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Os Segredos das Folhas de Guaçatonga para a Saúde Digestiva

Resumo: A Guaçatonga, cientificamente denominada Casearia sylvestris Sw., é uma árvore nativa do Brasil, com uma ampla variedade de nomes populares, que abrange desde Guaçatonga até cafezeiro-do-mato. Sua descrição botânica inclui folhas persistentes, flores brancas e uma notável capacidade de cicatrização. A planta possui compostos fitoquímicos como óleo essencial, saponinas e taninos. Ela é reconhecida por suas propriedades terapêuticas, sendo usada tanto topicamente para tratar lesões e dores como internamente para problemas digestivos. Apresentamos formulações caseiras para diferentes condições e observamos que seu uso é contraindicado durante a gravidez e lactação. A Guaçatonga é envolta em uma lenda sobre seu poder de cicatrização.

NOME CIENTÍFICO: Casearia sylvestris Sw.
FAMÍLIA: Flacourtiaceae.
NOME POPULAR: Guaçatonga, também conhecida como apiá-acanoçu, bugre-branco, café-bravo, café-de-frade, cafezeiro-do-mato, cafezinho do mato, cambroé, chá-de-bugre, erva-de-bugre, erva-lagarto, erva-pontada, fruta-de-saíra, guaçatunga, guaçatunga-preta, língua-de-teju, língua-de-tiú e para-tudo.
DESCRIÇÃO BOTÂNICA: A Guaçatonga é uma árvore que alcança de 4 a 6 metros de altura, apresentando uma copa densa e arredondada, com um tronco que varia de 20 a 30 centímetros de diâmetro. É nativa de praticamente todo o Brasil, com ênfase no Planalto Meridional. Suas folhas, que possuem glândulas, são persistentes e levemente assimétricas na base, medindo de 6 a 12 centímetros de comprimento. As flores, pequenas e de coloração esbranquiçada, agrupam-se em glomérulos axilares. No Brasil, existem outras espécies de Casearia que compartilham os mesmos nomes populares e características semelhantes.
FITOQUÍMICA: A Guaçatonga apresenta um óleo essencial, saponinas, taninos e pigmentos antocianinas em sua composição.
ALEGAÇÕES: Essa planta possui aplicações tanto tópicas quanto internas. No uso tópico, é empregada para aliviar dores e lesões, atuando como um antiséptico e cicatrizante. Quando consumida internamente, é indicada para distúrbios digestivos como dispepsia, gastrite e até mesmo halitose.
PARTE UTILIZADA: Folhas.
VIA DE ADMINISTRAÇÃO: Pode ser aplicada tanto topicamente quanto ingerida.
USO: Indicada para adultos e crianças acima de 12 anos.
POSOLOGIA E FORMA DE USAR: A infusão de 2 a 4 gramas (1 a 2 colheres de sobremesa) das folhas em 150 mL (uma xícara de chá) de água é recomendada. Esta infusão deve ser consumida 3 a 4 vezes ao dia.
FORMULAÇÕES CASEIRAS: Para diversas condições, como halitose, gastrite, úlceras internas, escaras, feridas, herpes labial, herpes genital, gengivite, estomatite, aftas e feridas na boca, há formulações caseiras específicas que envolvem a preparação e aplicação das folhas de Guaçatonga.
CONTRAINDICAÇÕES: Não é recomendado o uso durante a gravidez e lactação.
CURIOSIDADE E INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES: A Guaçatonga é famosa por seu notável poder cicatrizante, a ponto de uma lenda dizer que “o lagarto somente enfrenta a cobra se houver um pé de Guaçatonga por perto. Se ele sair ferido, basta comer algumas folhas da planta.”

REFERÊNCIAS:
BRASIL. Resolução da Diretoria Colegiada n. 10, de 9 de março de 2010.
ÍNDICE TERAPÊUTICO FITOTERÁPICO. EPUB. 2008.
LORENZI, H.; MATOS, F.J.A Plantas medicinais no Brasil. Nativas e exóticas. ed. Nova Odessa: Instituto Plantarum, 2002.

Eduardo Maia

CEO EDUARDO MAIA

Farmacêutico & Fitoterapeuta Clínico
Consultor Técnico Regulatório
Professor Digital

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