Solidago chilensis Meyen.

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Família Botânica:
Asteraceae.

Nomes Populares:

Arnica, arnica-brasileira, arnica-do-campo, arnica-silvestre, erva-delagarto, erva-lanceta, espiga-de-ouro, lanceta, macela-miúda, marcela-miúda, rabo-derojão, sapé-macho. 


Descrição Botânica:

Subarbusto ereto, perene, não ramificado, entouceirado, rizomatoso, levemente aromático, de 80 até 120 cm de altura, nativo na parte meridional da América do Sul, incluindo o sul e sudeste do Brasil. Suas folhas são simples, alternas, quase sésseis, ásperas ao tato, medindo entre 4 a 8 cm de comprimento. Capítulos florais pequenos, com flores amarelas, reunidas em inflorescências escorpióides dispostas na extremidade dos ramos, conferindo ao conjunto o aspecto de uma grande panícula muito ornamental. Multiplica-se por sementes e principalmente pelos rizomas. Com o mesmo nome popular de arnica é conhecida também a espécie nativa Porophyllum ruderale (Jacq.) Cass., conhecida também por cravo-de-urubu no Nordeste pelo seu odor nauseabundo quando fresca, a qual se atribui a mesma aplicação medicinal. Aliás, este nome popular é, na verdade, aplicado a estas espécies pela similaridade de uso medicinal com a arnicaverdadeira Arnica Montana L., nativa das regiões montanhosas da Europa, porém não é cultivada nem se desenvolve bem aqui no Brasil, ao contrário do que afirmam muitas publicações sobre plantas medicinais


Fitoquímica:

As folhas e inflorescência contêm flavonoides (quercetrina, rutina), saponinas, diterpenoides clerodânicos e labdânicos (solidagenona, solidagolactona e derivados do solidagolactol), ácidos orgânicos (ácidos cafeico, clorogênico e hidrocinâmico). A solidagenona é o principal constituinte fitoquímico característico do gênero Solidago. No óleo essencial das partes aéreas foram identificadas 36 substâncias. Os diterpenoides e sesquiterpenoides foram os grupos identificados. Dentre estes, o principal constituinte foi o pumiloxido (15,3%), seguido por γ-cadineno (5,6%), limoneno (4,1%), óxido de cariofileno (3,6%), isospatulenol (3,2%) e β-elemeno (3,1%).


Marcador Químico:

Informação não encontrada na literatura citada


Alegações:

A espécie é utilizada na medicina popular como cicatrizante, em escoriações, traumatismos, contusões e para doenças do estômago. A infusão da parte aérea da espécie é utilizada em contusões, feridas e derrames sanguíneos. Os seus rizomas frescos são utilizados na medicina tradicional como diurético, estimulante do apetite e anti-helmíntico


Parte Utilizada:
Folha e inflorescência

Via de Administração:
Tópico.

Uso:
Adulto.

Posologia Recomendada:

Infusão: 1 a 2g (1 colher de sopa) das inflorescências em 150 mL (xícara de chá). Deixar descansar tampada por 10 minutos, coar e fazer compressas nos locais de dores articulares, reumatismos e contusões. 


Formulações Caseiras:

Informação não encontrada na literatura citada.


Segurança e Restrições:
Contraindicações:

Informação não encontrada na literatura citada.

Efeitos Adversos Possíveis:

O uso tópico pode causar dermatite de contato, efeito comum às espécies medicinais da família Asteraceae.


Notas do Especialista:

Em função da falta de informações toxicológicas, seu uso interno só deve ser feito com estreita indicação e acompanhamento médico, inclusive por serem aventadas interações com hipoglicemiantes e antihipertensivos, potencializando a ação destes, além de aumentar o efeito anticoagulante da varfarina.


Referências Bibliográficas:

LORENZI & MATOS, 2002. SAAD, G. A. et al. 2016.


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