilidade cerebral e choro contínuo, especialmente em crianças. Em seguida, podem ocorrer tremores, convulsões, sonolência, congestão cerebral e pulmonar, acidose e, nos casos mais graves, coma.


Notas do Especialista:

Existe um grave perigo de intoxicação com a falsificação do anis estrelado (Illicium verum) pelo fruto de outra espécie Illicium religiosum Sieb. et Zucc. (Illicium anisatum L.), denominado de badiana-do-japão ou anisestrelado-japonês, o qual não contém anetol, mas contém compostos tóxicos como a anisatina e isoanisatina. 

O anetol, principal constituinte do óleo essencial da espécie, é responsável tanto pelos efeitos terapêuticos quanto pela maior parte dos eventos adversos descritos na literatura. Os efeitos neurotóxicos foram observados principalmente após ingestão de doses elevadas do óleo essencial, reforçando a importância de respeitar rigorosamente a posologia recomendada.

A contraindicação em pessoas com hiperestrogenismo está relacionada ao potencial efeito estrogênico atribuído ao anetol e a outros compostos fenólicos presentes na planta.


Referências Bibliográficas:

  • ALONSO, J. Tratado de Fitofármacos y Nutracéuticos. Buenos Aires: Corpus, 2004.
  • BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira. 3. ed. Brasília: ANVISA, 2026.
  • CARVALHO, A. C. B.; SILVEIRA, D. Drogas vegetais: uma antiga nova forma de utilização de plantas medicinais. Brasília Médica, v. 47, p. 218–236, 2010.
  • GARCÍA, A. A.; VANACLOCHA, B.; SALAZAR, J. I. G. Fitoterapia: Vademécum de Prescripción. 3. ed. Barcelona: Masson, 1999.
  • MAIA, E. Chás medicinais: utilização segura e eficaz. 2. ed. Maringá: UICLAP, 2024. 400 p.
  • MATOS, F. J. A. Farmácias Vivas: Sistema de Utilização de Plantas Medicinais Projetado para Pequenas Comunidades. 4. ed. Fortaleza: Edições UFC, 1998.
  • WICHTL, M. (Ed.). Herbal Drugs and Phytopharmaceuticals: A Handbook for Practice on a Scientific Basis. 3. ed. Stuttgart: Medpharm Scientific Publishers, 2004.

Farmacêutico Fitoterapeuta Eduardo Maia
Esta monografia foi revisada por:
EDUARDO MAIA
Farmacêutico Fitoterapeuta

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